<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001</id><updated>2012-01-30T15:08:36.423-03:00</updated><title type='text'>Vazamentos de Vapores</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-7980522799612185330</id><published>2010-11-10T06:19:00.000-03:00</published><updated>2010-11-10T06:19:52.787-03:00</updated><title type='text'>A pugelância da insônia feliz.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TNpZEV3O_bI/AAAAAAAAAS0/uuXdQLK_gY8/s1600/insoniafeliz2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TNpZEV3O_bI/AAAAAAAAAS0/uuXdQLK_gY8/s400/insoniafeliz2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insônia feliz talvez seja uma bem aventurança maior ou tão grande quanto o sono repousante. Dormir todos dormem, todas as noites. Eu, incluso. Mas tirar uma madrugada para a insônia, se forçar a ficar acordado, e além disso ainda esquecer ( as coisas continuam existindo, aí entra um certo "espírito oportuno" para escolher a noite a ter de insônia) os problemas, ou casualmente, no decorrer das horas, observa-los com uma distância que eu chamaria de religiosa, no sentido que entendo o termo, o que o povo diz nas ruas: o que não tem solução, solucionado está. Óbvia idiotice, mas dentro de um hedonismo dos e nos ponteiros, horas leves, distanciar-se -não covardemente - o sol virá - Apolo não é um grande filho da puta com seu mustang em chamas- das questões que me dariam uma insônia desesperada.&lt;br /&gt;Cabe dizer: Sempre fui insone. São anos de treinos para atingir o esplendor no escuro da insônia feliz. Ou já vi gente que nasce com o dom. Nasci com poucos dons.&lt;br /&gt;A mulher que eu amo dorme agora. Sei que mesmo no verão mais escroto ela gosta de ao menos um lençol sobre ela. Me faz feliz cobri-la como um beijo em tecido. Aquele livro encostado, esquecido, bravamente resistiu aos cupins.O filme que se queira ver sem luz. Percebe-se com esses exemplos que me são "decentes", &amp;nbsp;"de salão" prescrever que a insônia feliz deve ser vivida sozinho ou com alguém que entenda o propósito- e mais, entenda o que você diz e mais, silencia. (A mente muda de madrugada, precisa acender POR DENTRO). A insônia feliz não é espaço para discussão ou debates. É um momento de linguagem que transgride a linguagem diária, dos carros de fogo e chatices a dar de comer. Lembro agora nesse momento ( 4:03 a.m.) com leveza, sem ideologia, como se ele estivesse aqui, bem em sua espera última, elixir na mão, beberica, de Marx em sua idéia de "anarquia feliz". Ou seja, o que vem depois do comunismo. Em outras palavras, quando a luta de classes não é mais necessária. Obrigado, Marx. Termine a bebida e voe como outros tantos fantasmas simpáticos que me visitam. Não lhe tenho mais tanto saco. Nada de palhaços. Evite fantasmas de palhaços. Eles fodem tudo, expulse-os com violência e vigor crescente até que pulem fora.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Também não descobri a insônia feliz ( quem inventa uma transgressão ? ou melhor: quando, como, algo passa a ser uma ? ), apenas a nomeei de minha forma e tento na medida qua a madrugada avança... - ah, o cão suspira às minhas costas, ainda longe do seu dever em correrias sem sentido ( isso me faz amar os cachorros, o sem sentido de suas atividades, ao NOSSO entendimento, durmam cachorrinhos, durmam sábios cães velhos e com olhos de mais sabedoria do que o sujeito que o afaga, durmam, vocês têm a liberdade a cada dia de suas vidas ).&lt;br /&gt;E não pensem que não tenho mais insônias desesperadas. Que sou um mestre, guru ou o maior caralho de algo como kung-fu ou sacações.&lt;br /&gt;O dia-a-dia, bem o queria um assim, costuma ser cheio e você precisa de um bom tempo de sono para se recuperar. Mais cheio, um tipo que sim, me agrada ( com simplicidade de um trabalho modesto)com felicidade. Horas trabalhadas. Mesmo sem registro, direito trabalhista algum.&lt;br /&gt;Eu preciso agitar as coisas- pensa meu eu amanhã. Mas ele é outro. Estrangeiro sem graça no agora.&lt;br /&gt;Issos não me preocupam nesse exato momento.&lt;br /&gt;A insônia feliz faz com que planos de também felicidade breve, futura se tornem mais fáceis de serem concretizados, o pessimismo diminui, enfim, talvez seja a estrela maligna a seduzir. Ou um epilepsia latente. Foda-se. Mas te dá pique, depois do descanso - isso fica ao correr do sol na orbe veraneio atual - para LUTAR por aquilo que você quer( Por favor, não é conselho. É treino de saber dar porradas e continuar doce). Se for bacana, como o amor, a coisa mais bacana do mundo e viver junto &amp;amp; pregar fotos nossas na parede do corredor do novo apartamento &amp;amp; tal &amp;amp; etc, ai.&lt;br /&gt;Ou seja. A insônia feliz é útil. Estar feliz aqui, agora, não me faz menos pragmático que o normal, apenas mais &amp;nbsp;humilde, ou seja: saber quando usar minhas bolas e não virar um jogador de boliche imbecil de merda na mola bate e volta das invejas que carregam e, sei lá, devemos carregar muita desgraceira condenável também, mas o olho que sacaria isso em nós está no meio da bunda. Quem já tomou tem chance até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TNpZTDKopgI/AAAAAAAAAS4/NU5EZN7Lx20/s1600/insoniafeliz1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TNpZTDKopgI/AAAAAAAAAS4/NU5EZN7Lx20/s1600/insoniafeliz1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O dia amanhaceu.&lt;br /&gt;Chuvisco e acordes de ansiedade pelo que virá de bom.&lt;br /&gt;O de ruim ainda não me pegou.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;( Não confundir isso com uma crônica. É o resultado desencanado. Não confundir isso com um elogio aos notívagos. Geralmente são chatos e não sabem beber ou acreditam que sabem, que arrasam &amp;nbsp;e não se ligam em quem é Paulo Cesar Peréio( rei das insônias tesudas), mas sempre falam de futebol e bocetas).&lt;br /&gt;º&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-7980522799612185330?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/7980522799612185330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=7980522799612185330' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7980522799612185330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7980522799612185330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2010/11/pugelancia-da-insonia-feliz.html' title='A pugelância da insônia feliz.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TNpZEV3O_bI/AAAAAAAAAS0/uuXdQLK_gY8/s72-c/insoniafeliz2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-1115388197575797702</id><published>2010-09-14T09:07:00.000-03:00</published><updated>2010-09-14T09:07:28.289-03:00</updated><title type='text'>A Pedagogia Amorosa.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TInsRnxcupI/AAAAAAAAASU/DKrR-xg2HcQ/s1600/luana2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="427" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TInsRnxcupI/AAAAAAAAASU/DKrR-xg2HcQ/s640/luana2.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começarmos aviso que mudei em essência e ser-no-mundo.&lt;br /&gt;Todo escritor quer palmas e garotas aplaudindo.&lt;br /&gt;Não quero mais isso.&lt;br /&gt;Nunca mais.&lt;br /&gt;Ninguém me obriga a essa opção, é minha.&lt;br /&gt;Comente apenas quem se sentir tocado, pensado, refletido.&lt;br /&gt;A trangressão minha evoluiu.&lt;br /&gt;Sou muito mais trangressor que antes.&lt;br /&gt;Só sabe quem ama de verdade.&lt;br /&gt;Como saber ?&lt;br /&gt;O calor no peito que depois vira um orgão palpável, acho que apaece no RX.&lt;br /&gt;Isso é punk, isso é beat, isso é anarquia, isso é o palavrão na orelha tosca.&lt;br /&gt;Pois é raro. Quem aqui tem isso, põe o dedo aqui na palma da sorte, sem quiromancia idiota.&lt;br /&gt;Comentários DESNECESSÁRIOS serão apagados.&lt;br /&gt;Bem entendido ?&lt;br /&gt;Então agora minha mente está vazia, terra, roça, horta, folhas pra deitar&lt;br /&gt;e verei o que brota, em liberdade, mas sem exposição e com respeito.&lt;br /&gt;(Na era da super-exposição ultra-realista e da falta de respeito nas escadas feitas de crânios até o sucesso [?], no topo e no @tópico, isso que proponho é que incomoda e nobremente marginaliza. Não que eu me importe mais com isso. Apenas é. )&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;Quem encara, acompanha agora.&lt;br /&gt;Vou correr, juntar coisas, não sei. Apenas sei que a amo e materei as linhas mestras descritas bem acima.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;Optarei por usar apenas as inicias dos nomes das pessoas próximas à mim. Já citações textuais, musicais, sabe-se lá mais o que receberam, obviamente, o devido crédito. Vários motivos para isso. Uma homenagem à Roland Barthes principalmente em "Fragmentos de Um Discurso Amoroso", mas principalmente para deixar claro que já não sinto mais nenhum prazer de cabaret mafioso em expor as pessoas que amo, amigos, alunos, pacientes em análise e claro, ela.&lt;br /&gt;- Mas sabemos o nome dela, você não esconde em nenhum lugar seu amor, fidelidade,entrega para a pessoa que se chama...&lt;br /&gt;- Silêncio. E delicadeza. Aqui é outro espaço, outra escolha, e então teremos no topo dessa pirâmide afetiva e pulsátil alguém que se chama L.&lt;br /&gt;Eu te amo, L. ( Ao contrário agora de Roland Barthes, não tenho problema algum em dizer que amo alguém, seja L. homem, mulher, velha, jovem...)&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;Abrir o crânio vermelho e não mais cinza feio me faz associar L. com diversas coisas. Exatamente como dizem, enxerga-se a pessoa amada em tudo. Farei agora uma rápida experiência: de olhos fechados pegarei um livro de minha biblioteca, abrirei em qualquer página e encontrarei algo de L. Já retorno com o trecho inevitável. ( E minha biblioteca não é exatamente o que se poderia chamar de "romântica". A.F. já recomendou que para minha melancolia, deveria jogar dois terços dos meus livros fora...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Uma coletânea de poemas de Bejamin Péret. Aqui, está. ( Sorriso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Péret: &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Uns ares de vinho&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Um pouco ácido&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Um pouco doce&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ácido e Doce&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Como um novo vulcão&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Cuja lava reproduziria indefinidamente teu rosto.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(Grifo meu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L. tem a força de um vulcão de doçuras e acidez, mas ( te amo) o importante é a lava, bela forma dourada mutante, nenhuma tinta merece mais pintar seu rosto, L, o rosto dela, do que a lava incandescente. ( Na enorme praça noturna achamos as mesmas coisas nas nuvens. Inclusive um curioso dragão feliz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa com N.L. : Me perguntou se na Academia seria possível escrever um trabalho científico em linguagem poética. Sim, agora me parece claro, Ácido e Doce, metodologia e verso. Possível sim, mas apenas em um estado de cérebro avermelhado e erotizado. E então você terá que esperar que o discurso universitário tenha algo de rubro. Então publica. Minha pesquisa sobre os paradigmas diagnósticos me pareceu caótico. Quase o rasgo pela liberdade secundária à minha incompetência como pesquisador. Meu orientador leu, após ouvir minha preocupações e lamúrias de auto-piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M.E.C.P: - Meu caro, já viu como os franceses escrevem ciência ? Perto deles você é um poço de objetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Escolha a pessoa certa, como M.E.. No amor, torça pela pessoa mais que certa. O que me cabe foi uma solidão fantasiada durante 37 anos...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já não torcia. Vivia um relacionamento que trazia o inverno, trabalhava em um ambiente nefasto, a saúde com algumas pendências misteriosas. E foi aí que L. Apareceu.&lt;br /&gt;Inicialmente sua prática e seu discurso me seduziram.&lt;br /&gt;Por que?&lt;br /&gt;Pois ela partia de referências que não eram as minhas, mas nas reuniões eu não achava um erro em sua argumentação. Em minha bestialidade da época, &lt;b&gt;só alguém que tivesse as mesmas referências que as minhas poderia &lt;i&gt;aprender algo comigo...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;L. não me poupou em nenhum momento, furando muitas vezes meu argumento "médico".&lt;br /&gt;Ácido é Doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe aqui uma "história de amor". Elas são cansativas ao extremo.&lt;br /&gt;Meu cérebro vermelho sai do crânio, os lobos, em duas asas, ou um carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TIocJ2nTDwI/AAAAAAAAASc/BDKTd4lbkn8/s1600/petekate.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="277" src="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TIocJ2nTDwI/AAAAAAAAASc/BDKTd4lbkn8/s400/petekate.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Meu analista de 8 anos, J.F., em seus livros usa e abusa da cultura pop para falar de coisas abissais. Nenhum problema nisso. Quem é o casal acima ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Eu e L. ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Sim, mas sou Eu, L. e a Perversão dos Bondosos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Voltemos à foto.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;A moça é Kate Moss. Todo mundo já ouviu falar e ama.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Modelo. Modelo de Beleza.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;A perversão do mundo do espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Não ela, mas sua utilidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Porém ela vive e esbarrou no amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Forte, louco ( Paulo: reler Breton ).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Mas por quem ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Por esse elemento estranho e suspeito ( Eu e L. já fomos parados pela polícia. Eu usava uma bengala e ela um lindo chapéu branco florido que só poderia ficar perfeito nela)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Pete Doherty.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Preso várias vezes.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Porte de "dorgas" ( é como eu e L. chamamos as drogas quando assistimos o noticiário, abraçados até as pernas)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Escreveu uma música chamada "Fuck Forever".&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Mandava a rainha para um passeio no interior do próprio eguino reto.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Uma vez saiu da prisão e um repórter fez uma pergunta idiota e agressiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Deu um "peteleco" no repórter e voltou para a prisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Mas na EmeTevê&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;tudo isso era visto com bons olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;No mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;A capa do disco de sua banda, "The Libertines"&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;mostrava ele e sua paixão masculina exibindo os braços como se tivessem acabado de&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;tomar alguma "dorga" injetável.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Mas tudo bem, o som era bom, bom mesmo ( Eu e B.C. dançavámos anos atrás e ambos desejávamos sexualmente Pete Doherty), mas o que o protegia é que ele estava com a &lt;b&gt;instituição perversa do mundo galante, fashion, belo, magro.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Não culpa de Kate, repito.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Aliás acho que eles se amavam MESMO. ( o que me trouxe possivelmete a associação nas asas vermelhas que brotam da minha cabeça: sensação corporal.)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Mas o PODER estava de olho em Pete.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Poder no amplo e infindo sentido de Foucault).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O PODER queria pegar PETE e jogá-lo no limpo dos loucos, dos leprosos, enfim.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;É necessário entender que o PODER agiu da mesma forma comigo e com L.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Esperou um lapso.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OIhHevhAl5M"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=OIhHevhAl5M&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ou seja.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Newspaper : PETE OBRIGA KATE A CHEIRAR COCAÍNA.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Como assim ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ele atolou o dito pó no nariz dela ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;OU seja, entendam,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;EU E L. somos juntos o doce Pete.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O que ninguém sabia era seu amor por animais,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;a doçura com que trata as pessoas,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;seu violão velho cigano&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;mas que ele não abandona.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;EMETEVÊ disse&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;que Pete era uma tragédia.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Em 2008/2009 Pete lança&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;seu cd solo,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;lindo, acústico,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;passa desapercebido,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;sem críticas,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;o vídeo ( sem problemas fora um beijo gay)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;é proibido no Youtube (URL)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Torcem para Amy Winehouse se recuperar,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;pois ela é uma cantora de jazz/blues facinho-comercial,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;o que Pete nunca fez.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Comercial.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Eu+L= Pois, Pete.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Mas lutamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E lutar junto é amoroso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Haverá algum sinal que mostre quando é amor e quando não ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ou níveis de amorosidade, tendo seu mínimo e seu máximo ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;( Eu e L. deitados de madrugada sobre cobertores, sob o céu e eu lhe mostrei um planeta e ela me mostrou o calor nunca sentido).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Calor no peito e saudades&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Saudade física: dói em L.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;{ Todo mundo chama outro alguém de "meu amor", é a nova forma de se referir, depois do que nossos pais usavam "benzinho", "meu bem", etc...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Não é novidade a banalização do amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Aqui aposto a banalização do vernáculo, sua aplicação em realidades outras, não siginicadas intimimante pelo que se designaria classicamente de amor}&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Vontade de fazer coisas que nunca fez.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ter uma bermuda sport.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Renovar as camisetas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Explodir em águas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TI9dLusnx3I/AAAAAAAAASk/Br2cbv-ZBIQ/s1600/raft1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TI9dLusnx3I/AAAAAAAAASk/Br2cbv-ZBIQ/s640/raft1.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TI9ds85jcVI/AAAAAAAAASs/BYQ1LmzVRNw/s1600/raft2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TI9ds85jcVI/AAAAAAAAASs/BYQ1LmzVRNw/s640/raft2.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Há de se dormir com as peles encostadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Só assim vem o suspiro,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;a tranquilidade,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;o sono&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;e acorda-se em voz de sonho ao sol: - Bom dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(E.T. me fala sobre pele e pele e a similitude com pele e pétala, aos olhos fechados).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;A luz pela cortina se torna triste sem L.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Com ela,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;perfeita para a iluminação&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;subjetivamente&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;fisicamente&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;exata.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ela me pede um cigarro.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Coloco dois na boca.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Acendo ambos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Um meu,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;outro dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Encaixo o filtro entre&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;seus lábios&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;receptivos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ela me pede um "vem cá"&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;As asas vermelhas já estão rachando o teto,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;batem, explodem o telhado,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;a criança chora,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;eu dou meu sorriso&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;( que ela diz gostar e beija)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Alço voo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Não mais aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Estou nela.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ela em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Agora, aos outros olhos,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;cai o pano.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-1115388197575797702?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/1115388197575797702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=1115388197575797702' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1115388197575797702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1115388197575797702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2010/09/pedagogia-amorosa.html' title='A Pedagogia Amorosa.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/TInsRnxcupI/AAAAAAAAASU/DKrR-xg2HcQ/s72-c/luana2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-6986968062655910532</id><published>2010-05-12T18:15:00.004-03:00</published><updated>2010-05-13T16:01:33.569-03:00</updated><title type='text'>Busquei no teu beijo o silêncio de mim.</title><content type='html'>- Linda, o conto não sai, sei que você não está puta por eu te ligar cinco da matina, mas era a única pessoa, o lance tem importância, eu só me vejo, tipos, resgatado da vida me sabendo escritor. Escrevi um texto sobre nossa trepada, foi linda, claro, amor e foda, beleza, mas deixou de ser, sem querer magoar, adoro sua boceta, apenas uma trepada. Bateram palmas, a revistinha undergronund publicou com festinha na casa do velho beat, pão duro do caralho, mas ele bem me disse, emocionado: - meu pau subiu !!!, ele encanou que depois do câncer de próstata tinha ficada impotente, ou seja, assim, escrevendo eu realizei um milagre, fraudulento, ok beibe, mas esses são os melhores, é contigo mesmo, até brinco de bancar teu ateísmo, se você me disser que eu vou conseguir escrever o conto, me disser isso como uma casa de vidro com muitas plantas e fantasmas, ou seja, por favor, não quero desligar o telefone na sua cara, amor, então afaste de mim esse "ah, todos nós passamos por bloqueios". Bloqueio é coisa de aventureiro, não de um cara que é, e eu preciso ser, vamos, me diga algo. Sabe o que tinha no meu horóscopo hoje ? Decorei uma frase, "acontecimento desagradável que se transforma em lucro", lance é, desculpe falar tanto, não sei se tudo que aconteceu nessa noite foi agradável, desagradável, só sei que tem um monte de contos inseridos aqui, e eu preciso drenar, tirar os espinhos, estou em um quarto luxuoso de motel, absolutamente só, chapado de tudo, e tentei me matar na hidromassagem por afogamento infaminhazinha. Não, linda, você sabe que eu não venho só para um motel, mas talvez mude isso, passe a vir, programão, se render algo e gracias a la vida. E não adiantava dizer que a próstata não tem nada a ver com isso, que a dor maior é o câncer do vácuo por dentro, vai se espalhando, quem ? quem ? quem ? calma, uma puta. Tava afins de puta.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;E certas coisas eu decido sem ter razão, como ir até o Blue Love a pé, bons quilômetros pela frente, noite adentro, óculos esculos ( aquele de lentes vermelhas, me dá coragem, o dito), passo, passo, a bota no chão era uma coisa batalhenta, herói mesmo, ciente de que apenas ia a pé atrás de putas, tequila prata batizada, uma banda som ao vivo de aposentados, a não ser que tivesse mudado tudo lá. Um clínica de acumpultura, um templo budista danoninho, mas as putas são fortes e são as únicas mulheres que me assustam, fora minha mãe com porpeta e acho que a síncope deliciosa, amor de foda, quando descobri a temperatura guiness da sua xota. Isso aí é uma fonte não poluente de energia, ainda te enfio um fios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;O Blue escurão lá dentro. Algo como quando eu me sentia guilty por tudo, perder o cabaço na moita de uma escola de freiras, você sabe. Até crisma fui. Sanctus, sério, tenho anjo mas ele não gosta que eu não tenha planos, ele sabe que não consegue me proteger do tamanho tonelada das merdas que acabam acontecendo. Minha vida sem galho deveria ser água tônica antes de assistir uma fita da Globo Filmes, peitinho de Camila Pitanga, me emocionar de verdade com o parkinson do Paulo José e não temer possíveis e esquecidas cobranças judiciais. Que elas existem, existem, paixão. Tua voz acordando é um tesão, mas já explico, por enquanto apenas ouça, volume, o gemido do pornozão que rola ainda na tv. Eu, eu não sou culpado. Não. Hoje é fim de semana e o Blue vai estar aberto em cinco minutos, e a bota templária, o punk amásio do Caio Fernando Abreu, fui entrando. Porta aberta, uma cortina de plástico cheia de histórias marcadas no opaco tristonho ( Não cante Edith Piaf !), dois garçons lá dentro. Eu sei ser educado e voz mansa. Resultado: sem colocar na conta, as tequilas à meia luz, batizadas, mas porra, ainda tem gente legal nesse mundo, quando estamos em desordem, lembra daquilo que inventamos com nossas coxas ? ( Não fale de música atonal !). E aí, amigo, as minas chegam que horas ? Duas horas de espera, isso aí, se quiser uma “garota de programa”. Nem numas de paixão, amor Werther, esperei tanto, mas eu ia esperar a puta, a primeira, e seria ela, pois assim eu decidi na hora e óculos vermelhos. E claro que ela não era bonita, e claro que nenhuma seria, nunca mais dando sopa pra vida, eu queria uma professora muda, entende ? Entrou, bocejou e sentou na última banqueta, me olhou e cuspiu por dentro, tipos dentro dos olhos baixos na quase luz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Coragem é uma questão de planejamento. Nunca entendi mapas de tempo e espaço, claro que bate uma culpazinha, mas estava ali por essa entre outras coisas. Fui até ela. Morena, blazer negro, coxas muito grossas, peitos muito pequenos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Quero pó. É chegada ?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Conheço um motorista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Pego pra mim e pra você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Foda-se, te passo o número e você se vira - sacando o celular da bolsa couro mercado alternativo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Mas quero cheirar, que você cheire e ter um programa com você. 150 ?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;200.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Você é cruel. Bom isso. 200.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Vou ligar, espera aí. Ah, 200 por 2 horas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;3 horas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Ah tá vai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;E meu amor, lá estávamos no carro do taxista de cabelos pintados curtos de branco e as correntes muitas correntes e um bom humor calmante combinando com a fm pop. Nos deixou aqui, o melhor quarto do motel e esse pedaço tem cerveja uma mesa o pó o vidro e ela, ela, me mostra seu cartão de seguro saúde, algo como sem dizer mas sendo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Meu nome é mesmo Cris. Confiei em você. Prepara outra pra mim, fina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;E sabe quando, tesão meu, a gente precisa de barulho? Eu liguei o canal sacanation express ( pau morto ) e ela o radinho de bancada ( rápida dançadinha trágica). Tiramos apenas os sapatos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;E ela se chama mesmo Cris ou tinha roubado uma carteira Unimed de alguma esquina em bolsa afoita e isso me deu quase que a obrigação de mentir tudo sobre mim. Falante. E eu amei Cris. Ela sabia ouvir. Ouvia agora me olhando. Olhando mesmo. Quem era eu ? Era novamente sem planejamento. Então foi saido assim: Uma espécie de religioso que andava pelas grandes metrópoles tentando fazer com que as pessoas pudessem voltar a acreditar no divino em si mesmas, disse que tinha alguns poderes místicos e para não parecer completamente ridículo ( a mim mesmo ) peguei em seu pulso em três pontos, fechei os olhos e mandei a cartada:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Você está bem de saúde. Mas está com infecção urinária grave ( Ridículo !!!).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Tá ardendo mesmo. E estou mijando muito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Puta com infecção de urina. Blefe de grande chance.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Você viu isso no meu pulso ?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Coisas que meu mestre me ensinou. Oito anos morei na chácara dele em Minas. O pai foi mestre de meu pai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Porra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;E pá pó.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Falante como você sabe, mas modulando a chatice com um segundo eu liliputiano em meu ombro, Calma Lá, Chapa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Não, ela não se apaixounou por mim.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Apenas contou toda história de Cris.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;E dei conselhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Quem sabe para uma Cris que se chamasse Tereza, Anna O.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Cris, agora vamos nos deitar, juntos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Posso te falar uma coisa ?&amp;nbsp;Não gosto que toquem em mim quando estou cheirada. Pra você sei que posso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;E vou pagar assim mesmo ?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Sim. 200.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Entendo completamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Mas até amanhecer. E mais o táxi.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;Trocamos e-mails, telefones, cantei Vapor Barato enquanto estávamos deitados na cama. Ela pegou de outono leve leve a minha mão. E foi isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Tentei bater umas punhetas olhando o filme. Ela não se incomodou. Via meu fracasso no espelho do teto e isso era a vida, a vida em geral, e como as coisas funcionavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Ei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Diga, Cris.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Vou embora. Chamar o cara. Só não cheire mais depois que eu for. É estranho você sozinho aqui. Kurt Cobain e essas coisas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Fico legal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Foi legal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Claro que foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Te ligo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Claro. Claro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;º&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;O sol ficou forte. Fui vendo isso acontecer pelo janelão do jardim de inverno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Deitei peladaço, amor, no divã ar livre, frio perfeito, &amp;nbsp;e cantei aquele tal de Não Sei Fede Teen Spirit, só o que eu lembrava, em um inglês inventado, na cadência berrei :&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;- Esse lugar é lindo !!! I'm not guilty !!! - Tv gemendo, música eletrônica matutina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Uma árvore dançava ali em cima, folha por folha, cada uma, atenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;- Esse lugar não é culpado !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;E daí pensei em você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Em outro estado, quase outro país, eu numa jaula de autismo feliz e você de bondes aereos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Você é doido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Vamos gozar juntos ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Vou tentar, amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Você é lindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Com sua bondade de coração, me dê o sujo do sujo na orelha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Pode deixar comigo. Enfia a mão inteira na minha buceta. J'adore.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;º&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-6986968062655910532?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/6986968062655910532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=6986968062655910532' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/6986968062655910532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/6986968062655910532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2010/05/busquei-no-teu-beijo-o-silencio-de-mim.html' title='Busquei no teu beijo o silêncio de mim.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-4999357144825707652</id><published>2010-03-14T10:25:00.003-03:00</published><updated>2010-03-14T17:29:46.589-03:00</updated><title type='text'>Movimentos Rápidos dos Olhos.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S5zPfKMaieI/AAAAAAAAASE/CA2ZV9iyVV0/s1600-h/invasao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S5zPfKMaieI/AAAAAAAAASE/CA2ZV9iyVV0/s320/invasao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nada que desse sinal. Na noite anterior fizemos o de sempre. Ela apenas se demorou mais a levantar, ou eu que muito cedo. Confundi tédio com angústia. Que seja, de uma forma ou de outra sempre algo acontece. Um detalhe. Peguei a câmera na mochila e a filmei no sono. Quando mexia os olhos de maneira rápida, era sonho. A saliva espessa tinha algo de homicídio.&lt;br /&gt;Eu ainda não tinha a técnica. Deixei de perceber quando começou a se virar de um lado a outro na cama e fazer sonhos. Continuei filmando. E sem sinal, despertou já olhando para a lente. Não desliguei, ainda havia inocência, ou mesmo a preguiça. Esses critérios do tédio e da angústia.&lt;br /&gt;- O que você está fazendo? - se cobrindo, os seios chupados horas antes, dando jeito súbito no cabelo desalinhado aos puxões.&lt;br /&gt;Algumas respostas, alguns textos, algumas letras surgem de maneira espontânea, mas não, mas nunca, livres. Existe uma definição de seu futuro nessas falas que se impõem. Ocorre um pause que redefine. E ao se dar play novamente, tudo está mudado, ou simplesmente a virada do ato, o assumir do que sempre esteve ali. Em termos ideais, a reminiscência não tem porra alguma a ver com a rememoração. &lt;br /&gt;O fato é que frase dita, virada de surpresa para ambos em frase já feita, levei arranhão no rosto, e as poucas peças de roupa, livros, o que deixei naqueles meses, atolados raivosamente na mochila. Continuei filmando. Ela me olhava com ódio enquanto me chamava o táxi. Teria sido atriz. É assim ao se acordar. Mas a frase apenas definiu a cena como aquele ainda nesse nunca mais.&lt;br /&gt;Condensação: Excesso de sentido insuportável em poucas palavras.&lt;br /&gt;Ela despertou e me viu filmando. Minhas costas na parede gelada, tonificante. Os poros sabem antes.&lt;br /&gt;- O que você está fazendo? - se cobrindo, escondendo o mamilo que endureceu.&lt;br /&gt;( Poderia ter sido outro rumo, se eu escolhesse as palavras ? Sim, e esse é o delicioso ridículo das situações em vigília. Mas o que me ocorreu na língua já em corda foi:)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- A única coisa que me enciuma é sua irremediável solidão.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;O estatuto do ciúmes é a regência do incontrolável. No lugar onde a estratégia não funciona. Na curva da alma, na assinatura ancestral dentro do erótico. Os maiores gozos não proporcionamos a ninguém. Nem nos proporcionamos. Nada jorra mais que a pornografia autista.&lt;br /&gt;O sono. Por incomparável excelência.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;1) Deve-se sempre perguntar se troca o dia pela noite. Dependendo, uso as lentes normais ou noturnas. A anfetamina me coloca no ritmo da pessoa.&lt;br /&gt;2) Não há motivo para escolher o sexo, a idade, a crença, o papo. O que antecede, o barzinho, a conversa cabeça, charmosa, as piadas sem graça, a sauna, o sanduíche para a criança que dorme na escada, a troca de olhares na boate, a pedra de crack para a adolescente que treme retorcida na pilastra, enfim: tudo isso se iguala. Estão atuando. Você também. Semblantes.&lt;br /&gt;3) Nunca filme um casal. Mesmo dormindo, um sabe que o outro está lá.&lt;br /&gt;4) Intercale as posições, as feições, os ângulos patéticos com cenas de beleza daquele corpo, a respiração, os pequenos gemidos, close nos cílios.&lt;br /&gt;5) Não intervenha. Nem no corpo nem nas cobertas. Não mude a temperatura do quarto. Não lamba nem de leve o rabo. A tentação é grande. Existe o desejo, existe o sadismo. Controle-se.&lt;br /&gt;6) Atenção para os Movimentos Rápidos dos Olhos. Filme-os. Principalmente os que você sabe que antecedem o despertar. É o que será lembrado quando você perguntar no café da manhã, com gentileza, com &amp;nbsp;demonstração do real interesse, sorriso bondoso: "Você sonhou? Me conta?". Claro que sempre se perde grande parte. Porém é algo como, digamos, os "Extras".&lt;br /&gt;7) A única coisa que jorra são as irremediáveis solidões.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;Sento-me na poltrona da sala.&lt;br /&gt;Disponho minhas "vítimas" pelos sofás. Algumas preferem ficar no chão. Outras dançam nuas, carnavais esquizóides. Duas ou três sobre os livros na estante. O senhor de boa aparência anda de um lado para o outro, sugando um Havana. Algemo os viciados.&lt;br /&gt;Sento-me dentro de minha orelha:&lt;br /&gt;- O que você ganha com isso?&lt;br /&gt;- Tenho certeza que ele bate punheta nos vendo assim, desprotegidos.&lt;br /&gt;- Calma. Não vejo mal algum. Mas bem que poderia avisar antes.&lt;br /&gt;- Como assim não vê mal algum ? Isso chama invasão de privacidade !&lt;br /&gt;- Não tem um filme, um filminho, com aquela gostosa loira, assim, bem assim com esse nome ?&lt;br /&gt;- O fato é que se ao menos nos ficássemos sabendo, poderíamos denunciar esse cidadão.&lt;br /&gt;- Ele deve colocar em algum site. Escrever em blog sobre isso. Todo pervertido quer compartilhar.&lt;br /&gt;- O que mais me machuca é que eu estava mesmo pensando ter encontrado uma pessoa especial naquela noite. Chovia muito. Ele entrou. Pediu o mesmo drinque e me pagou outro. Sorriu. De alguma forma era sincero.&lt;br /&gt;- Tem isso. Todo mundo quer algo que não conta. Nem sabe.&lt;br /&gt;- Puta que o pariu. Vão defender o monstro agora ? Piraram ?&lt;br /&gt;- E se ele nos mostrasse depois? Se revelasse ?&lt;br /&gt;- Eu o expulsaria da minha casa. Eu o arranharia bem nessa cara de escárnio.&lt;br /&gt;- Sim. Ele está rindo. Vejam. Ele está gargalhando.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;8) Existe uma dor em meio ao gosto bom do vício. Você nunca poderá filmar a si próprio. Pegará no sono sabendo que a câmera está lá. Isso interfere. Isso tira toda a graça. Isso lhe afasta de você mesmo.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;- A única coisa que seca é o remédio torto para a solidão...&lt;br /&gt;- Falou comigo ? Não entendi. Repete ?&lt;br /&gt;- Sim, falei. E claro que repito. Você é linda demais para estar com esses olhos assim tão úmidos. Vou pedir um drinque. Me acompanha ?&lt;br /&gt;- Obrigada, aceito. Só não vou beber demais, mesmo que esteja pra isso. Ou acabo dormindo aqui mesmo no balcão.&lt;br /&gt;- Relaxe. Não vou deixar isso acontecer.&lt;br /&gt;º&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-4999357144825707652?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/4999357144825707652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=4999357144825707652' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4999357144825707652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4999357144825707652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2010/03/movimentos-rapidos-dos-olhos.html' title='Movimentos Rápidos dos Olhos.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S5zPfKMaieI/AAAAAAAAASE/CA2ZV9iyVV0/s72-c/invasao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-7282048253639658545</id><published>2010-02-28T14:30:00.000-03:00</published><updated>2010-02-28T14:30:09.046-03:00</updated><title type='text'>Anjo Futebol Clube.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S4qWEqdB_sI/AAAAAAAAAR8/ar6xRZVbshU/s1600-h/mostra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S4qWEqdB_sI/AAAAAAAAAR8/ar6xRZVbshU/s400/mostra.jpg" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Na primeira vez eu ainda nem tinha porra. Mas antes disso tinha o jogo, sempre tem. Um futebol de rua com molecada gritando ora "gol", e "parou, vem o carro!". E vinha o carro e passava por nós em corredor de shorts enfileirados, sem saber que havia outra regra. A dor. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E antes do jogo vem sempre a- ei, hum- "célula mínima da sociedade".&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Eram dois irmãos, filhos-donos de um empório natureba que ficava bem ali diante,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;da rua com campo em spray branco beijo no asfalto.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Os pais deles meditavam em tantra na casinha do fundo, quintal de hortinha-caseira-cada-um-se-liga-na-Natureza. Nunca quando&amp;nbsp;no horário de jogarmos futebol.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Bem assim: a bola batia em você e viesse no meio da cara, viesse na boca do estômago, nada de&amp;nbsp;expressar dor. Nenhuma careta. Nenhum ai que roxo fosse ademais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O irmão mais jovem, anjo que assim era,&amp;nbsp;sempre&amp;nbsp;caia a chão gemendo,&amp;nbsp; mesmo que a bola apenas relasse em seu fio de cabelo loirinho. O mais menino de nós.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E antes de toda graça, a regra:&amp;nbsp;demonstrar dor era dar o rabo cinco minutos para cada jogador de ambos times. Cada vez que mostrasse&amp;nbsp;dor. Ou&amp;nbsp;fraqueza.&amp;nbsp;&amp;nbsp;! Lá vem o carro ! Ai, essa doeu !&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Dar a bundinha no templo de incensos e Krishinas, atravessar a horta de&amp;nbsp;piroquinha dura.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Aqueles jogos moldaram um time de homens que aprenderam a não sofrer.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Reza uma lenda compartilhada. Eu era magro.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Hoje, pois sempre tem, ainda encontro&amp;nbsp;no aqui e por ali uns dos times.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Nos&amp;nbsp;reconhecemos pelo rosto duro, o aperto de mão de quem trabalha, sustenta&amp;nbsp; família e se for do grau, lê Isaac Babel. Umas cervejas sempre, cigarros, charutos, esteja com câncer ou no horário da carteira assinada.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O mais menino ria quando chorava.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ele não queria apenas sofrer de bolada na fuça; vinha em divididas de bola que sabia se ralar todo na queda sem camisa, pele sugando&amp;nbsp;cada costela da vontade sangue e ansiedade antecipada.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Antes disso, Caim e Abel, mas não vou&amp;nbsp;nessa lítera: falo de molecada suja no asfalto e gargalhadas depois do cuspe.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Quem propôs as regras foi&amp;nbsp;o&amp;nbsp;irmão mais velho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;-&amp;nbsp;Trepo meu moleque toda noite. Ele é bom no que faz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O Campeão dos Campeões. Ai. Doeu. Cinco.Dez. Quinze pra cada pivete. Tinha mesmo muito de anjo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Eu que não,&amp;nbsp;redondinha na orelha, (segura&amp;nbsp;firme cara, olha o carro), "Olha o carro!".&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Tudo&amp;nbsp;bem, Magrão ? Doeu, hein ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Nada. Tô inteiro, passou o monza, não dou moleza.&amp;nbsp;Simbora, a bola.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E&amp;nbsp;pais que&amp;nbsp;nunca estavam ali. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Mas quer saber? Mesmo que estivessem. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Tinham que vender incensos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E o templo com os deuses de tantos braços&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;velas&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;colchonetes vermelhos,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;virava o lugar de foder o rabinho do menino irmão, todo sorrisos e lascas de pele arranhadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Magrão, deixo você ficar mais cinco minutinhos...vai...enfia.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Moleque, temos uma ordem aqui, deu meu tempo, vem o Negro e depois o Pança-Boi.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Com você é mais&amp;nbsp;bom...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Hare Rama Rama Hare.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Osho me olhando da parede, aquela cara de escroto.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Então chupa. Dois minutos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Adoro, Magrão.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E ele chupava. Menino loiro, faltavam asas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Eu nem tinha ainda porra.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E era dos mais velhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Mas tremia.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Porém&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;As coxas, os olhos,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;tremiam.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Lindo menino loiro&amp;nbsp;deus nessa hora, via nos joelhos da altura, rodavam orientes.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Hoje ainda, na cerveja, mesmo com câncer ou atraso pro banco:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Lembra que a gente e o&amp;nbsp;menino...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Lembro. Como está a família,&amp;nbsp;Magrão ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Lá antes, quando&amp;nbsp;entrávamos na casa&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;e esperávamos na cozinha com Nescau, açúcar mascavo, a nossa vez,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;e não importavam mais os carros que passavam. As&amp;nbsp;velas eram silenciosas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Quero ser só sua namorada, Magrão. Acaba com esse jogo chato dos outros em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- A vida não é como a gente quer, pivete.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Não ?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Não. - e saindo do templo- Vem Negro, tua vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Um&amp;nbsp;beijo antes, Magrão, rapidinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;-&amp;nbsp;Corre, Negro ! Não quer foder ?!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ainda hoje:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Nunca mais vi os irmãos, Pança-Boi.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Não me chama assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Nunca mais vi os irmãos, Dr. Alexandre.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Tá reclamando, Magrão ? Doeu ? Vai chorar ?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Que porra? Me desconhece ? &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Mais uma gelada aqui,&amp;nbsp;chefia !&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;-&amp;nbsp;A mais gelada !&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Essa cidade tá virando inferno, cara.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Tanto carro na rua&amp;nbsp;que não mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;-Não mais, Magrão. Disse tudo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-7282048253639658545?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/7282048253639658545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=7282048253639658545' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7282048253639658545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7282048253639658545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2010/02/anjo-futebol-clube.html' title='Anjo Futebol Clube.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S4qWEqdB_sI/AAAAAAAAAR8/ar6xRZVbshU/s72-c/mostra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-8300333431824227347</id><published>2010-01-30T23:25:00.002-03:00</published><updated>2010-01-31T07:44:40.799-03:00</updated><title type='text'>O Descanso nos Poros.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S2TIeiEXCHI/AAAAAAAAAR0/LJZE03rDHI0/s1600-h/janela.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S2TIeiEXCHI/AAAAAAAAAR0/LJZE03rDHI0/s400/janela.jpg" width="370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Eu havia sido expulso da Universidade.&amp;nbsp;Em uma aula,&amp;nbsp;cansei. Foi isso. Cansei. Deu, porra.&amp;nbsp;Você entra na sala, olha para os alunos, vem com a cabeça diretamente das intrigas do departamento, olha para as alunas que já comeu, as que te odeiam, as que ainda te amam, as que deram e receberam a troca boceta-boa nota e as paredes estão mais próximas, elas se grudam em você, o título da aula sem graça aparece na tela, você diz como sempre diz "o próximo", o slide muda, mas parece que não muda nunca,&amp;nbsp;alguns dormem, mesmo você ainda está um pouco dormindo, mas não o bastante para estar descansado e seguir adiante. Um dos alunos da frente olha com admiração para você. E na camiseta dele, uma bolota amarela, com olhos e um sorriso, a frase "BE HAPPY" abaixo. Ele pode ter sido aquele que no mês passado pediu uma bolsa de mestrado. Ou a tese dele já está na sua sala. Intocada. Um cansaço assim talvez não comece de repente. Mas se faz. Tem seu momento. E logo o tema da aula se torna claro. A imbecilidade da vida acadêmica. Você cita nomes e vícios de outros docentes, informa cientificamente qual a&amp;nbsp;aluna da sala tem o melhor boquete, enfim, esse tipo de coisa que liga cansaço com uma crescente sensação de liberdade. E "BE HAPPY" está anotando tudo. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Foi assim que guardei o apontador laser no bolso da calça, desci do tablado e quebrei seu nariz com um soco reto, usando os dois punhos. Antes pedi que ele se levantasse da cadeira. Aluno e mestre no mesmo nível, um professor não deve ter estrelismos pelo seu &lt;em&gt;curriculum.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Pelas duas portas da sala, seguranças com rádios. O da esquerda chegou antes até mim. A Universidade da Vida ensina: se o cara é grande, chute o saco. Cansaço dá força. Se dobrou em vômito ao chão. Madeira.. O da direita não conseguiu atravessar a fileira de cadeiras até me alcançar. Tempo o bastante para chegar ao carro e nunca mais colocar os pés ali. O jejum fez cair bem os copos de pinga e o cigarro longamente tragado no boteco. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Durante três dias nenhum contato da universidade, até a chegada do telegrama. Convocação para um exame de sanidade mental e o aviso de uma sindicância interna. Deixei o telegrama sobre a escrivaninha, ao lado do apontador laser. As duas&amp;nbsp;únicas coisas que ainda me ligavam à Universidade.&amp;nbsp;Não me faltou fome para o café da manhã. Só não estava afim de&amp;nbsp;ler o jornal. Corri direito para os classificados e achei "Duas asiáticas lindas que transam entre si e com você.". Foi uma tarde divertida. Enquanto uma cheirava pó, a outra fuçava no meu computador.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Que dia você nesceu ?&amp;nbsp;Que cidade, benzinhno ? Sabe a hora ?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Disse o que sabia e inventei o resto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- É aquário com ascendente escorpião. Isso explica o teu jeito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- O meu jeito está de pau duro. Vem.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;- Explica até isso, seu maluco ! Aii.....&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Paguei&amp;nbsp;o dobro para que fizessem a faxina do apartamento. Nuas. Dispensaria a Rosilda por&amp;nbsp;quinze dias. Excelente negócio. Rosilda iria perguntar demais sobre se eu estava de férias, se eu não estava bebendo muito, se era bom voltar a fumar. Decidi dispensar Rosilda para sempre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;As japas foram felizes elevador abaixo e eu me tranquei por dentro. Poderia pedir uma pizza brotinho. Poderia um monte de coisas. Bem parecidas entre si. Arrumar as malas ou me matar. Pensar em&amp;nbsp;me inscrever na hidroginástica assim que fosse amanhã. Mas lá estavam o telegrama e o laser. Um em cada mão inchada, latejante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;A decisão não foi difícil. Amassei o telegrama e o joguei pela mesma janela. Pela mesma janela em que segundos depois&amp;nbsp;me apoiei no parapeito descamando ferrugem na camiseta. Liguei o laser e comecei a mirá-lo nas janelas do prédio em frente. Apenas nas janelas com luzes apagadas. Eu queria iluminar detalhes. Eu queria que pensassem que fosse uma arma. Mas peguei apenas objetos. Um trecho de geladeira. Estante com poucos livros. Uma televisão de plasma. E assim por diante.&amp;nbsp;Porém, mesmo com a proximidade entre os edifícios, ainda via tudo de longe. E se alguém estivesse escondido atrás do sofá, se cagando de medo, facção criminosa, dívida de jogo&amp;nbsp;?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Nada de hidroginástica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;No dia seguinte comprei um binóculo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;No início não era vício ainda. Nunca é. Distração apenas. Começa assim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O ponto vermelho iluminava um diâmetro extremamente pequeno do que eu visava. O binóculo ampliava. A graça estava na exploração. Na dedução partindo de um detalhe. Metodologia científica, afinal. Esperava a noite andando pela cidade. Vendendo livros técnicos e comprando romances, poesia, esse tipo de coisa dos sem tarefa. O pessoal do prédio da frente chegava entre cinco e sete horas da noite. Nesse horário eu tinha que estar à janela. Abriam o portão, alguns poucos&amp;nbsp;cumprimentavam o porteiro, e logo em seguida eu esperava que janela iria se abrir, que luz iria se acender, de que apartamento começaria a vir a música. Eu já sabia quem era o morador. Mas ainda não estava na hora de observá-lo. Só quando a noite caísse. Só com meu ponto laser auxiliado&amp;nbsp;pelo binóculo. A degustação é melhor que a devoração.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Decorava um, no máximo&amp;nbsp;dois moradores a cada entardecer. Os que seriam meus alvos pela noite. Temia apenas que logo soubesse de todos. E que me cansasse deles. E que mesmo sendo os detalhes pontuais potencialmente&amp;nbsp;infinitos, não mais me entusiasmasse.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O fato é que mesmo com o requinte, não me afastava muito do pervertido comum. Captei algumas trepadas. O foco&amp;nbsp;percorria os corpos. Os poros. Os pêlos. Refletia nos suores.&amp;nbsp;Tal como qualquer tarado vulgar, batia minha punheta, o apontador laser mordido entre os dentes salivados, uma mão no binóculo, outra no cacete. Sim, obviamente, por algumas vezes casais e solitários viam o laser. Corriam fechar a janela, acender a luz, xingar no escuro. Desenvolvi a habilidade de uma vez percebido, desligar o foco&amp;nbsp;de imediato.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Já era necessidade. Acordava tarde no dia seguinte e escrevia tudo que fora notado no apartamento explorado. Palavras. Frases. Logo alguns sentimentos. De asco, tesão, crítica. Arriscando até uns versinhos satíricos. Quanto tempo gasto&amp;nbsp;e quantas idéias não nascem daí, em&amp;nbsp;observar uma boceta lindamente peluda, ponto por ponto, adormecida, arruivada pelo vermelho sangue da mira ?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E foi naquela tarde que veio a idéia de criar o blog com a fotografia do prédio e as atualizações diárias, juntar os textos esparsos. Isso me empolgou. Me tirou do ritmo do vício. Compartilhar uma Arte.&amp;nbsp;Deixei anoitecer sem escolher nenhuma personagem na chegada da rotininha de merda.&amp;nbsp;E só fui perceber isso da maneira mais interessante possível:&amp;nbsp;ali estava, sobre meus dedos que digitavam as histórias da cabeça&amp;nbsp;para o blog, espancando o teclado, nesses meus dedos já não inchados, um foco de laser. Parei com as duas mãos espalmadas sobre as teclas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Quem quer que fosse, sabia fazer e tinha bom humor: passou com o foco sobre cada uma das minhas falanges, um&amp;nbsp;ponto só, de dez segundos. Deixando por último&amp;nbsp;o dedo do meio da mão direita. E aí traçou, sem sair do limite, vários riscos de idas e vindas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Abaixei a tela do&amp;nbsp;notebook e fui até a janela,&amp;nbsp;pegando minhas armas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Esperava com isso que o foco do outro lado&amp;nbsp;apagasse.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Não.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Rodeou meus mamilos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Desenhou um colar em meu pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;A pessoa não queria se esconder.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E eu deveria jogar da mesma forma.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Lá vinha&amp;nbsp;o foco, do oitavo andar, apartamento da extremidade esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Em total escuridão fora o laser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Era uma mão feminina. Uma bonita mão feminina.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Segui o mesmo roteiro: eram lindos peitos de bicos duros. Me fiz epopéia na exploração deles.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ela andou pela sala e estava&amp;nbsp;nua.&amp;nbsp;Ela e a sala.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Também me fiz nu.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Para que eu pudesse ver melhor, foi generosa: enfiou seu laser dentro da xoxota depilada, deitada em um solitário sofá. Coxas estradas longas, paisagem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Tenho certeza que nunca vi nada mais lindo. Não me excitei no pau. Me excitei no sublime.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Não sei até que horas nos exploramos. Nos comunicamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Fizemos desenhos com movimentos rápidos, um na parede do outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Deu para ouvir ela rindo de nossas brincadeiras.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Também me permiti rir alto sem ecoar na lua ausente.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Que fosse uma noite eterna.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Não tínhamos pressa.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Foi&amp;nbsp;apenas o surgimento súbito da careca&amp;nbsp;solar que nos assustou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O susto é&amp;nbsp;interpretado como uma rápida tomada de decisão ou fuga.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;As motos&amp;nbsp;já entregavam revistas e jornais; o caminhão do leite.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Mas, lá embaixo, o asfalto ainda estava&amp;nbsp;livre, perto do que estaria em alguns minutos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Eu que primeiro apontei&amp;nbsp;o foco para a rua. Bem no meio.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ela desceu com o seu também.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E ambos os&amp;nbsp;desligamos ao mesmo tempo. Entendidos em decisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Eu não tinha mais roupa limpa ou passada. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E isso não importava em nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Barba, cabelo, bafo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Olheiras.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O estômago doendo de dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Fechei a janela, com isso informando que eu estava descendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Um em cada calçada. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Um sorrindo para o outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Um de jeans, chinelo e camiseta branca rasgada na manga.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Outra com uma capa de chuva sem que houvesse chuva. Descalça. Pés que eu já sabia de cor acho que até em átomos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Apontei a padaria da esquina. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ela sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Andei apressado, peguei uma mesa perto à janela.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Sentei. Quando ela entrou, me levantei.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Um longo silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Apenas um sorrindo para o outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Com tamanha intensidade que afastou o garçom macilento.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Era uma conversa que não poderia começar de onde deveria começar. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;["Quando você teve a idéia de me imitar no laser ? Iria usar só em mim ou nos outros apartamentos também ?"]&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Enfim, não.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Abandonei&amp;nbsp;meu laser sobre a mesa e segurei sua mão.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ela relaxou os dedos e seu apontador rolou, caindo no chão. Não se deu ao trabalho de pegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Nos levantamos: recebi sua cabeça em meu ombro.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E saímos dali.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Nem um pouco cansados.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Nem um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-8300333431824227347?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/8300333431824227347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=8300333431824227347' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/8300333431824227347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/8300333431824227347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2010/01/o-descanso-nos-poros.html' title='O Descanso nos Poros.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S2TIeiEXCHI/AAAAAAAAAR0/LJZE03rDHI0/s72-c/janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-7906803798351557561</id><published>2010-01-12T22:11:00.003-03:00</published><updated>2010-01-13T14:16:28.567-03:00</updated><title type='text'>Ensaios de Comunicação Erótica.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S00I7js38xI/AAAAAAAAARs/KXP81CjM1Qc/s1600-h/klosso.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S00I7js38xI/AAAAAAAAARs/KXP81CjM1Qc/s640/klosso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Mas você não gozou.&lt;br /&gt;( a&amp;nbsp;fazer essa questão mais para si, sente-se patético e já sentia antes, mas era como um crime premeditado na saliva, auto carnificina que reduz o tamanho do pau de um cara lá onde fica a alma do pau, o herói lambuzado, suado, pendente como se tomasse um trago merecido&amp;nbsp;na taberna após a batalha,&amp;nbsp;se transforma em um apêndice de&amp;nbsp;banha exibido na vidraçaria da padaria, lá pelas cinco horas da tarde, a gordurinha&amp;nbsp;suspeita&amp;nbsp;que vai ser usada no lanche do cliente antipático).&lt;br /&gt;- Mas foi tesão demais.&lt;br /&gt;- Se foi tesão você poderia ter gozado. Demais.&lt;br /&gt;( arqueólogos encontram nesse momento&amp;nbsp;a coroa de espinhos crística.&amp;nbsp;a sede é uma metrópole em&amp;nbsp;crescimento vertiginoso num crânio&amp;nbsp;e pede vinagre, os dentes ficam cheios demais, prédios de escritórios com executivos brincando com bexigas coloridas, mongos arranha céus).&lt;br /&gt;- Não é assim que funciona.&lt;br /&gt;(ei, clint eastwood !!! )&lt;br /&gt;- Eu sei, querida. Bobinha. Eu sei mesmo&amp;nbsp;que&amp;nbsp;esporrei loucamente nos teus peitos. Está aqui pra satisfazer seu gato. Isso aí.&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Vou fumar um cigarro, de boa.&lt;br /&gt;- Mas também não é assim. &lt;br /&gt;- Claro que é, gata.&lt;br /&gt;- Me abraça forte.&lt;br /&gt;E eles se abraçam. E ficam ainda mais suados. Em silêncio. E dormem. Amanhã ela gozará. &lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;O médico disse que o stress o deixou com a imunidade baixa. Para tomar todo, extremo&amp;nbsp;cuidado com os germes. Eles sofrem mutação. Cada vez mais perigosos.&amp;nbsp;Ela gosta de coisas que envolvam uma boa quantidade de germes. No rabo, por exemplo, como tirar as fezes&amp;nbsp;germinadas debaixo das unhas ?&amp;nbsp;As corta no curto até quase&amp;nbsp;o sangue.&amp;nbsp;Álcool gel ao lado da cama. Mas e enfiar a língua ? O banheiro fica longe do quarto. Correr escovar os dentes ? Mas se lambe uma bunda no início. Ele a ama. Lamberá. Mas com um comprimido antibiótico sublingual.&lt;br /&gt;- E mesmo ela te fazendo sexo oral. A boca dela&amp;nbsp;contêm&amp;nbsp;GERMES ! Só com camisinha.&lt;br /&gt;- Entendo....entendo, doutor.&lt;br /&gt;Ela gosta do gosto do pau.&amp;nbsp;Nada de morango, chocolate, menta. Nem bourbon.&lt;br /&gt;- Goza na minha boca. Eu não engulo. Fico sentindo o gosto. Espalho na cara.&amp;nbsp;Delícia.&lt;br /&gt;Um antibiótico sublingual pra ela também. Mas e pra tomar ?&lt;br /&gt;- Alô, cara...&lt;br /&gt;- Porra, bicho, essa hora, que merda !&lt;br /&gt;- Problemão. Dá idéia, é amigo ou tá de onda ?&lt;br /&gt;- Conta. Fala. Vou cobrar, viado.&lt;br /&gt;- Isso. Isso. Isso. Não ri. É que isso. E isso, meu. Sacou ?&lt;br /&gt;- Ok, vamos lá. Eu conheço sua mulher...&lt;br /&gt;- Como assim, maluco ? Conhece minha mulher ?!&lt;br /&gt;- É minha prima, seu noiado. De segundo grau, mas prima.&lt;br /&gt;- Pior ! Nunca engoli isso. Puta papo....sei lá, cheio de germe !!!&lt;br /&gt;- Nem ela engole, pelo que você falou. Toda loirinha, toda babadinha de porra, hum....&lt;br /&gt;- Me espera, tô indo aí. Não foge. Hoje te arrebento, gajo.&lt;br /&gt;- Relax. E ouve aí.....&lt;br /&gt;Ele deitado. Deitado é bom para stress. Ela dizendo que não com o dedinho indicador, unhas vermelhas estrelas cadentes.&lt;br /&gt;- Quero te chupar em pé. Olhando pra você. Levanta daí. Quero sentir tua coxa tremer.&lt;br /&gt;- Amor...&lt;br /&gt;- Upa já. Levanta, gostoso.&lt;br /&gt;- Vamos pirar nessa trepada. Arrumei um Ectasy louco, doido, pirado. Europeu. Eu tomo, você toma. Deixa derreter debaixo da língua. Daí chupa. &lt;br /&gt;- Uhú ! Adorei. Só um homem muito tesão pra ter essa idéia !&lt;br /&gt;- Sério ?&lt;br /&gt;- Eu dou prum cara desses pelo tempo da minha vida. Me passa esse troço pra cá.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Você me come e já vai pro computador. &lt;br /&gt;- Já te disse, princesa. Escrever um poema de amor. Nosso amor. Me empolga !&lt;br /&gt;- Que nunca me mostra.&lt;br /&gt;- Nosso amor sempre te mostro.&lt;br /&gt;- Quero ler um desses poemas ! Agora !&lt;br /&gt;- Você nunca gostou de poesia, amore...&lt;br /&gt;- Passei a gostar. Um namorado poeta. Puxa, que honra. Vai, mostra.&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Que clima, saco, assim não. Foi embora a inspiração. Sumiu. Culpa sua.&lt;br /&gt;- Sabe por que nunca gostei de poetas ?&lt;br /&gt;- Hein ?&lt;br /&gt;- Isso da inspiração. "Ai,&amp;nbsp;cadê ? Onde foi ? Um vento outonal levou embora, Oh !". Puta coisa de broxa. Broxa e Bicha. Como chama isso ? Aliteração ?&amp;nbsp;Broxa e Bicha.&amp;nbsp;Taí teu poema.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;Arqueiro ON.&lt;br /&gt;Clarice ON.&lt;br /&gt;Arqueiro diz: Ela já foi dormir...&lt;br /&gt;Clarice diz: Certeza que não tem problema ?&lt;br /&gt;Arqueiro: Tá até roncando.&lt;br /&gt;Clarice diz: Ai, que saudades do que a gente faz....&lt;br /&gt;Arqueiro diz: Eu também, nossa.....fez as fotos ?&lt;br /&gt;Clarice diz: Fiz. Só suas. Só nossas. &lt;br /&gt;Arqueiro diz: Já estou daquele jeito.&lt;br /&gt;Clarice diz: Quando vamos poder&amp;nbsp;sentir juntos o que apenas fotografamos ?&lt;br /&gt;Arqueiro diz: Eu quero. Mas eu&amp;nbsp;preciso fazer com que ela não encane com meu sumiço. E isso cansa.&lt;br /&gt;Clarice diz:&amp;nbsp;Sei. Mas não se esqueça que espero. E muito. Preciso.&lt;br /&gt;Arqueiro diz: Eu também. Mas vai, agora mostra as fotos...&lt;br /&gt;Clarice: ENVIANDO FOTOS....&lt;br /&gt;Arqueiro diz: Noooooooosssssssaaaaaaaaaaa......Aquela genuína gravura de Dürer ! Perfeita ! E no ângulo que pedi ! Os detalhes, &lt;em&gt;o chiaro/&lt;/em&gt;oscuro !&lt;br /&gt;Clarice diz: hihihihihihhiihhiihihihihih....como você me pediu. O guarda do museu achou estranho, mas&lt;br /&gt;Arqueiro diz: Desligar ! Vou ter que desligar. Acho que fiz barulho. Ela acordou !&lt;br /&gt;Clarice diz: Santo, o que ela quer ?&lt;br /&gt;Arqueiro diz: O que mais ? " Tesudo, vem me foder, vem me deixar louca, come meu cu !"&lt;br /&gt;Clarice diz: Descontrolada. Vai. Não quero trazer problemas.&lt;br /&gt;Arqueiro diz: Tenho que ir. Desculpe a vulgaridade. Um abraço. Obrigado. Fui !&lt;br /&gt;Arqueiro PARECE ESTAR OFFLINE&lt;br /&gt;Clarice OCUPADO.&amp;nbsp;Mensagem: "Lendo Balzac".&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;- O teu último conto foi o mais previsível de todos que já li. Essa coisinha de conversa por MSN, ai, ai, que moderno. &lt;br /&gt;- E esse teu quadro na parede? Essa galeria vazia ?&amp;nbsp;Um Modigliani cagado e cuspido, não vai agradar nem anoréticas.&lt;br /&gt;- O que você tem contra mim ?&lt;br /&gt;- Pior que nada. Eu escrevo, você pinta. Tente escrever. &lt;br /&gt;- Você tente pintar.&lt;br /&gt;- Certas coisas só eu posso te oferecer.&lt;br /&gt;- Pense. Estamos nessa há tempos. E certas coisas só eu posso te dar.&lt;br /&gt;- Eu quero agora.&lt;br /&gt;- Na banheiro ?&lt;br /&gt;- Algum lugar mais arriscado ? &lt;br /&gt;- Deixa ver. No mezanino.&lt;br /&gt;- Adoro.&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;Beth, bem&amp;nbsp;mais de quarenta anos. Camila, menos de&amp;nbsp;vinte anos. E eu, lutando contra o calendário. Campari, suco de abacaxi com hortelã e canudinho, cerveja, respectivamente.&lt;br /&gt;- Não sou um homem bonito, mas algumas mulheres dizem que tenho algo, algumas mulheres percebem no olhar, na maneira de andar, a gesticulação, que o cara é bom, isso foi o que ouvi. Sei lá se é verdade. É verdade, Camila ( Camila linda,&amp;nbsp;doçura de pele clara, levemente vesga, calça jeans com a barra em fiapos, boca de sino, um totalmente pretensioso chinelo havaiana, esse piercing no narizinho arrebitado, pedra&amp;nbsp;reluz o fim de tarde) ?&lt;br /&gt;- Camila ?&lt;br /&gt;- Que foi Bethinha ? &lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Você não&amp;nbsp;saca&amp;nbsp;também essa coisa nele ? Está até no cheiro. Respira fundo. Não é perfume. É de Homem.&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Sempre respiro fundo. Yoga. Sabe&amp;nbsp;que tem respiração para poupar e gastar energia ?&lt;br /&gt;- Sei, Camila. Sei um monte de coisas. Se um dia&amp;nbsp;eu pudesse te ensinar...&lt;br /&gt;- Além de tudo, culto.&lt;br /&gt;- Não, Beth ! O culto é um chato. O que eu sei é pra fazer minha vida e a de quem amo mais feliz. Claro, se eu for amado. Ou as páginas dos livros se tornam lugares onde depositar tristemente a solidão. Você se sente só, Camila ?&lt;br /&gt;- Ah, tem a galera a facul. A gente sai, se diverte, sempre tem alguma coisa pintando.&lt;br /&gt;- Camila, de mulher pra mulher. "Alguma coisa pintando" não satisfaz a gente. Precisamos de mais. Ou ficamos deslizando na superfície do gelo até ser muito tarde. Descongela com o tempo, dia a dia, e afundamos de hora para outra. Não é nada agradável.&lt;br /&gt;- Odeio o frio. Meu negócio é calor. Areia, mar, ondas. Você é&amp;nbsp;meio pálido, cara.&lt;br /&gt;- Estou tentando sair de um momento difícil, Camila. Mas se você me chamar&amp;nbsp;na praia eu vou.&lt;br /&gt;- Tadinho. Precisa de colo, né ? - e dá-lhe Beth acender mais um de incontáveis cigarros.&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Receber colo é dar colo.&lt;br /&gt;- Lindo ! Lindo, viu Camila ?&lt;br /&gt;- Dani !&amp;nbsp;- mesmo gritando, Camila tinhas asas de fadinha no lugar de cordas vocais - Dani !! Aqui, olha,&amp;nbsp;nessa mesa....tô indo aí......Beth, olha que gato....um tesão.....olha o tamanho desse homem. Que boca perfeita ! Vejo vocês amanhã. Beijo, Beijo.&lt;br /&gt;- Camila, tem cara de imbecil....volta aqui....&lt;br /&gt;- Deixa, Beth.&lt;br /&gt;- Que porra de menina burra.&lt;br /&gt;- Eu que ainda estou&amp;nbsp;meio fora de batalha.&lt;br /&gt;- Que nada. Olha a auto estima !&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;- Querido, quer vir comigo? Na minha casa? Os meninos viajaram.&lt;br /&gt;- Não. Obrigado.&lt;br /&gt;- Não é pena. É tesão. Sempre tive. E afinal hoje é hoje.&lt;br /&gt;- Mesmo assim.&lt;br /&gt;- Eu entendo. Triste. Mas entendo. Bom, o que nos resta ? Feliz Aniversário pra você.&lt;br /&gt;- Pra você também, querida. Feliz Aniversário. Muitos anos de vida e tal.&amp;nbsp;Me dá um cigarro ?&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-7906803798351557561?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/7906803798351557561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=7906803798351557561' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7906803798351557561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7906803798351557561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2010/01/ensaios-de-comunicacao-erotica.html' title='Ensaios de Comunicação Erótica.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S00I7js38xI/AAAAAAAAARs/KXP81CjM1Qc/s72-c/klosso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-8836635842882469602</id><published>2010-01-03T16:55:00.004-03:00</published><updated>2010-01-07T05:36:54.333-03:00</updated><title type='text'>O Cuidador de Avencas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S0D2i6b77bI/AAAAAAAAAQ0/ELxAFGU0SuM/s1600-h/gente" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422605031016492466" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S0D2i6b77bI/AAAAAAAAAQ0/ELxAFGU0SuM/s400/gente" style="display: block; height: 369px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O macarrão está no prato desde ontem. O molho de sobras, foi o que ela disse, "olha só, se não ficou rosê !". A cama está como o macarrão e a vida em geral, só que mais tempo do que ontem, quando cedi à insistência de lhe mostrar como eu cuidava das avencas sem que elas apodrecessem. Isso porque eu nunca tive uma coleção de selos. Não sei quando comentei sobre a arte de cuidar de avencas, mas erámos dois desconhecidos em um café e ela pediu o jornal do dia, caderno de cultura, possivelmente com uma foto de avencas, algo assim. Ou na parede. Nome de uma salada no cardápio. Ao menos não me recordo de fazer constantemente a barba, lavar os cabelos, escolher uma camisa bem passada. O que certamente não define um estilo, mas a questão da insistência com que aquela mulher ( e continuo a tratando assim, mesmo depois de ontem) pediu meu telefone. Não havia música ambiente no café, apenas deveria ser verão e o barulho nada discreto que as louças fazem na cozinha, sob a água, sob o mau humor, fora do horário de pico. Aquela mulher. Falta de escolha, talvez. O ambiente vazio, eu cheguei depois e pedi um copo d'água, pode ser torneira de preferência, moça. Mas ela era uma mulher que para quem se importa, haveria de ser atraente. Naquele momento, importava-me sair da cama, desde o ontem daquela época, outras, desfeita, suada, algo ao ponto de gritar pela janela. Avencas devem receber pouco vento e ângulos específicos de luz, não suportam gritos e o inútil, como um berro que não desencadeie as vias de fato. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passei o telefone naquela tarde. E não garanti que estivesse ainda em funcionamento. Ela sorriu fazendo duas figas com as mãos, despropositada como um macarrão cujo molho é feito de sobras na geladeira. Ela tinha uma boa bolsa executiva, um relógio que combinava com os sapatos baixos, elegantes, no couro e em algum cuidado na preparação. A bolsa combinava com o café curto, mas prolongado propositalmente. Ela também tinha avencas, mas morriam. Não sabia o motivo. Mas eu soube desde o início que ela não se importava com suas avencas. Era como se fosse o prenúncio da chuva em um ponto de ônibus, papo. Queria saber de mim. "Quero saber de você...". Eu tomava um copo de água torneira e olhava para o tampo da mesa. Insistiu. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não sou interessante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Isso sou eu quem decido".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você aprende a cuidar de avencas percebendo o que elas decidem de melhor para elas mesmas. Nunca se impõe nada para uma avenca. A quantidade de água deve ser testada a cada dia, o que misturar à terra não é diferente. Foram anos até que eu descobrisse o pó de ossos de galinha. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Muito bem. Eu estou desempregado, durmo quase o tempo todo, fora nos momentos de cuidar das minhas plantas, não avancei na vida como a idade que tenho faria esperar, tomo alguns remédios que me garantem a vida, não estou certo dela, não sei que dia da semana é hoje, que dia do mês, bastante covarde para as vias de fato, não sei inglês, o que na minha vida eu chamei um dia de aventuras, hoje chamo de mecanismos de desastre futuro. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Impressionante".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Tudo isso. Essa sinceridade. Esse...esse...não sei como chamar."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não tem nome mesmo. As palavras servem à utilidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Brilhante."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E penso demais. E no momento eu penso que só existem duas possibilidades para você. É a porra de uma antropóloga, socióloga, psicóloga ou por algum motivo está querendo trepar comigo. No primeiro caso, você é o tipo de pessoa que merece morrer. No segundo caso, quem me impressiona é você. Se eu for foder a boceta de uma égua na encosta, tenho que sedá-la antes. Um fato é: em nada te importam as avencas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Mas...sim, eu gostaria de...."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- "Você já disse...."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fala, puta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Puta, escrota, sem vergonha, boqueteira barata...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu queria trepar com você."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Piedade ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Tesão".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E isso nasceu de onde, como, você tem tudo para quem você quiser, sabe, OS CARAS, então, eu não consegui ser UM CARA. E não os desprezo. Isso teria seu charme, ultrapassado, mas ainda charme, marginal. Mas os invejo com todas as minhas forças, que não são muitas. Inclusive meu pau não sobe com facilidade, aliás, não raras vezes gozo rápido demais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Posso te ligar quando ?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quando você quiser. Se o telefone estiver funcionando, eu atendo. Caso esteja acordado ou desocupado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Me dá um beijo, antes que eu vá?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sente o drama do hálito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Vou preparar uma jantinha para nós. Eu levo umas coisas especiais..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, você vai cozinhar. Mas com o que eu tiver em casa. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu diria que esse molho ficou rosê !"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Coma. Quero ver você comer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Me acompanha..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Coma sem fechar a boca. Mastigue alto. Nâo use o guardanapo nem a mão. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Você come depois ?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Prometo, meu amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu sou seu amor ?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não. Pensava nas minhas avencas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Elas são lindas. Merecem viver para sempre".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Taí. Concordo. Agora come. Sem pudor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se lambuzava. Quando mandei que enfiasse a cara no prato, não exitou. Fio escorrendo pela narina esquerda. Quem sou eu para julgar. Mas posso rir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Satisfeita ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Sim, mas e você não..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Se levanta. Sobe a saia, abaixe a calcinha e apoie as mãos no sofá. Arrebite essa bunda. Diga pra que você veio aqui. Motivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Pra te dar".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vamos ver isso, perua. Não se confunda com o número de dedos no lugar errado. E vou exigir apenas uma vez. Enfie quatro dedos no cu. E o polegar na boceta. Um erro, um choramingo, uma lembrança de ex-namorado que esse sim, era gentil, você sai daqui aos socos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem reação alguma, fora ser exata: 4+1.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mexa essa mão. Rápida. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cu começou a sangrar em algumas estocadas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Continue. Não pare. Estarei de olho, mesmo que isso não seja excitante. Está na hora de dar o pó de galinhas às avencas. Elas são pontuais. Elas sabem o que querem. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O barulho de umidade mucosa, o som continuava vindo da sala. Ela obedecia. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre guardei o pó sob a pia da cozinha. Bem na frente. Em primeiro plano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não estava mais lá. Estava, mas caído, jorrado na lajota, lateral. Não no lugar de sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que estava era o pote plástico com a tampa mal atarrachada. Nunca usei aquela merda. Não desentupo coisas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Balancei: mais de dois terços faltavam lá dentro, o treco antes intocado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As vias de fato.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Esse molho ficou rosê". "Me acompanha". "Pra te dar."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Avencas não se importam com a fumaça de cigarro. Puxei o banquinho e acendi um. Depois mais outros. Som de vômito na sala. Golfadas cada vez maiores. Crescendo. Depois, diminuindo e um som bolhoso de respiração. Cada vez mais rara. E, por fim, o peso caindo sobre o chão cru. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apaguei a ponta na parede, enfiei o pote plástico para o fundo, limpei o pó de galinha, ficando apenas com a quantidade necessária para a noite. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desculpem, minhas lindas, hoje papai atrasou um pouco. Não se ofendam. Vocês merecem viver para sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-8836635842882469602?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/8836635842882469602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=8836635842882469602' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/8836635842882469602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/8836635842882469602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2010/01/o-cuidador-de-avencas.html' title='O Cuidador de Avencas.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/S0D2i6b77bI/AAAAAAAAAQ0/ELxAFGU0SuM/s72-c/gente' height='72' width='72'/><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-3770257612065359979</id><published>2009-12-05T22:23:00.006-03:00</published><updated>2010-01-07T05:37:10.461-03:00</updated><title type='text'>Endireitando.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SxsHw6fi7_I/AAAAAAAAAQo/jD00Ptj9Yk8/s1600-h/direito.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411927914132467698" src="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SxsHw6fi7_I/AAAAAAAAAQo/jD00Ptj9Yk8/s400/direito.jpg" style="display: block; height: 317px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 280px;" /&gt;&lt;/a&gt;Não posso dizer que o vem a seguir não seja uma ficção. O ficcionista - quando não declaradamente autobiográfico - fala de algo que não conhece. Não sei se Thomas Mann teve ou não tuberculose e foi parar por esse motivo em uma "montanha mágica", por exemplo. Sei de mim e mesmo assim, muito pouco, ou não haveria a angústia e esse ponto é essencial ao que pretendo escrever: sabemos muito pouco de nós mesmos. Quando durmo em meu quarto, quando a noite tem a paz anímica que me permite o sono, antes fico pensando o que se passa nos outros aposentos, os escuros, da casa. Haverão insetos ? Até mesmo seres místicos, oras ? Fantasmas circences cuspindo fogo fátuo na sala de portas trancadas ? Somos casas cujo humor e disponibilidade psiquíca nos conduz à iluminar um ou outro cômodo. Agora mesmo, eu estando aqui, alguém dorme em um dos quartos. Com o que sonha ? Belezas ? A Arcadia ? Ou com um crime hediondo ?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por força das circustâncias vivo cercado por livros de Direito. Muitos, acotovelados, empilhados, estão agora mesmo ao meu lado. Seus títulos raramente me interessam e quando me arrisco a sondar um ou outro, me parecem herméticos. Com que direito então falo do direito? Oras, se agora me levantar, pegar uma adaga, vestir o roupão, for até meu vizinho, acordá-lo com a campainha, vê-lo chegando até mim com um misto do sono e generosidade e enfiar a lâmina rente ao seu esterno, deixando com isso impressões digitais, testemunhas da minha voz ao interfone, os cachorros latindo ao grito de espanto, dor e morte, no mínimo terei algumas dificuldades em arrumar um bom emprego no futuro quando me pedirem a certidão de antecedentes criminais. Será que a pessoa a dormir no quarto sonha com adagas ? Kant diria que se isso acontece, o melhor seria prendê-la. Freud há de inocentar: amanhã não se lembrará, uma barreira se formará, bons sentimentos surgirão, se preocupará com o aquecimento global e com todas as tolices que formam a consciência do homem comum, eu e você. Porém Freud também responsabiliza, mas sem culpar: ocorre de "esquecermos" a luz de um banheiro acesa, até mesmo de deixarmos um recado fecal no vaso sanitário, ao próximo, ao amado próximo, ao nosso semelhante, esse que merece respeito, bons modos e de forma alguma uma adaga no peito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em não raros códigos, o suicídio é visto como crime. O seguro não cobre o suicídio. E o potencial suicida, ainda no levante da esperança, não suporta ver facas fora da gaveta. Guadar a faca é apagar a luz da má intenção. Cegar com venda a pulsão escópica, que vale a pena lembrar, é fonte de gozo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao condenar um réu, o que faz a Justiça ? O que é um sujeito "perigoso para a sociedade". Perigoso em quê ? A "sociedade": um grande conjunto humano. Não há lâmina de adaga que resista a tal soma. Mas muito bem, réu condenado, réu encercerado. E as adagas oníricas que atravessam a barreira da censura do homem médio, os cômodos escuros, as gavetas sem chave, continuam existindo. Existindo. O réu não existe mais, estando encarcerado ele também em uma espécie de ficção, que dependendo do grau da "hediondez" criminosa é relatada nos folhetins chamados de telejornais. O réu é uma personagem. E como tal, nos romances de edificação moral, é um exemplo, ou "contra-exemplo". O único papel do encarceramento não é proteger o número infinito de sujeitos sociais, mas criar uma ficção, uma anulação da realidade. Da realidade humana. Esconder a faca na gaveta obscura das celas superlotadas e jogar um "spot" de luz sobre a face amedrontada do potencial suicida que se afasta enojado de si mesmo. O encarceramento, como ficção, é a morte do réu como sujeito. Toda condenação é uma condenação à morte...não para que o réu não cometa mais crimes, mas para que as barreiras morais da sociedade se fortaleçam. A morte do sujeito, com o nascimento da persona "réu" apenas protege a sociedade...da própria sociedade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ineficácia história e mundial da Justiça se deve não à burocracia, ao retardo nas decisões, tudo isso faz parte da telenovela, são as justificativas de um enredo manco. Tal ineficácia é incurável e encontra sua resposta no ser humano mediano. Geralmente no mais justo dos homens. O que engole as injúrias cotidianas, tenta deletar os sonhos ( mesmo a mente tem um nome criminoso para os sonhos hediondos: o "pesadelo" é o réu do leito, todo sonho é apenas sonho, mas uma classe merece uma nomenclatura diferente, diferenciada, afastada, a ser confessada em divãs, antidepressivos, e se repetidos, manicômios...com grades, contenções, penalidades...), esse ser humano mediano, que diante de um "mal pensamento", bate na madeira, madeira de &lt;i&gt;"mater"&lt;/i&gt;, a mãe que protege contra o mal. Como de madeira também é o martelo cinematográfico do juiz. Em todas simbologias e religiões, a mãe é aquela que afasta &lt;i&gt;imediatamente &lt;/i&gt;o mal. Mas que mãe tem tempo e possibilidade de fazer isso o tempo todo ? Apenas uma mãe louca e enlouquecedora, doravante, uma mãe ficcional. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O choro da criança frustrada em sua fome, dor, solidão é o primeiro sinal criminoso de todos nós. Podemos ganhar mama, carinho, remédio. Mas nunca "nem sempre". &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Engole o choro, moleque. - Encarcere ou choro, melhor dizendo. Até aprender a falar, a não fazer caca fora do lugar, respeitar os amiguinhos. Enfim, formar essa ilusão superficial chamada já aqui de "sociedade", respeitável, todos cômodos iluminados, facas escondidas, pesadelos curados, convivência civilizada com o vizinho. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na mídia, a Justiça escreve suas ficções mortais de maneira fracassamente preventida e catártica. E nunca as celas serão mais compatíveis com a vida, mesmo que se defenda a construção de mais presídios. A idéia é mostrar o réu como alguém que atravessou o Hades, e que agora está &lt;i&gt;penando&lt;/i&gt; exatamente como Dante descreveu. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O hermetismo dos livros de Direito é uma "chave dos mistérios" dedicada aos iniciados em tal arte ficcional. Imagino um livro claro sobre Direito, acessível, indicado ao grande público por alguma revista semanal de grande circulação. Seria o livro mais perigoso de todos os tempos. O mais diabólico. O possível instaurador do caos absoluto. Se os advogados não usassem gravata, se os juízes não usassem toga. Se não houvesse essa "ritualização" do processo. Se verdade fosse dita, em outras palavras. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já é noite avançada. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hora de apagar as Luzes. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-3770257612065359979?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/3770257612065359979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=3770257612065359979' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/3770257612065359979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/3770257612065359979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/12/endireitando.html' title='Endireitando.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SxsHw6fi7_I/AAAAAAAAAQo/jD00Ptj9Yk8/s72-c/direito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-4529281394439880835</id><published>2009-11-28T21:14:00.005-03:00</published><updated>2009-12-07T11:44:53.601-03:00</updated><title type='text'>De joelhos, em pé.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;**************&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E dizem para que eu ore, e não pensem que não o faço,&lt;div&gt;mais que isso, eu canto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como os antigos desbravadores - só se desbravam utopias ou carcaças -&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Canto em ausência de literatura,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;absoluta, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem agradar ninguém canto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pois quem canto não se agrada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;louvo o homem que sai da prisão de grades ou estradas largas e desertas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e procura emprego em uma borracharia que não tem máquina de refrigerantes,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;agracio o homem que salva seu amigo de uma fria,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;envolvendo cocaína, uma puta desmaiada e o possível assasssinato de um policial,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;bato palmas e dou um soco em quem demorou para abrir a porta na segunda chance,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou que fosse a terceira, não é assim, sete mil vezes para quem aconselha o genuflexório ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;abençoado seja o meu cérebro dentro do lava jatos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que me ofereceu o silogismo: Por Vezes a Má Sorte é Apenas Falta de Cuidado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, como amo os descuidados,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como me tocam suas lágrimas quando notam que foram patéticos usando aqueles disfarces, as bengalas, apenas para retornarem cafunguentos até a casa solitária cercada de posters de mulheres nuas e com dentistas competentes até os pentelhos do espírito photoshopado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como me agradam os jovens que tocam o sexo do mesmo sexo e só dormem com carinho que arrepia o frio e as paredes e as notícias do sub-momento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viva seja a dança da voltagem nas tomadas elétricas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e mesmo assim, vivo seja o cadáver encontrado sorridente no centro do matagal sem digitais,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bebo mesmo em louvor o vinho do Cântico dos Cânticos, esse que só pode sair da boca amada, e bem dito em latim, diz o amante: - Corramos, uva !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os que correm, os que tropeçam, os que ofegam, os que desmaiam na montanha e acordam entre leões montados por pássaros dissidentes da ditadura belezinha,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os que mordem os próprios joelhos quando os soníferos não fazem efeito,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os perfeitos atlas de anatomia humana rabiscados por uma criança defeituosa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;viva os labirintos do SPC, do SERASA, da Culpa, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;os escrotos dos advogados, o prazo de carência para os carentes em suicídio,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a língua que não queima na hóstia, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nem mesmo quando se alimenta do corpo e do sangue da mesquinharia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que tenham longa vida os que afirmam "Veja bem, existem coisas regulares e irregulares",&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sagrado seja o adjetivo "Complicado" para quando aplicado a um ser humano que não tem mais joelhos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o seguro saúde, o seguro aposentadoria, o seguro da camisa de força&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com todos psiquiatras éticos fotografando a cena,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;usando ray-bans, tendo carta de motorista para um 4x4, e as cordas vocais estupradas com prazer pela amnésia ética, pela afasia da hombridade,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O reino dos céus em piscinas treponemas para a chefia que grita então:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O senhor está me chamando de mentiroso ?! É isso ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;OH Excelcius !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hosana no transporte lotação !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Êxtases místicos em acordar com o despertador às 5:00 e jaculações a cada buraco na avenida !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao cão que lambe a lata vazia de sardinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao gato que perdeu todos pêlos de seu rabo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao papel amassado e esquecido do Sonho de Valsa e de Farsa !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu oro. Me prego. Evangelizo caixas de mudanças. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chagas por garrafas quebradas, brasas de cigarro, cicatrizes de pico na veia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito louco, "bom dia, amigo sol". Bom dia, não se esqueça, fariseu destrapilho: bom dia, olheiras e pão amanhecido em calendários.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O vermelho sempre com o alaranjado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Baita em Paz e que o Sorriso vos acompanhe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-4529281394439880835?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/4529281394439880835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=4529281394439880835' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4529281394439880835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4529281394439880835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/11/de-joelhos-em-pe.html' title='De joelhos, em pé.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-5588316605838515585</id><published>2009-08-10T09:58:00.006-03:00</published><updated>2010-01-07T05:37:38.008-03:00</updated><title type='text'>As Cartas Úmidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SoAZqPmCKZI/AAAAAAAAAQY/IfrYe_meTMA/s1600-h/carta.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368318969356888466" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SoAZqPmCKZI/AAAAAAAAAQY/IfrYe_meTMA/s320/carta.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;( Conto do projeto em parceria com Grazzi Yatnã, de completude. Pode ser lido separado, sem perdas, mas recomendo que acompanhem em &lt;a href="http://grazziencontro.blogspot.com/"&gt;http://grazziencontro.blogspot.com/&lt;/a&gt;, para ganhos)&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Para Sophie Calle.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já esboçamos diversas cartas de despedida, sempre amassadas, a bola jogada no lixo do outro, com a intenção de ser lida e como a dizer, "veja que abandono o abandono, mas quase".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei se foi você ou eu, ambos tomando vinho, ou eu tomando vinho e você na ioga, ou você tomando vinho e eu olhando o teto e seus rumores audíveis, o essencial é que tivemos a idéia, acho que porque ambos estudávamos - sob ângulos diferentes, ambos amadores - a carta de Pero Vaz de Caminha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era a nossa vez de enviar a carta sobre essa ilha que somos nós. Dar sinal de vida em funcionamento, exato, as engrenagens e os súbitos improvisos. Não sei quanto tempo levamos para, cada um a sua vez, escrever as regras, leis, hecatombes elegantes do nosso relacionamento. Claro que após a escrita de um e de outro, vinha a irritação. Mas como pode viver um homem sem irritação ? Seria o mesmo que pensar e crer que as meias protegem realmente os pés contra o sapato e as caminhadas por aí.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguns trechos despertavam o que eu poderia chamar de "interesse sexual&lt;i&gt;",grosso &lt;/i&gt;modo. Estando o outro disposto, ótimo, não estando, vide a carta. O objetivo era claro para nós desde o vinho, a ioga e o teto fantástico: mandar para nossos conhecidos, do prédio até a torção do mundo, pais, irmãos, figurantes, com o pagamento do reenvio dentro do envelope, pedindo que anonimamente, após ler o conteúdo, nos escrevessem seus julgamentos, de que ordem fossem. Afinal, perdemos a chave, mas sempre há o vão debaixo da porta. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo tendo eu e você alguma ligação com o que se chama "arte", o "Projeto Carta" foi um sucesso. Começamos a receber os retornos após três dias de envio. Eram letras de forma, letras coladas de revista, impressas por computador, e o mais magnífico é que enviamos 38 cartas e recebemos 153 respostas. Você se empolgou a ponto de comprar rosas e se ajoelhar com os cotovelos nos meus, os joelhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tal exacerbação com os interlocutores tinha como ponto em comum a náusea que despertávamos, o nojo, a inveja, até mesmo o pecado foi citado. Nem um único elogio. Certamente era o que esperávamos, já no vinho, na ioga, no teto de sombras mágicas. Não que em nós algo fosse condenável, sim, muito o era, mas o desejo de maledicência dos nossos próximos, os seres humanos, quando amparados pelo anonimato, era radical. Nenhuma tese filosófica para isso, apenas a constatação que entre nós dois, eu e você, a vilania doméstica servia antes para nos manter sob o mesmo teto, ioga e vinho do que o "amorzinho gostoso"dos vizinhos com estetoscópios curiosos. Nossas sessões de espancamento divididas em dias pares e ímpares, o arregalar um de seus olhos no momento do gozo, para esporrar na retina, a sua sopa de fezes e macarrão enroladinho, o poker valendo unha, enfim, nossas coisinhas caseiras tinham...ressonância...tanto em nós, como em outros, diretos ou infectados. Se como dizem hoje em dia, o corpo não é apenas individual, mas "político", alguma coisa estávamos criando no nível social. Ultraviolência? Bem, na verdade, não que isso importe. Muito mais relevante é o narcisismo insofismável que nos foi servido, o gasto de tempo e trabalho alheios, a auto admiração em viés, esse nosso alimento predileto. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pero Vaz de Caminha e sua ilhota nada significavam perto da grandiosidade selvagem de apenas dois seres e alguns fetos perdidos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas as cartas foram lidas por nós dois, cada um munido de um marca texto de cores diferentes, sendo que ao final, tudo estava grifado, nem as vírgulas traçadas com ódio escapavam à delicadeza sinfônica da infâmia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu, como macho, nunca deixaria uma mulher fazer isso que ela faz com seu ânus"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Você, mocinha, é uma grande moralista, não pense que não, se acha melhor, se acha mais que eu, mas eu tenho uma família e isso me alegra, mesmo que você esnobe"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Será que vocês dois não pensam em arrumar empregos decentes, estáveis, ao invés de se afundarem na vida de vício e golpes ?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"E esse rapazote, muito do atrevido, tenho certeza que é uma pessoa triste, e não quer sair disso! Leia Augusto Cury"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Mulher, pára com essa doideira, com esse otário, vem prum homem que vai te fazer gozar e muito, ver estrelas ( viu, também sou poeta !)"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Dois macacos ! Dois vermes ! Nem isso ! E ainda existem darwinianos !"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O dia do Juízo vai chegar e o vermelho sangue manchará vossas almas ignatas!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Cara, se eu te encontro na rua ! Tá certo que ela é doente, mas em mulher não se bate nem com uma rosa"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Grande coisa o que vocês fazem. Eu tenho 5 piercings, sendo um vaginal, 19 tatuagens, e gosto de ser elevada por ganchos ! Não são de nada. Bú !"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Vocês se beijam ou se vomitam na boca?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora sabem de nós. Minha esquizofrenia me diz que mais gente saberá. Você, com a cabeça no meu ombro, o cigarro entre os dedos, diz que meus delírios nunca erram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos fazemos cafunés.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-5588316605838515585?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/5588316605838515585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=5588316605838515585' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5588316605838515585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5588316605838515585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/08/as-cartas-umidas.html' title='As Cartas Úmidas'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SoAZqPmCKZI/AAAAAAAAAQY/IfrYe_meTMA/s72-c/carta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-4102177954002741976</id><published>2009-07-09T16:09:00.003-03:00</published><updated>2010-01-07T05:37:52.444-03:00</updated><title type='text'>Maré Estagnada.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SlZAsiHOcvI/AAAAAAAAAQQ/6USpWauwzcc/s1600-h/impasse.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356539940619318002" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SlZAsiHOcvI/AAAAAAAAAQQ/6USpWauwzcc/s320/impasse.jpg" style="display: block; height: 174px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;( Texto pertencente ao duo Grazzi Yatña e Paulo Castro. Pode ser lido separadamente, ou em parceria com &lt;a href="http://grazziencontro.blogspot.com/"&gt;http://grazziencontro.blogspot.com&lt;/a&gt;, para melhor apreciação).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa será apenas mais uma vez. Quem sabe a cordilheira dos Andes, ou a pensão mais perto da rodoviária, na cidade em que a vontade de fumar me fizer descer. Nos primeiros tempos, você ligava o chuveiro na água fria - para que o som da eletricidade não abafasse em meus ouvidos as lágrimas, a cena de cineminha cult, e a pretensa culpa semeada - e mesmo assim eu tranacava a porta por fora, respirava fundo e pensava coisas muito particulares e pequenas, como: - Mundo, aí vou eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você também já fizera o mesmo incontáveis vezes. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que me perturba hoje é o incontável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No que ele tem de fatalismo ( "de nada serve, acabarei voltando, trazendo um suco de soja na mão e silêncio no corpo) ou se realmente existirá um ato que seja definitivo. Um dia o lobo vem mesmo, pequeno Pedro. E de tão incontável, não sei se estou saindo ou chegando. Te deixando mais uma vez ou retornando. Ou sabendo da (perigosa) lógica, sendo um cavalheiro e levando essa mochila ( como é leve!) para o táxi que na verdade, você nem se dá ao trabalho de resolver comigo o enigma, que na real, é teu e te espera, quem sabe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Das vezes em que você foi, após desligar o telefone "um carro aqui na...", eu ligara imediatamente, invariavelmente, também em alto e bom som chantagista para o avião de drogas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que morra, seu puto !&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não. Você dizia isso quando ficava debaixo do chuveiro. E nem era "puto", essa raiva tão apaixonada, irasciva e cuspilenta. "Perdedor". Era algo assim, que passava por aí.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só que imponderável mesmo é saber se entro ou saio agora pela porta. Pela abertura da cozinha, você pica cubos de tomate. Seu vinagrete é invencível. Faz porque amo e me ama e me recebe de volta ou para saber o que perco ? Nem isso nem aquilo. Aqui não se trata nem nunca se tratou de opções e seus festejos. Como é definitivamente leve essa mochila, ou apenas as costas que me pesam mais um pouco, cada qual deveria saber o peso da coluna cervical que carrega em sua paixão. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Parado esperando o que ? - A faca não jogada, arremessada, invocativa. Nada, colocada de lado com calma, para que junte os cubos de tomate com as palmas molhadas das mãos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Dessa vez eu não volto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Volta pra onde ? - e ria, riso sem som, esboço unilateral de lábio. Me dê uma pista ou. Ou. Qualé? Não pode ser tão infame assim. Ir ou voltar. E a indiferença entre uma coisa e outra. Claro que pode. E é. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não volto para casa, para você, para o que...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Esquece. Não tem importância.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A buzina lá embaixo. Um toque. Logo dois. Entramos em cena brevemente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vem comigo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E o vinagrete?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não há de ser, porra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem sabe em vinte minutos. Tenho que ficar de olho nos pepininhos mergulhados no aceto balsâmico. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nem pensar. Eu vou. E pode ser definitivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não se esqueça de trazer as torradas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu te amo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vá lá. Eu também. Mas nunca mais daquela padaria. Coisa intragável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Me mate agora, se mate agora, ajoelhe e beije meus pés, fique nua, faça um surrealismo desesperado, quem sabe então nem eu, nem você e tudo como...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Se for o caso, cuide os pepininhos? Só tire em vinte minutos. Para cortar você não tem a mínima competência. Perde todo suco. Alguém precisa ficar pra cuidar dos pepininhos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Três buzinadas, três afoitas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bom, se você se nega, tapa os ouvidos ao meu desespero...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- As torradas. Olhe o que colocam no saco antes de pesar. Aquelas vacas e suas torradas queimadas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É isso, é isso ! Você se nega a ouvir ! Ei, taxista, buzina mais três vezes, com quatro, entre em cena, suba aqui, vamos lá, ela é surda, ela é surda, mas sabe que agora pode ser definitivo ! Ah se sabe, tanto bate até que fura, isso mesmo, não vou cair de joelhos, não vou provocar o vômito, não, nada de partir praí e te esgoelar até a morte ! Nem pense nisso. Tua peça na posição é indiferença, muito do bem, é indiferença que eu darei. Aposto mais em mim. Sim, não tem mesmo a mínima importância.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Muito bem, então você não erra nas torradas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro que não. E pensei em um vinho excelente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Barato ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Os Argentinos. Atualmente, ótimo custo benefício.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Hum. Morrendo de fome. Pega um táxi pra ir mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, já tinha pensado nisso. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Lindo. Te amo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Volto já, princesa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Beijinho, beijinho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Veja os pepininhos !&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo em ordem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, já volto, tudo na mais perfeita ordem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-4102177954002741976?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/4102177954002741976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=4102177954002741976' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4102177954002741976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4102177954002741976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/07/mare-estagnada.html' title='Maré Estagnada.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SlZAsiHOcvI/AAAAAAAAAQQ/6USpWauwzcc/s72-c/impasse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-5162063356797871236</id><published>2009-05-14T16:19:00.003-03:00</published><updated>2009-05-14T17:31:42.872-03:00</updated><title type='text'>Malas molhadas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Sgxu2JUeV1I/AAAAAAAAAQI/v7cVYIV4mfY/s1600-h/tentacao-santo-antao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335761535020980050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Sgxu2JUeV1I/AAAAAAAAAQI/v7cVYIV4mfY/s400/tentacao-santo-antao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[ Esse texto faz parte da interface textual com Grazzi Yatña, &lt;a href="http://grazziencontro.blogspot.com/"&gt;http://grazziencontro.blogspot.com&lt;/a&gt; , podendo ser lido aqui, separadamente, ou o "work in progress" de dois autores, aqui e lá ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que me manteve longe por tantos dias? Ou mais, se nem ao menos é o mesmo aeroporto que deixei. Ou antes ainda, o que me fez pegar a mala e convulsivo, enfiar de todo modo, sapatos verticais, sair da moldura, chamar o táxi ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Recordo que você não estava, recordo que sempre adiávamos a troca das roupas de cama, entre bocejos e vulgaridades ditas como se aguardam as ratazanas sazonais. Lembro, quem sabe, tenha trazido vinho para o jantar anterior ao da minha fuga, quando você me comunicou que havia trocado a marca dos anticoncepcionais e que portanto, a bem da prudência e do horror, deveria cuidados ao esporrar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em algum momento o telefone tocara e eu deveria dizer se estava satisfeito com um serviço de impostos, metas, shoppings, algo assim. E também o interfone, a moça tinha uma voz, pois não me lembro e sim do interfone,( voz demasiadamente parecida com a sua), esse mesmo interfone que na minha ausência - vejo agora - mandou tirar, mantendo a mancha sombra na parede. E a moça queria um levantamento do bairro. Queria, sem incomodar, que em "minutinhos o senhor poderia responder umas perguntinhas, bem inhas, inhazinhas ?".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Só existe a maldição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi isso que respondi e pensei; apenas e exclusivamente a maldição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E claro, a morte do Clodovil, uma gripe nova e seu anticoncepcional detalhadamente discutido com a ginecologista. E provavelmemte sobre meu saudosismo ao seu analista, da época em que queimávamos colheres, facas, orgãos contrabandeados pela simples função ( simples como um jegue bêbado e bandeirante) da alegria do amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Existe apenas a maldição e os ratos que voltam sempre no verão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exaustivamente acordar é voltar. Sem nem ao menos ter tomado providências, assegurando as jactâncias gargalhentas de ser, ao menos, você tinha se tornado assim. Sem que tivêssemos percebido, você havia se separado de mim e casado comigo novamente, mas o ato foi o de casar com um eu que fosse alheio desse meu que ainda estimava, apesar dos anos, da linearidade dos calendários sei-cho-no-ie e das vernissages baforentas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que fiz as maldições em malas no dia em que me tomei com ciúmes de um eu bem menos eu que a mim mesmo, portanto, duplamente morto. De tal forma que estava aberta toda uma chance de nos divertirmos como antes ( do que ?), por exemplo, pensei, mas não ousei ( por vergonha de você e desse meu Outro que sempre comia de boca fechada e uma respeitabilidade de surfista profissional) em um duplo enterro no quintal, veja bem hoje, veja bem, até sorriso se esboça ao canto: eu assassinaria o Outro, você, passional,  me mataria e assim, como não rir e até mesmo rasgar página a página, sentados nos telhados tumulares, as obras completas de Nelson Rodrigues e aquela peça de corno, hum, "Otário" de Shakespeare. Piada infame, claro, mas quando que a gente deixou de rir de um trocadilho, sem precisar perdoar, por estarmos entusiasmados ( esse presente, presença, dos baixos deuses) pela força, pela aliança, pela promessa, tanto mais sólida promessa por nunca ter sido pronunciada ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas que veio esse Outro e até mesmo o corpo dele foi dia a dia se distanciando da aparência do meu. Pequenos detalhes, a curvatura das orelhas, a seguir, a pelificação da sobrancelha. E ele parecia te divertir muito com obviedades, em um tom de voz que também paulatinamente foi se distanciando do meu. A cada nova noite vocês assopravam velhinhas em bolinhos aniversariantes de casamento, beijavam-se delicadamente e com cobertores sobre as coxas contavam sobre a sabedoria feliz adquirida com a passagem do tempo, tomando chá e comendo amantegados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do meu canto, enquanto comparavam a literatura de Virginia Woolf com a de Marcel Proust, segundo dengos suporíferos impressionistas, gritava eu:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Maldição ! Não se esqueça da Maldição, porra !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gritos de uma coragem não sei donde, quem sabe sazonal de veraneio, mas mal me dirigiam o olhar e logo o Outro comentava:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Esse aí bem ficaria enquadrado na parede.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, pois sim, querido. Divertido isso. Como um interfone sem propósitos e mais que isso, chances. E como andam os projetos para o novo aeroporto ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De vento em popa ! Os investidores internacionais estão interessadíssimos e o contrato os agrada muitíssimo e ao crescimento do país.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Me alegra saber !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mais que isso ! Que tal um fim de semana no litoral ?! Só nós dois ? E a pílula anticoncepcional ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Perfeito ! Tanto a comemorar !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- MALDIÇÃO !!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vai dormir, vai, parede. Baixe a cortina sobre o que estagnou porém ainda sangra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tira o fone do encaixe e não me fale difícil. Teremos a praia logo mais na madruga, u-hú, hang loose.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agora volto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A casa vazia tem ar de alívio. Mas também estou vazio. A mala, a carrego oca e a roupa do corpo já nem sei pelo cheiro os dias. Sem memória. Possivelmente sem desejo, como disse algum bruxo. Acendo o cigarro, sento e espero. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você vai me contar em detalhes tudo que vivi. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem que seja na mira da arma que lhe aguarda na cintura. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;º &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-5162063356797871236?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/5162063356797871236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=5162063356797871236' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5162063356797871236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5162063356797871236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/05/malas-molhadas.html' title='Malas molhadas.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Sgxu2JUeV1I/AAAAAAAAAQI/v7cVYIV4mfY/s72-c/tentacao-santo-antao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-9116837631044704079</id><published>2009-03-20T19:05:00.002-03:00</published><updated>2009-03-20T20:11:51.310-03:00</updated><title type='text'>Piscina Aquecida...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/ScQTeDtVDMI/AAAAAAAAAQA/HalyB_Pz-JY/s1600-h/Je-t_aime_-je-t_aim.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315394867316460738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/ScQTeDtVDMI/AAAAAAAAAQA/HalyB_Pz-JY/s400/Je-t_aime_-je-t_aim.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;( Tudo que se passa a seguir antecede em 15 anos no que está acontecendo nesse exato momento na história escrita por Grazzi Yatnã em &lt;a href="http://grazziencontro.blogspot.com/"&gt;http://grazziencontro.blogspot.com&lt;/a&gt; e por mim, aqui. Como já disse, cada trecho pode ser lido separadamente, mas é mais tesão seguir a ordem. Ou a desordem. Entre lá e aqui).&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;[15 anos antes]&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Inverno. Um pequeno bistrô com aquecedor à fogo. Ainda era permitido fumar dentro dos ambientes. Ainda era permitido um monte de coisas, que resumidas eram muito pouco. E tal fato é o que traz esses dois ao bistrô quase vazio, um quadro de Lautrec um pouco melhorado, mas tão anão quanto. Os pratos já esfriavam sobre a mesa, mas o maitrê não se importava muito. Cada garrafa de vinho pedida, ora por ele, ora por ela, era crescentemente mais cara que a anterior, e as cabeças já estavam tocando o teto, sem no entanto incomodar outros clientes: aqueles dois falavam baixo, a maior parte do tempo, se olhando nos olhos. Alguns movimentos eram não exatamente suspeitos, para aquele jovem serviçal treinado em não julgar e chamar o segurança em último caso, não suspeitos, mas apenas estranhos. Porém, lá vinha outra garrafa de vinho, clamada por um indicador levantado. Ele, ela, tanto faz. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como foram esses meses sem mim ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Muitas vagabundas. Mas nehuma chegava aos teus saltos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Agressão, elogio ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sonolência em saber exatamente como cada um desses encontros iria começar, se desenrolar, terminar e "a senhora pode fechar a conta da suíte luxo 220 ?". Tanto dinheiro jogado fora. Elas pediam por cocaína, outras por carinho, algumas por um pau imediato, várias queriam conversar. Mas sem diferença alguma, tudo seguia uma espécie de ritual cansativo. "Me passa o teu celular?", "Só se você prometer ligar....". Com poucas variações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A revolução sexual. E os testes da Revista Cláudia. Um dos motivos para decidirmos nos separar foi o resultado de um desses testes que fiz enquanto alguém fazia meu cabelo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Está mais bonito assim. Desfeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...era um teste sobre "ele tem a ver com você?". ou " garantia ou perda de tempo?". Eu cheguei, mostrei, você aprendeu que deve reparar nas mudanças de uma mulher, um brinco novo, um anel, a depilação, e portanto elogiou meu cabelo, comparando-o em prós e contras com o corte anterior. Eu joguei a revista no seu colo, na página aberta do teste e tentei ir para o quarto. Você me segurou firme pelo pulso. Você aprendera que uma mulher arisca precisa que alguém a pegue forte e...mais um tinto argentino ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pede. Um melhor. E os caras ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que mais chama atenção neles é no antes, o perfume e no depois, a maneira como chupam. Os adocicados parecem ter nojo. Os da moda fazem a coisa te olhando e piscando, se achando ultra sedutores. Os amadeirados invariavelmente não chupam. E comprei um vibrador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ará ! Como foi isso? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Entrei na loja, a mulher era uma negrona alta e gorda, bonachona, um sorriso que deixa qualquer um bem a vontade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tipo esse nosso papo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, melhor. Ela tinha uma finalidade bem estabelecida, me vender algo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Entendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, sim ! O teste da Revista Cláudia e essa mania intelectualóide de dizer "entendo" a tudo que digo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Veremos logo o que você vai fazer com isso. E agora, a negraça e o vibrador ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E um filme pornô. Uma fotografia da contra-capa que chamou a atenção. A atriz estava em um banheiro sujo, e da parede dele tinham vários buracos, coisa de centenas, e de cada um, um caralho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Boca suja...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...uma pica, ela ia se revezando ali. Eu avançava e pausava o filme, marcando com a caneta na tela os paus que ela já tinha acarinhado....impressionante, ela só voltou para o primeiro após terminar o último, e numa ordem crescente de tesão, ao menos para mim, esse controle absoluto, essa regra completamente puta em ser totalmente exata. O vibrador, bom, ele tem o formato de um de verdade, mas tudo é exagerado, as veias muito grossas, a cabeça muito larga...garçom, um chileno rosso, por favor....e era frio. Isso que mais incomodou, o fato de ser frio. Girando uma rodinha, uma espécie de acelerador, você até podia aumentar ou diminuir a velocidade, mas aquela coisa era fria. Foi quando, certa manhã, o joguei dentro da panela onde a água do café estava fervendo. Deixei um pouco e abandonei o café. A tal da revolução sexual, como fiz com você. Um dos maiores orgasmos da minha vida. E assim foi, quanto mais quente melhor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso é nome de pornochanchada da década de setenta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não. É um filme da Marylin.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sem grandes diferenças.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu o aquecia diretamente no fogão. Depois comprei um isqueiro rosa, só para ele. Até uma noite em que tive a infeliz idéia de sair com um amadeirado, fiz ele gozar logo e coloquei o consolo no micro-ondas....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Imbecil ! Outro chileno, rapaz !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pois é, derreteu. Abri a porta do micro-ondas e lá estava o cacete de borracha derretido, sobrando apenas as bolas na base, como uma memória inexata. Cai no chão da cozinha e chorei. Me lembrei de você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Saudades ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, metáfora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Entendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você falou de propósito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Entendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ódio. E ainda faz aquele mesmo barulho pra chupar o macarrão ? Tosco !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Entendo. Entendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Muito bem, calma menina, calma, você está aqui com ele exatamente para resolver isso, isso, o fato de estar com ele e existir uma vida e nessa vida, uma parte conjunta de ambos e que  nó foi atado de maneira satânica, sim , pense, pense.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O garfo sobre a mesa. Em um movimento bruco-rápido ela o toma em unhas roxas e enfia. O garfo sob a mesa, na panturrilha esquerda dele. O maitrê vê apenas panos e o homem morder o lábio inferior. Até aí tudo bem. O inverno. O aquecimento à fogo, "je t'aime moi non plus" no ar. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E aí, seu merda, continua "entendendo" ? Continua tendo seu programa preferido? Continua sabendo escrever poemas perfeitos, hein ? Entre cinema e teatro ainda fica bem antes da sétima arte, a não ser que tenha levado Cannes ? Ainda Entende, entendido do caralho ? Vai, fala agora, fala você que disse que nosso nó nunca se desfaria e que eu jurei o mesmo e agora está foda, foda, foda ? Me olha na cara e ENTENDA isso ! Não me entenda, não se entenda, não deite no divã, não nos entenda, apenas sinta que vou enfiando essa coisa cada vez mais fundo na sua perna....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fala. Vai desmaiar ? Chilique ? Vai brigar ? Vai citar algum filósofo e depois me dar um soco na boca, canalha ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Me passa um cigarro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Me passa um cigarro. Pode deixar que eu acendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não...não....toma, eu acendo pra você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você está legal ? Merda, pirei, pirei, merda, calma, vou tirar com tudo, veloz, dói menos e vamos pra um pronto-socorro, a gente inventa uma história doméstica até chegar ao plantão e...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Duas coisas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fala, diz !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Enfia mais fundo o garfo. E pegue no meu pau.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Faça, meu amor, faça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você é doente. Caraca ! Está mais duro que pedra !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vai, isso, pra cima, pra baixo, eu vou gozar....não, ainda não.....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Doente ! Maluco, porra, mas como está duro !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você está um passo atrás da solução.....ah.......&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Outro movimento veloz, agora da parte dele. Mãos de unhas por fazer, a faca. Entrou até a metade na panturilha direita dela. O maitrê e cada coisa que a gente tem que ver nessa profissão...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sentiu ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou sentindo, cara, estou sentindo....ai......&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ai.....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É um caminho perigoso que a gente vai pegar....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu acho que sim, linda, não entendo nada mais, apenas acho que é ...ah....perigoso e o nó ainda mais forte.....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Enfia a mais a faca....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E você, o garfo....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Chega no meu osso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E você no meu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;- Senhor, senhora...a cozinha está fechando e eu gostaria de&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;- A conta. Vai, a conta seu merdinha.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ele preencheu no cheque tremendo. Ela assinou suando.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;E se levantaram.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Abraçados, amparados. O amor ! Possivelmente agora ficarão aconchegados na praça que a prefeitura acaba de iluminar melhor para a segurança dos românticos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Opa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Sangue ? Uma piscina de sangue ? E o rastro....Porra !!! Dois doidos ! O segurança, o segurança.....&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;- Manoel, chama o Cardoso pelo rádio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Os dois saindo pela porta acortinada, abraçados, mancando, deixando o rastro e se acariciando silenciosamente os cabelos, afagos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;- Nada não. Esquece. Rápido, balde, água, escovão ! Rápido, moleque, vai !&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-9116837631044704079?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/9116837631044704079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=9116837631044704079' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/9116837631044704079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/9116837631044704079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/03/piscina-aquecida.html' title='Piscina Aquecida...'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/ScQTeDtVDMI/AAAAAAAAAQA/HalyB_Pz-JY/s72-c/Je-t_aime_-je-t_aim.gif' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-5537168300525798811</id><published>2009-02-14T11:53:00.008-03:00</published><updated>2009-02-14T19:42:47.706-03:00</updated><title type='text'>Novas Ondas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SZbbBoHdwFI/AAAAAAAAAP4/9Oc4-905REk/s1600-h/porta_virtual.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302666432270418002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SZbbBoHdwFI/AAAAAAAAAP4/9Oc4-905REk/s320/porta_virtual.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Texto per&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;tencente &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ao conto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;embru&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;lhado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;com&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Grazzi Yatña,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;para me&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;lhor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;enten&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;dimento e&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;informa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ções,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;seguir&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;também em &lt;a href="http://grazziencontro.blogspot.com/"&gt;http://grazziencontro.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O início está aqui mesmo,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;o fim está em algum lugar,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;onde a sanidade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;não deverá habitar.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Boa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;diversão.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Paulo Castro.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;º&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que ela não morreu com a pancada que lhe dei. Ela não é dada a esse tipo de coisas, como morrer ou manter a mesma escova dentária por mais de uma semana. Apenas o pai viera tomar satisfações comigo e não preciso me alongar, ele tinha muito de "old school" na maneira de ser violento, estava ultrapassado e eu um novo e aplicado aluno da nova violência. Eu tinha lhe dito que a porta estaria aberta e mesmo assim ele precicou chuta-la e apontar a pistola com mira escura para todos cantos da sala. Desnecessário e imbecil. Ela herdou isso dele, mas melhorou as coisas: sabia ser desnecessária e imbecil como forma de seduzir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pulei de trás do sofá com a idéia que nasceu mesmo ali, na porta chutada com a bota militar, em questão de segundos. Ou a metade de um segundo. Ou um riso caçado estupidamente pela mira laser: acertei sua cara com ambas as mãos. Mas dessa vez, do salto, o fiz até que o peito parasse de subir e descer. Até eu ter a certeza. Até o amor que lhe faltava não segurar minha saliva que voava para todos os cantos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arrumei o necrotério-enfermaria na cozinha. Sempre que me preparava um sopão de salsichas averiguava a evolução do plano: ambos tinham quase a mesma altura quando eu coloquei as botas nela e o deixei descalço. Claro que um dia o rosto dela fora mais refinado do que os roxos e inchaços de agora, a boca mais gostosa do que essa mandíbula em torcicolo que o tubo do respirador ( vendem essas coisas com uma espantosa facilidade, bem como atlas de anatomia, kits cirúrgicos, e literatura e poesia. Não percebem como tudo isso é &lt;em&gt;extremamente &lt;/em&gt;suspeito ), um dia o rosto dela me convenceu com um sopro de cigarro na cara e tosse a viver um tipo diferente de relacionamento. Agora injeto silicone no seu queixo, para o formato exato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Relacionamento é vida. Bom título para um auto-ajuda comprado na rodoviária. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho certeza que ao acordar, ela irá me amar ainda mais pelas atitudes do agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acertei mais um soco no nariz dela. Com a tesoura, o bisturi e as linhas, fiz o desvio de septo no ângulo exato do corpo na maca ao lado. Muito bem, teria agora uma pessoa que ronca e não ronrona ao dormir. Cartilagens do ofício ou ossos da paixão. Quase sorri disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Instalei inicialmente o expansor de orelha de 2cm em seu clítoris. O tatuador disse que eu poderia aumentar para 4 cm em duas semanas. E assim por diante. Ele achava que eu falava da orelha e de alguém acordado. Fui exponenciando o diâmetro a cada três dias. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo alguém com corte chanel tem muito cabelo. Depois de fazer o corte militar, peguei o ônibus e lancei tudo na nascente do infecto rio. Li coisas sobre crimes, dentes e fios de cabelo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O pai começou a feder com o passar dos dias. O sopão ficava indigesto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O amor supera tudo". Outro bom título de ler esperando o avião.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passei a treinar a penetração anal no cadáver. Beijava sua nuca e dizia que o amava profundamente. Interessante, comprei um livro de receitas, uma passagem no supermercado luxo 24 horas, e meu apetite ficou cada dia mais refinado. Começo a entender as bichas e seus scargots.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele tinha algo de oriental nos olhos. Gatuno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com dois pequenos cortes ela ganhou também essa feição. Ficou lá sangrando uns três dias, mas se eu desse os pontos, como afirmava o "Compêndio de Cirurgia Plástica Contemporânea &amp;amp; Body Modification", eu perderia o efeito desejado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alargador de orelha número 18. O tatuador disse que depois gostaria de ver o trabalho, fotografar, que iria para seu álbum de clientes mais ousados. Tirei a arma, apontei a mira laser para sua testa e disse &lt;em&gt;que ele apenas me fornecia o material, mas que todo trabalho estava sendo meu&lt;/em&gt;. Hell Angel de merda. Vai ouvir heavy metal e me deixe trabalhar em paz. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A rigidez cadavérica deixava o sexo anal com o pai ainda mais excitante e refrescante. Alguém pode me culpar? Com um verão desses !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A sonda nasogástrica a alimentava essencialmente de proteínas. Passava as noites na beira do leito, exercitando seus braços, levantando as pernas, orando, fazendo-a ouvir música eletrônica nos fones dia-e-noite.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O objetivo tinha sido alcançado. Eu preciava fazer algo para que acordasse. Já respirava sem a ajuda de tubos, e diminui radicalmente as doses de heroína que atolava em suas veias. Teve algumas convulsões por dependência, mas nada de acordar. A bela adormecida. Acho que um dia eu tive uma mãe, até mesmo um pai mais sensível, e ele me lia isso( eu sou a Bela Acordada, Flaubert e Morfeu) e Rei Leão antes de dormir. Mudei. Passei a comer o cu dela. Morder-lhe as orelhas. "Te amo, te amo, ai, ai, te amo, Nossa !"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comprei a picanheira por uma pechincha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Picanha saiu de moda, cara - me disse o rapazote de boné mano brown virado ao contrário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que as pessoas andam comendo agora ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Com a crise, acho que nem pão véio...ahahahahahaha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sei. Pão velho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até virar pó, de maneira e cor homogêneas, um corpo humano deve ser assado no bafo, por três dias. "Não tenha pressa, tenha eficácia". Como ainda não pensaram em um título como esse, a melhoria editorial do velho ditado? Adeus, papai. Nos vemos em breve, um pouco mudados, eu sei. Carvão ativado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela acordou depois de dois meses e cinco dias. Não entendo de numerologia. Anotar isso e pregar com imã de geladeira. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porra...ai....sou dor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Oi, minha graça. Saudades. Te amo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Minha voz está diferen....DIFERENTE !!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Calma, calma...psiu...foram os hormônios de cavalo. Você vai entender tudo. E vai gostar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Dói.....eu dói.....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nascer é assim. Morrer não sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu lembro. Você me olhou e.....Filho da putzzz.....ai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Anotei aqui a série de perguntas que obviamente você faria. E não estamos no cinema. As respostas são as mais didáticas que consegui. Fiz em versinhos e hai-kais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E expliquei tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A reação foi melhor do que a imaginara.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela gargalhava a cada detalhe. Dava socos na mesa, potentes pancadas. Rachando e sendo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Preciso treinar a falsificação da assinatura dele, acho que em pouco tempo consigo igual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim. E se acostumar em ter agora um pinto entre as pernas. Eu quis um bem largo e grande.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E joguei charme, fingindo vergonha:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou louco para que você me coma... e me chame de "filho amado".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Cara....isso aqui fica duro mesmo ! E molhado. Eu te enrabaria agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Deixe isso pra comemoração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim.....me passe aqui os vidros com o pó do velho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro, todo seu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nosso, amor. Nosso. E o espelho. Rá. Eu estou horrível ! Adorei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Horrível não. Apenas parecida. Sem querer me gabar, idêntica. Ou idêntico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pão ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim. Pensei em usar esse pó todo para fazermos pão. E meio que ajudar os esfomeados dos morros. Distribuir para alguma causa humanista. ONGs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu vou poder comer um ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Um para nós dois. Com vinho tinto. Aos céus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E depois a comemoração ? Em que vou te foder, querido ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso mesmo, amado papai. Nunca te amei tanto antes de te conhecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E depois dizem que um casal acaba não dando certo com o tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- As pessoas não lêem, é uma pena. Tem um ótímo, "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Me parece perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E é. Amada. Amado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Me beija, vem....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Hum. Benditas injeções. A barba penica delícia....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-5537168300525798811?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/5537168300525798811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=5537168300525798811' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5537168300525798811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5537168300525798811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/02/novas-ondas.html' title='Novas Ondas...'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SZbbBoHdwFI/AAAAAAAAAP4/9Oc4-905REk/s72-c/porta_virtual.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-3775945391425235460</id><published>2009-02-06T00:19:00.003-03:00</published><updated>2009-02-06T02:21:10.323-03:00</updated><title type='text'>Sombras nas Ostras.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SYusa4NAIvI/AAAAAAAAAPw/OoPKg7lG_ww/s1600-h/sombras.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299518964295017202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 313px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SYusa4NAIvI/AAAAAAAAAPw/OoPKg7lG_ww/s400/sombras.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recomendo que sigam as últimas postagens aqui e em &lt;a href="http://grazziencontro.blogspot.com/"&gt;http://grazziencontro.blogspot.com&lt;/a&gt;, para tomarem pé da situação do projeto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Grazzi escreve como bem entender um trecho da história, eu, em seguida, outro. Maiores informações nas publicações abaixo e na Grazzi. Um texto pode ser lido separadamente. Mas ganha em riqueza se for feito pareado, Paulo &amp;amp; Grazzi, cada rodada. Está uma delícia assim. Comentários de um texto, favor fazar nele mesmo e não em outro do Projeto. Grato. Boa diversão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;***** Sombras nas Ostras *****&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;" Depende do acaso que reencontremos ou não esse objeto antes de morrer."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;( "No Caminho de Swann", &lt;/strong&gt;Proust &lt;strong&gt;).&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;º&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquele dia o carteiro era outro cara. Nem ao menos vestido de amarelo e azul e uma caneta bic. Um senhor forte, alto, bem vestido, gravata borboleta, me passou as contas e em seguida me deu um murro na cara. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Limpei a boca e dois dentes na água e na luz. Respectivamente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bom dia, postman. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ela é minha filha e nem sabe disso. Mas agora você sabe. Assobie errado, sabiá, e arranco seu timo para a moela de reconciliação familiar, vai tarde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se foi batendo a porta. Códigos de barra em hemorragia. Bala de gelo e o sofá com as overtures de Wagner na vitrola. Seguindo as regras, peguei papel e mandei algo como:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Charlie Parker tovaca be bop com uma magnum . 44 entre os lábios".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tomara que você goste. Demorou para sair. Logo antes do desmaio por inanição e dor. Precisamos temperar esses malditos cubos de gelume.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Coincidência ou não, ou como sempre, mais ou menos, a brincadeira era nova no dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu andava na frente, fazendo coisas cotidianas, cantando garotas de rímel e emocore, pegando o metrô, indo ao jockey. E você estava atrás de mim, imitando e repetindo cada ato meu. Com a câmera de filmagem em mãos. Mas captava sua própria sombra. Não me mirava. A objetiva nas suas canelas. A boca latejando. Ouvi você rindo quando o carinha do banco não aceitou as contas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ai, que noja !!! Creda !!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais ou menos coincidência. Atrás de mim você gargalhava. Um riso espasmódico de choro desesperado. O desespero: o sentimento mais fácil de fingir quando negociatas afetivas estão em jogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficamos um bom tempo nisso, e não recebíamos mais contas. "Débito automático". Ou "ande na linha, garoto". O teto de um templo despencar pode ser considerado um milagre? E sua sombra gemia bufanesca enquanto o dentista ( "Primeiro andar, segunda sala depois da Imobiliária "Futurex") enfiava as próteses e coçava o cu, o rabo e minha boca, cheiro de self-service. Existe soco no toba ? Dizem que é amor, os sensíveis. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em casa assistíamos aos vídeos. Você fazia pipocas. Eu fumava, colorindo as gazes que faziam alascas no meu maxilar. Paredes, ruas, grafites, e sua sombra sendo eu mesmo. A minha. MAS É ARTE, TÁ PERDOADO ! De auto-estima estou afins de uma dose caprichada de heroína antes de tocar para o público de marinheiros que ao me alisararem ao porto ( sangue brotando da gengiva em jorros súbitos e sórdidos), alisavam tua sombra e pela primeira vez nessa vida, gozamos juntos. Pra mim foi urro de náusea, porém você quem diz e acha lindo &amp;amp; você é minha sombra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ei, Jorjão, desce um conhaque ! Sabe que minha mulherzinha não passa da minha sombra ?! Bem, desce dois. Melhor. A dela, dupla dose.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O carteiro bem vestido sumiu para reaparecer um tempo depois. Quando o vi subindo a escada espiral, peguei logo o saxofone para me proteger.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas foi bastante citadino e apenas me entregou um bilhete dobrado à la Amigo Secreto:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;" Atrás de um grande imbecil, há uma grande mulher. Queime isso. Presunto dos teus bagos no futuro do azeite fervente".&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais ou menos. Isso das coincidências. Logo após o bilhete, novas regras no trenzinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você andaria na frente, tomando atitudes e táxis e garotas de programa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu filmaria tua sombra e tentaria - isolado - te imitar os atos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tarde na praia foi agradável, deixei a câmera cair na areia, moleque passou correndo, sujou a lente. De curto-circuito minha atitude medular foi correr atrás do pivete. Mas a sua sombra o abraçava logo adiante. SOCIALISTA ! SANDINISTA! DADAÍSTA ! Me ajuntei à vocês e fomos três espécies de anjos com íris de sol. Forçado, mas pra trucar: com uma torcida leve de cabeça, constatei: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não havia sombra atrás de mim. De certo o horário, nada demais. Sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º &lt;/div&gt;&lt;div&gt;ECT= Eletro-Convulso Terapia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ECT= Empresa de Correios &amp;amp; Telégrafos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizem que em nosso paisinho de merda as duas coisas são muito eficazes, pontuais e cheias de ciência e organização.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos desabraçamos do ligeira e voltamos a pé para casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Precisamos fazer umas trilhas ! Isso sim ! Te falta saúde e beleza !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tropeçando no calçadão ficava mais fácil de dissimular: eu realmente estava sem sombra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando preparamos pipocas(-lhe) e sangue com charuto e rum(-me), o vídeo deixava claro:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua sombra estava adquirindo cores. E alto-relevos. Batom cereja dizendo claramete poltergeists de poemas que não eram meus, mas louvores às bravatas e antigos amantes e um tal de "papai carinho no banho".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você pulava nas almofadas, passava pipocas na minha gengiva e tudo aquilo era bem o máximo para você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguinte, se um cara não teve pai, arruma um substituto. Um exemplo masculino. Acessei o mais próximo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fechei ambas as mãos e lhe meti bem no meio da cara. Querida, você apagou. Liguei a câmera, apaguei todas aquelas merdas de filmes raptores e acionei o GRAVAR em "close" na sua cara. Em poucos minutos ambos os olhos pareciam de guaximins atropelados na BR 220. A língua pendendo pra fora. Esse detalhe foi definitivamente uma zerada no placar da respeitabiliade erótica. O nariz soltava uma enxurrada de verdume couve com filetes de outros restos do almoço. Uma pipoca entupiu sua narina esquerda. A outra começou a fazer bolhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só então fui conferir: lá estava minha sombra. Longilínea como uma seta que dava direto no aparelho de telefone. Eu não tinha apenas sombras. Tinha enormes asas negras. Obrigado, papai carinho nenem. Eu poderia voar rente à bocarra dos crocodilos no Zoo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então - mais ou menos isso, da coincidência - o aparelho começou seu ganido agudo e ritmado&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;vibrattio. Caminhei com calma, quase missão, das certezas dessa vida sem bonus track.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Garoto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não deveria ter feito isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sei, em mulher, nem com uma rosa. Mas fiz. Prefere Parker ou Dirty Harry, papai ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou indo aí. E espero que ela esteja viva. De qualquer forma, não será agradável para você, garoto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Miles Davis também é de foder a xota da macaca. Venha, papai. A porta está aberta. É só entrar. Estou preparadinho, seu merda. E acho que ela não está respirando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Filho de uma puta !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso aí. Agora chega de papo. John Wayne ou Bruce Wills ? Até mais. Li num livro: depois de quinze minutos sem irrigação o cérebro vira borda com catupiry. Inté, florista de pediatra subornado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É isso aí, amiguinhos solitários !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenham um bom exemplo fálico e uma garota tutti-fruti-cult. Contem comigo nas confusões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas agora seu herói predileto precisa arrumar uns truques por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos vemos em breve. E tudo pode ser corrigido, ok ? ( PISCA )&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-3775945391425235460?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/3775945391425235460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=3775945391425235460' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/3775945391425235460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/3775945391425235460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/02/sombras-nas-ostras.html' title='Sombras nas Ostras.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SYusa4NAIvI/AAAAAAAAAPw/OoPKg7lG_ww/s72-c/sombras.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-4010383857842883141</id><published>2009-01-29T13:13:00.008-03:00</published><updated>2009-01-29T14:23:45.439-03:00</updated><title type='text'>Armaduras Salinas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SYHbkp2fuHI/AAAAAAAAAPo/sis7P7LcOWQ/s1600-h/Ferrugem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296756059520612466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SYHbkp2fuHI/AAAAAAAAAPo/sis7P7LcOWQ/s320/Ferrugem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Recomendações de Leitura- ou prévias : Antes de ler o texto abaixo, se reportem ( os que ainda não o fizeram) ao meu texto "Sem Onda...", aqui mesmo no Vazamentos de Vapores. Em seguida leiam Grazzi Yatña em &lt;a href="http://grazziencontro.blogspot.com/"&gt;http://grazziencontro.blogspot.com/&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É toma cá dá lá. Um projeto de histórias retorcidas em si entre eu e Grazzi. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para maiores emoções, sugiro mesmo que sigam as "recomendações- ou prévias".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boa diversão !&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paulo Castro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada te é pior que concordar contigo, porém, realmente sempre escapa algo, como os pés da classe média....como eu gostaria de bebê-los assistindo a goleada do Real Madri. Dar de beber pés ao manco, até mais, se eu pudesse comeria-me a classe média com maçã e rabinho retorcido dos apertados bangalôs de barro, aulas de argila, por exemplo, mesmo Sílvio Santos e as leis da física. Não de atoagem, nem de atonal, mas penso nisso já que do inverso oposto de ti é você ( carinho desnervado) ainda assim estou aqui, ainda que não me caiba, o zero atritoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É você ( carinho próximo e eficientemente cotidiano) uma bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar e não ser, ou o que de mim é tátil, tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provas não faltam: como adivinhou que desejo para o dia da árvore uma máquina de lavar? Lavar pés em chás, escaldando tradições: repelido álbum de retratos em carrosel ( vovó pedindo socorro no arredondado do vidro espumoso). Tu. Você ( carinho até vai ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente como o riso sem motivo, acho mesmo que nos divertimos com essa armadura que matou minha mãe de parto ( pozinho, vovó, vá com crueldade para as caspas de Sílvio Santos e suas goleadas de madre superiora em comédia de atores negros), é a tua versão sua ( carinhos vamos batê lata) que me segredo inutilmente: até mesmo da língua assemelha sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens e mulheres só existem por serem o axioma impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje aguardei o "timing" de sua saída ( carinho alface e sabão em pó) e chamei uma buceta. Das que não são dadas aos tremiliques. Ela tinha pés e foi de espantar a quantidade de histórias que me contou diante da negativa à sua nudez ágil. Eu ia lavando-a em carqueja enquanto soube por exemplo, algo como negociar prestações da faculdade, filho que mora em Minas, linda cicatriz de uma tal cesárea. Riu quando tremi se poderia fotografar. Apenas disse que era feio, mas riu bonita. Longe de ti. Longe de você ( carinho "ninguém faz igual"). E pensar que nosso último guru nos abandonou por não termos "faculdade alguma, sem condiçoes de aprendizado das velas coloridas". Só por causa da risada e dos anjos, nem ao menos negociou ? A buceta também ficou indignada em nosso favor, raridade são essas moças, tanto que riu à raia da urina, quando ia contando e lambendo a planta (e a couve ? alface e couve, por Deus !) do pé esquerdo. Estava com a gente e abria. Cabendo mesmo o zero, "lute, homem, não é um à esquerda como ela te faz crer!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo você chega e eu a mandei embora. Saudades. Também fumava cigarros normais !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De você ( carinho alface) espero a couve prometida no retumbar das latarias. De ti, que não neve mais nos meus óculos de leitura &amp;amp; veraneio, em coxas largadas na cadeira de praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;º&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-4010383857842883141?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/4010383857842883141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=4010383857842883141' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4010383857842883141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4010383857842883141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/01/armaduras-salinas.html' title='Armaduras Salinas.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SYHbkp2fuHI/AAAAAAAAAPo/sis7P7LcOWQ/s72-c/Ferrugem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-2929857865389225677</id><published>2009-01-28T15:14:00.002-03:00</published><updated>2009-01-28T15:22:32.380-03:00</updated><title type='text'>Sobre o texto abaixo e muito mais.....</title><content type='html'>Pois bem, queridos, queridas e pulhas em geral:É isso aí.Pra vocês entenderem (ará) do que a Grazzi Yatnã está falando no blog dela terão que vir até aqui: &lt;a href="http://www.vazamentosdevapores.blogspot.com/"&gt;www.vazamentosdevapores.blogspot.com&lt;/a&gt;.E a continuação disso se dará lá. Ping-pong mesmo. Se der tontura, segurem no ombro da velha com andador mais próxima. E não pensem já pensando com essa velocidade marota que é uma guerra dos sexos, ou uma completude....olhem  bem pra Grazzi, olhem bem pra mim. Lá somos disso ? É ranhura mesmo, cross-cap, erosão e aumento da falta.Então é uma rodada em &lt;a href="http://grazziencontro.blogspot.com/"&gt;http://grazziencontro.blogspot.com&lt;/a&gt; e outra em &lt;a href="http://vazamentosdevapores.blogspot.com. "&gt;http://vazamentosdevapores.blogspot.com. &lt;/a&gt; . Interfiram, tomem partido, achem que estão no BBB através dos Comentários. OU os use de maneira radical....ou seja, nasçam como raízes desse rizoma, caules desse tronco e a gente não sabe no que isso pode dar. Para ser bem didático e cidadão estou deixando o mesmo recado no Grazzi EnContro. Amarradinho, não ? Quando um responde ao outro ? Confesssamos que não sabemos desse timing. Mas penso que compensa estarem alertas como nos gibis do Capitão América. Toma lá, dá cá. Estão lidando com duas gentes sem concessões literárias nem fibromiálgicas.&lt;br /&gt;Beijos. E se divirtam aqui e lá.&lt;br /&gt;Agora: "Sem Onda...." e a resposta já na Grazzi Yatnã, postada.&lt;br /&gt;º&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-2929857865389225677?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/2929857865389225677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=2929857865389225677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/2929857865389225677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/2929857865389225677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/01/sobre-o-texto-abaixo-e-muito-mais.html' title='Sobre o texto abaixo e muito mais.....'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-6496654764742933244</id><published>2009-01-26T08:27:00.007-03:00</published><updated>2009-01-28T10:52:49.552-03:00</updated><title type='text'>Sem Onda...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SX2eSS--0AI/AAAAAAAAAPg/TE2522xND-k/s1600-h/nowave.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295562774028406786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SX2eSS--0AI/AAAAAAAAAPg/TE2522xND-k/s400/nowave.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Você me pergunta, depois de passar tinta na sua nudez, azul deixando rastros do que combinamos, porque eu passo - e tomo - tantos cafés toda manhã, nas enormes xícaras que compramos em Berlim ou quem sabe logo ali mesmo, mas você prefere me fazer acreditar em Berlim e eu me submeto à hipnose que você aprendeu em Paris, com Charcot, ou talvez logo ali mesmo, onde compramos talheres e pratos, os sorrisos da multidão ao redor me confundem. Eu não conheço ninguém e todos parecem me conhecer, e mais, como se eu fosse uma pessoa muito educada, um bom-vizinho, alguém de certa normalidade. O tipo de pessoa que dorme no mesmo quarto que a namorada, que até mesmo tem uma namorada, e costuma vê-la nua, beija-a na boca com carinho, a penetra com vontade e goza(?- esses malditos livros !) lá dentro já que ela acreditaria em pílulas e não faria, por exemplo, brincos delas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não que você tenha feito brincos de anticoncepcionais - a concepção para você te faz vomitar, a simples idéia, o inocente início de conversa sobre isso - não, você nunca fez brincos com os 21 comprimidos, mas estamos em um ponto em que eu sei exatamente o que faria. Ímpar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não era disso que a gente tentou fugir? Quartos separados, um em que tenho meus livros ( você nunca exerceria censura sobre o que leio, mas o tom do seu hum-hum muda de lombada para lombada), minhas fotografias ( nenhuma sua, por mais que tivesse arriscado propor, mais e mais nos últimos tempos e com a preocupação com nossa "comunidade individual"), outro em que você tem seu som, fone ( para não me incomodar com SUA LOUCURA), espaço para dançar e o varal com carne de sol à janela, para seus sushis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como eu poderia tomar menos café? Hoje tentei chutar o jornal embrulhado em saco contra a garoa, e a única coisa que aconteceu foi a imobilidade e as gotas entrando pelo meu chinelo plástico, aquele que me deu, um de cada cor e tamanho...eu poderia ter me abaixado, pego com a mão, trazido para dentro de casa, deixado as gotas maiores e violentas pingarem no jardim e então pegar o jornal e ao invés de colar as páginas camada sobre camada sobre camada sobre camada, a sala, ler o que estava escrito...e se um filme bom passar na matinê ? Não digo para irmos de noite, como fazem os Outros, os que não entendem a nossa proposta de comunidade individual, mas seria bem rebelde, eu imagino, eu desejo, sem hipnose hoje, não que esteja montando um levante, assistirmos um filme às duas da tarde, não ? Até mesmo eu proporia que enchessemos os pacotes que seriam das pipocas com folhas e pétalas. Não é mesmo ? Sem onda ? Prefiro nem esboçar a tentativa. Sinto-me o panaca da escola tomando tanto e tanto café, correndo para o meu quarto para fumar cigarros, assim, normais. Através da porta que nos separa, sei que você está azul, e ouço seu riso. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Amor, já não é preocupante o fato de eu estar fumando cigarros...normais ? Acho que você não está sendo esperta, ou bem o sei, sua esperteza está em fingir-se o tempo todo em não se importar com nada, que eu possa ir embora, destrancar a faculdade, fazer carreira, aprender a dirigir, descobrir onde estão morando meus pais, se tenho pais, não me recordo ( "olhe fixamente para meu clitoris....assim....assim...."), afinal, é a liberdade, mas quem foi que disse que quero essa porra dessa liberdade, café, mais café, os dedos dos pés ainda molhados e frios e para não te perder preciso ter ao menos uma idéia original por dia, que nem sei mais se é minha, sua, apenas sei que a originalidade nada tem mais de original, já provamos isso, eu provei isso, mas você insiste. Provei, mas não falei. Ao contrário, liguei meu notebook em meu quarto e você no seu. Acionei a webcam e com o pau escondido entre as coxas e pêlos, simulava para você uma masturbação feminina e você se depilava com uma guitarra no colo, mostrando-me apenas os pentelhos que ia esfregando nas cordas, gravando tudo isso no mp3.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como com os cigarros, oposto, não sinto vontade alguma de me gozar. Acho que se eu batesse uma punheta pensando na atriz do filme matinê ( um plano ?) eu teria um pouco mais de coragem, mas é impossível a idéia de uma ereção. Não que não tenha tentado, com uma das vizinhas mais sorridentes a mim, mas era algo muito errado de se fazer, errado, errado, errado, a palavra era obcecada na cabeça, pois a gente aprendeu que gozar era acho que religioso demais, ou capitalista demais, ou comunista demais, o fato é que eu sei que lá fora as pessoas têm ereções e que depois disso vem uma coisa boa. Uma imagem ! Eu sou menino e corro contra o vento para que a pipa vá mais alto e uma voz masculina muito bondosa diz "isso, isso". Mas é assim, sobre o banquinho, sua bunda azul e aparentemente dura, faz mostrar os ossos, quando fica na ponta dos pés e cola as páginas do jornal de hoje na parede. E eu sou livre para passar mais e mais café e fumar cigarros normais escondido no quarto sem esconderijo em vão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contanto que depois eu escreva um poema com as palavras que me ocorrerem à (minha?) cabeça, ou faça barulho que for com o mais novo instrumento musical que você trouxer da rua, disse-me faltar-nos um oboé. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Então você diz, de uma ou outra forma: - Você continua sendo meu tesão louco e livre !&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sorri e vai dançar com seus fones de ouvido. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas sabe, como é desesperadoramente lindo esse teu sorriso !&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lindeza sem nome. No dia em que eu conseguir descrever o que sinto quando você sorri, já aviso calado, chega, chega mesmo. Eu... tentarei sair daqui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;º&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-6496654764742933244?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/6496654764742933244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=6496654764742933244' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/6496654764742933244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/6496654764742933244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2009/01/sem-onda.html' title='Sem Onda...'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SX2eSS--0AI/AAAAAAAAAPg/TE2522xND-k/s72-c/nowave.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-5767840398692135660</id><published>2008-12-10T06:29:00.004-03:00</published><updated>2008-12-12T18:08:08.684-03:00</updated><title type='text'>Antiquário ao Amanhecer.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/ST-MN-m3YdI/AAAAAAAAAOU/9ZGV6UxLQ9Y/s1600-h/vinil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278091460073710034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/ST-MN-m3YdI/AAAAAAAAAOU/9ZGV6UxLQ9Y/s320/vinil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"BABY&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;BABY&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;BABY&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;SPEND&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;YOUR&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;TIME&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ON ME..."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;( Duffy )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela dançava com o cigarro entre os dedos, o copo derretendo sobre o criado-mudo, os meus fios e os do abajour descapados. Olhos fechados, descalça, jeans lycra, sorria com partes da música que lhe eram piadas ou mesmo pequenos gozos internos: sedução, esse crime eu conheço e é o tipo de encrenca em que sou inafiançável como confesso cúmplice.&lt;br /&gt;Meus livros se espalhavam pela sala em montes desorganizados, que é a única maneira útil de organizar livros. E era com essas pilhas que ela dançava, como corpos involáteis, estáticos, mas que carregavam coisas mais ou menos belas ou úteis dentro deles. Agora mais. Ela dançava comigo e para mim, volátil. Rebolando de pernas abertas, ia descendo joelhos serpenteando o ar vindo do ventilador preguiçoso. E subia lambendo as páginas compressas, algumas tantas já amereladas, e eu esperava um traço de humanidade que &lt;em&gt;me redimisse&lt;/em&gt;: que ela espirrasse com a poeira acumulada. Mas nada.&lt;br /&gt;E eu? Eu era uma poltrona, a almofada mais afundada, a marca de um corpo descapado, o suor do copo como risco de uma faísca que eu sabia não poderia vir. Não para estragar esse momento em que até mesmo a cidade inteira, pela luz azul-salmão do fim da madrugada na janela, parecia acolhedora. Um movimento errado meu e tudo se perderia. Mesmo quem estivesse acordando de um sonho bom, quilômetros dalí, quem estivesse passando café para o marido bacana no banho, a criança e seu paninho com chupeta amarrada...um erro meu e toda felicidade dessa gente poderia passar para o outro lado, ao menos dentro de mim. Um erro. E eu tenho o costume de ser todo errado. O limite entre o sublime e o ridículo pode ser um risco invisível no disco. A faísca anti-lírica.&lt;br /&gt;Dos livros ela foi para diante do espelho( permanecendo de olhos fechados), acariciando rococós e barrocos, a antiga máquina de escrever nas unhas de um vermelho escuro decidido, como que calculado para que eu ficasse cada vez mais me agarrando a uma espécie de religiosidade porosa ( o suor do copo escorrendo em gotas insidiosas, labaredas líquidas invasoras, quase uma covardia contra a ausência de fita isolante nos sonhos que &lt;em&gt;acontecem&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;E assim ela foi indo, dando vida ao inanimado, quântico ou não, eu podia ver o estado deplorável das moléculas, a eminência de uma auto-combustão. Mas não, havia técnica naqueles pés descalços, perfeitos, o objetivo era deixar a realidade arfante, ronronante.&lt;br /&gt;Então, com três círculos perfeitos e uma flexão de si, estava ajoelhada entre minhas pernas, as mãos em minhas coxas, os olhos finalmente abertos. Na janela o sol já era íris de verão alaranjada e eu tomei o que havia restado no copo, enxuguei-o na camiseta e banquei aquele olhar.&lt;br /&gt;- Que cara ! Você está vivo, Mr. Zumbi ?&lt;br /&gt;- Ou o contrário.&lt;br /&gt;- Entendo. Agora, sabe, quero dormir um pouco. Posso usar sua cama?&lt;br /&gt;- Você conhece o caminho desde...&lt;br /&gt;- Psiu. Mais tarde me leva pra um antiquário lindo que eu conheço?! Leva ? É perfeito! Diz que vamos ?!&lt;br /&gt;- Sim, é tudo que quero.&lt;br /&gt;- Te adoro !&lt;br /&gt;Rápido beijo na boca que continou em extensão nos passos saltitantes em direção ao quarto bagunçado. Desorganizado. E vivo. Desde...psiu.&lt;br /&gt;Peguei umas moedas de ouro sobre o balcão e desci pra comprar pão francês.&lt;br /&gt;º&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-5767840398692135660?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/5767840398692135660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=5767840398692135660' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5767840398692135660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5767840398692135660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2008/12/antiqurio-ao-amanhecer.html' title='Antiquário ao Amanhecer.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/ST-MN-m3YdI/AAAAAAAAAOU/9ZGV6UxLQ9Y/s72-c/vinil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-6073758196387598004</id><published>2008-11-16T11:25:00.007-03:00</published><updated>2008-11-16T19:20:11.827-03:00</updated><title type='text'>CONTROL.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Dir-se-ia que suas asas esbranquiçadas , atadas por fortes presilhas, tem nervos de aço, de tal forma fendem o ar com facilidade. Seu corpo começa por um busto de tigre e termina por uma longa cauda de serpente. Não estou habituado a ver tais coisas".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;( "Cantos de Maldoror", LAUTRÉAMONT)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;º&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SSAtn8YPT8I/AAAAAAAAAOM/qFfwkMIJvao/s1600-h/paulolou.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269261728269422530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SSAtn8YPT8I/AAAAAAAAAOM/qFfwkMIJvao/s400/paulolou.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Maravilhas acontecem em um quarto com as asas da janela semi-abertas. Caduquez precoce, tudo de bom é bastante pouco. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas cada segundo vivido deve ser deixado passar, mesmo que na imobilidade de acender um cigarro atrás do outro, sabendo ser usura de tempo, que não existe muito mais o que fazer, a cerveja gelada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As garotas andam maledicentes mudas humoradas, as que ainda não estão em cadeiras-de-rodas motorizadas pela alta técnica de seus namorados com tração nos quatro membros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sabe, não é bem assim, acho que você sempre exagera.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- As asas da janela, tenho que abrir um pouco, o sol está se enfiando atrás de uma nuvem bem sinistra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E a nossa viagem ?! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Durante um ano eu vivi andando de ônibus no mesmo ritmo e em determinada curva longa, eu de janelinha sem asas, apenas o cheiro enjoativo dos beiconzitos anominais das crianças vomitivas, eu olhava para bem alto, nos ângulos superiores do vidro e via o céu, e lá eu me via em uma viagem com alguém que valesse as penas e atritos, mas existia aquele cheiro a vida em seus segundos e minutos de que eu abdico, beiconzitos oleosos ( no sul chamam sabiamente de GRAXA), as mães conversando com o celular, a criança vomitando nos pés de trabalhadores olhos fechados sonhando com as prostitutas oriundas do décimno terceiro relativo ao tempo de férias vezes os dias contados em fração de horas extras e computadores epilépticos. Por isso eu olhava para a janela e via que atravessava nuvens de fumaça e reencontrava antigos segundos, minutos, areias, praias, correr atrás da bola em um vôlei improvisado de camarões assados, mar azul, bundas deliciosas, almas perfumadas sem bacon, bem antes de vestibular e do enfisema e do Alzheimer da minha mãe. Ela era muito parecida com a Malu Mader, sabe, mas ainda sem clínicas de desintoxicação e urinol.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sabe que agora o check-in pode ser feito em terminais eletrônicos nos aeroportos. Uma amiga minha me falou de um lugar delicioso logo depois da fronteira com Goiás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Forneira? Eu me atrapalhei todo com contas bancárias, cpf, relógios calcificados e cartões de fidelidade e pontuação atmosférica e universitária, em carreira acadêmica ou essas escadas rolantes de sexo oral nas instâncias vídeos amadores do "secretária do chefe". Escadas rolantes e Escalas De Qualidade de Vida, esse tipo de piada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ainda é muito recente para eu me envolver com alguém, eu ainda amo ele outro. OU eu ainda sou muito tímida para me esfregar na dianteira. OU não é estrategicamente no tempo de agir, eclesiastes. Por isso falo em férias e em uma maneira subterfúgia de sermos felizes. Óperas ao amanhecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-BEICONZITOS.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Façamos um trato até o ano que vem, penso no assunto se você não voltar a fazer aquelas coisas abomináveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu apenas me atrapalhei pela arte da solidão maravilhosa, marte de peles, em acertar a fração ofuscante e luminosa das asas da janela com o perfume escolhido por mim: celular desligado, suor da nudez, inapetência do choro se divertindo na trava da garganta...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não é isso que quero. Vou procurar uma cadeira de rodas, nem que seja de segunda-mão, pernas, braços, sexo, alma, credo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Corra atrás de seus sonhos. É de menino que se torce o pepino geneticamente alterado na fumaça. Uma idéia na cabeça, uma câmera na mão. Na saúde e na doença. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu vou embora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nunca esteve aqui, ou seria OUTRA.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você precisa de alguns exames de sangue, urina e espermograma. Cem gramas de queijo do Exército da Salvação na sopa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Preciso acertar algumas coisas com as asas do sol e das tempestades vindouras, com licença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nâo deixe seu tempo passar apenas assim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Cansativa. Boring, Boring...me traz uma cerveja e vá até um caixa eletrônico salvar sua vida, garota. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sabia que estão espalhando coisas e beiconzitos contra você ? Até mesmo telefones celulares com suco gástrico !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Deixe-me estar. Sabia que estou espalhando asas no vento, no fogo, na terra , na água e nos meus dentes ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Incorrigível !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a GAROTA foi mal-humorada comprar uma camiseta com slogan e senha empregatícia, contrato higiênico e covarde cinza borrado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um pouco mais de sol, assim, de gelo, seco isso, as chuvas dos vulcões entram na minha corrente sanguínea, molhe DURO. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eterna curva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pontual &lt;/div&gt;&lt;div&gt;para o alto daqui:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maravilhas descadeadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-6073758196387598004?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/6073758196387598004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=6073758196387598004' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/6073758196387598004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/6073758196387598004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2008/11/control.html' title='CONTROL.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/SSAtn8YPT8I/AAAAAAAAAOM/qFfwkMIJvao/s72-c/paulolou.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-5858377608135782846</id><published>2007-12-26T16:03:00.001-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:09.352-03:00</updated><title type='text'>O Porre dos Malacos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/R3KlsDAYH4I/AAAAAAAAAHI/TUgOUPfhWjg/s1600-h/uisque.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148359500177612674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/R3KlsDAYH4I/AAAAAAAAAHI/TUgOUPfhWjg/s320/uisque.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por que você é tão anti-social ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A sociedade que é anti-social. Eu até que me dou bastante bem com quem sobra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por mim, vai. Por mim. Levanta daí, coloca uma roupa. O cara está morrendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah...uma coisa aqui no meu peito...acho que dessa vez eu vou. Fui. Adious.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pára. Ele é meu primo mais velho. O único cara que me entendeu quando a gente estava em crise.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não gostaria de me emocionar agora. O dr. Eduardo falou pra eu me reservar. Posso conseguir um atestado contra primos com câncer no fígado que entendem crises conjugais alheias. Segunda-feira te entrego.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- No fígado mais quinze metástases cerebrais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sei. Ele foi...aquele...o único a te ententer? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Foi. Ele mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você muda mesmo rápido de opinião. Nunca sei. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nunca saiba. Melhor pra você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma casa de luxo. Você abre a porta e praticamente já está dentro da piscina. Só não cai na água porque o bar está a esquerda. Ela vai me apresentabdo para as pessoas, que vão me beijando, me apertando a mão, me dando nojo. Pular na piscina de roupa e tudo. O filho tatuado e sarado conta como vai ser bacana casar com alguém chamada Poli na Inglaterra. Descubro que Poli é ou um cachorrinho toy que late pra mim desde a hora que eu cheguei ou uma mulherzinha magra, perfeita, boas tetas, bunda adequada e um ar de elegância que beira a idiotia. Começo a mostrar a língua primeiro pro cachorro depois pra moça sentada no banquinho, coluna ereta. Nessa o toy pira e eu descubro na bronca que ele chama Malaruche. Poli é a inglesinha mignon perfeita e com crises epilépticas controlada a duras penas pelos maiores neuro-cirurgiões de Oxford. Tenho certeza que embaixo da cabeleira loira há uma dúzia de cicatrizes. Poli, olhe minha língua, Poli, vamos foder na piscina, Poli, olhe a velocidade com que eu consigo mexer isso aqui, Poli, vai tomar no meio do teu cu a serviço da majestade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A família é grande. Não é a minha família. Dá a impressão de não ser a família de ninguém, mas uma cena que desgrudou de algum filme, outro carinha tatuado, pega o primeiro e se trancam no banheiro, uma velha que bate no peito e repete aos brados "Vou fazer 90 anos em abril", e um grupo assustador de senhoras uns bons saltos além da meia-idade. Todas com a mesma cor de pele. Montam a armação em meio-círculo. Olham pra mim. Penso em correr, Malaruche late selvagem e antes que eu possa chutá-lo da barra da minha calça, lá estão as senhoras, em uma estratégia de ataque pra Sun Tsu nenhum botar defeito. Estou cercado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, você bebe alguma coisa, querido ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim...sim...uísque....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, estamos todas tão transtornadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, a doença do Dingo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Dingo ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, meu marido - não sei qual delas deu a resposta. Ou todas elas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sei. Grande Dingo. Obrigado. Sem gelo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, sirva-se, deixei a garrafa ali...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saco bem onde é o "ali". E acolá, os copos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, mas ele está recebendo três vezes por semana a visita de uma terapeuta floral, que aplica cristais sobre os chakras. Você sabe, a gente pode curar a nossa vida. Soube que você adora ler. Que é escritor. Já leu Louise Hay ? A Gasparetto sempre diz que a gente precisa deslocar a energia da morte para onde está a vida...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Onde está a vida?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah ! Você é ótimo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, ele é ótimo !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, você surfa ? Todos nossos filhos surfam. Só na surfa a Cris, tadinha, ela tem diabetes, bulimia. Mas está noiva. Deve se casar em Estocolmo. Para uma moça com tantos problemas até que Estocolmo já é alguma coisa, né querido ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sem dúvida. Já vejo o slogan "Eu como em Estocolmo: Patrocínio Insulinas de Porco". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, deve ser humor, né ? Dizem que os escritores...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Cadê o Dingo? Gostaria de vê-lo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, bem, ah, ele fica em um dos quartos lá em cima. A gente não quer misturar o clima festivo com toda essa tristeza. Mas a cada hora uma de nós sobe lá e faz um carinho, lê um pedaço de um bom livro de Salmos Dos Anjos Cabalísticos, limpa o dreno dele e levamos verduras, muitas verduras. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É. Eu realmente gostaria de vê-lo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, um dos meninos leva você. Meninos ? Meninos ? Poli...i don't see...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O quarto lá em cima. Não se preocupem. Poli pode rachar. Eu me viro. Não se preocupem em levar nada pro Dingo. O Maraluche também precisa de atenção. Né, verme ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Au au au au au au !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, Maraluche, pare lindo !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Au au au au au au au au au au au !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A garrafa de uísque. Os copos. Questão de dar um salto e distrair...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Maraluche, seu bostinha, pegue isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E lá se foi o coisinha atrás do cigarro. As mamães atrás. Minha oportunidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, ah !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, é um biscoito, que gentil !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, é um cigarro ! Larga Maraluche, não engole !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, engoliu !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, ele está ficando com os pêlos azuis...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu já estava na escada. E armado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tranquei a porta por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O quarto fedia merda, bile, verduras da semana passada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abri a janela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá embaixo, uma correria danada e depois silêncio. Pobre Maraluche. Veterinários existem também pra isso. Cães fumantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim, Dingo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deitado na cama.Roxos por todo corpo, pernas inchadas, um cano transparente que saia de sua barriga enorme e babava um líquido negro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Dingo, abre o olho. Sei que você não está dormindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda de olho fechado:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que você quer ? Não respeita um doente terminal ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quero matar essa garrafa de uísque com você. É do bom. Um dos seus, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na hora ficou esperto. Agitou. Babou um pouco no canto dos lábios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Puxei a poltrona e trouxe pra perto da cama. Me servi e depois coloquei uma boa dose pra ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Deixa eu te ajudar. Mais uns travesseiros. Você babando me enoja, Dingo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso, assim, assim está bom...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tim Tim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tim Tim. Quem é você ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O marido da sobrinha que você meteu ano passado, Dingo. Ela estava se separando, você aconselhou. Uma semana antes do carnaval. Ela voltou pra casa. Uma quantia de grana alta apareceu na nossa conta conjunta. Eu saquei tudo, a trepada e a grana, antes que ela pudesse se tocar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu juro...eu nunca iria...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Dingo. Pare. Vou chamar a sua terapeuta dos cristais. Relaxe. Somos do mesmo tipo. Só que você vai morrer em algumas horas e eu vou continuar por aí.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...você é o tal escritor que não presta, que faz a coitadinha da....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Dingo, Dingo. Você está me irritando. Só vim tomar uns uísques com você. Juro que esse papo de saladas está te trazendo o inferno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Né não ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pior que está, cara. Vai me serve outra dose.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Boa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quer dizer que você ficou com a grana. Que grande filho da puta !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Somos, meu amigo, somos. Mas apliquei bem o seu dinheiro. Coleções completas. Flaubert. Balzac. E discos. Que discos. Bem diferente dos seus moleques que gastam em pó, pranchas e gostosinhas que nem sabem que você existe. E nem querem saber.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porra. Pior que é verdade. Me acende um cigarro desses.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pega o meu. Acendo um pra mim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah....que delícia !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Traga bem. Aproveita. Mas o maço tá cheio. Tem mais de onde veio esse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ótimo. O que é um peido pra quem já está todo cagado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Gostei dessa. Posso usar em um dos meus livros ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro. Se no inferno tiver biblioteca tenho certeza que os seus textos passados, presentes e futuros estarão por lá. Pelo que ela me contou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ela não sabe me ler direito. Se você ainda tivesse tempo eu me recomendaria pra sua ociosidade. Mas imagino que morrer dá um trabalhão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nem te conto. Mas chega sua hora. Mais uma dose, por favor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Toma. Caprichada. Pois é, Dingo, mas quando chegar minha hora, espero não estar cercado de gente tão escrota quanto você. Que merda de circo é esse ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como você acha que eu fiquei rico, moleque?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Uma das donas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bingo. Você continua pobre porque casou com mulher bonita. E bem gostosa. Boas lembranças dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você prefere que eu peça pra ela subir te bater uma punhetinha ou quer ficar aqui bebendo. Se bem que não sei se ela também não foi acompanhar aquele cachorrinho viado até o pronto-socorro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O toy ? Pronto-socorro ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Dei um desses cigarros pra ele comer. São fortes, né ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Gosto de você, garoto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E eu gosto de você, Dingo. Vira aí. Nunca comi um cu com icterícia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que foda. Só rindo. Acho que é mais ou menos assim o jeitão que gente como a gente morre, não foge muito disso, rapaz. Filhos estúpidos, coleção de esposas, amantes, sócio do Iate Clube, uma pilantragem aqui outra ali e quando viu, pumba, já era.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Deixa disso, Dingo. Louise Ray sempre diz, "você pode curar a sua vida".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Caralho, seu merdinha. Se eu pudesse me levantar daqui te enchia de porrada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como não pode a gente continua bebendo, fumando e eu esperando você morrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou sentimental. Virei um velho bostalhão sentimental. Você tem idade pra ser meu filho. sem sarro agora, imagine que dupla. Hein ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu teria medo de nós dois juntos, Dingo. Iria ser foda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pobres mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pobre humanidade, Dingo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Boa. Serve outra. Tá dando um sono bom.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O plantonista achou um cigarro dentro da porra do cachorro. Eu pedi pra ver. Era da sua marca. Do seu fedor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Amor, o vício é mesmo uma coisa triste.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sei. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Relaxa, gata. Apenas continue dirigindo, a brisa está uma delícia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pra quem não queria ir, até que você está com uma cara ótima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Gostei do Dingo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sério ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Muito sério.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu deveria estar mesmo com uma cara ótima. O bolso de trás da calça melhor ainda. O cheque de Rodrigo Alcantâra de Menezes. O Dingo. A letra tremida um pouco, mas eu ajudara com um apoio. Assinou me chamando de "filho" e chorando. Eu agradeço a quantidade de zeros, Dingo. Só espero não chorar no final. E se chorar também ? Alguém tem alguma coisa com isso ? Pois então, fodam-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;° &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-5858377608135782846?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/5858377608135782846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=5858377608135782846' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5858377608135782846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5858377608135782846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/12/o-porre-dos-malacos.html' title='O Porre dos Malacos.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/R3KlsDAYH4I/AAAAAAAAAHI/TUgOUPfhWjg/s72-c/uisque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-3608411647950492771</id><published>2007-11-24T10:08:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:09.816-03:00</updated><title type='text'>A Noite da Tertúlia.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/R0gim_8oYPI/AAAAAAAAAGY/mrnUjjnvomk/s1600-h/Noite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136393428412162290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/R0gim_8oYPI/AAAAAAAAAGY/mrnUjjnvomk/s320/Noite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagens próprias, imagens alheias, o espelho esfumaçado, cheiro de sabonete, papel higiênico respingado. Enquanto em algum lugar, do outro lado do telefone faringe inflamada ( cigarro filtro branco), você lambe restos de sol, eu não posso evitar as junções: o sabonete limpa, o corpo suja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De noite não, ah de noite não. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rendinhas: vou com os dentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De noite não: teu corpo é teu papo de alma e o que se torna palpável é porção de mágica, mas vem cá, enfia a língua entre meus dedos, no vão dos prédios ( dormem ? amam ? amarram cordas no chuveiro ?), no vão entre meus dentes. Na sombra atrás da banca de jornal, sou cancioneiro gitano, como Lorca, mas sem ter a rigidez regida: os astros estão brilhando na ponta de seus pêlos e apenas aí, movimento de marés, arrebentação quente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na noite sim, umidifica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mais palpável é um abraço troncho que te dou e nos leva ao chão, escoriações e arranhões anônimos, risos: renomear o corpo, caos vocabular de anatomia, neologismos inaudíveis para táxis que por muito não nos atropelam ( "i have money", você tem tatuado ironicamente, globalização de varas verdes nesses arredores sertanejos, bem ali, no pinga-pinga, pisca, da pelve), a cabeça agora se chama "coroa", os pés ( ah, os pés, chinelinho que te escapa, mordido pelo bueiro, jacaré autômato e sacana) se chamam "obra por vir de língua".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E me diz no vão dos fios ao céu pendentes, me diz amorico, levantar pra que?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fazer aos olhos do deserto noturno ( passa sim alguém, um gavião negro de olhos empedrados e fascinantes) a falcatrua de que não somos tronchos ? Que não reinventamos descaradamente o nome de tudo que nos interessa e só a nós nos interessamos por nós? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mundo é uma cama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De noite, bem de noite, eu sei, você insinua saber, com esse umidificar palpável que acelera fantasias prenhes na velocidade além da pobre, vaidosinha coitada, luz. Afinal, é de noite.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rendinhas no meu estômago, o cheiro do sabonete tesão agora, liga os olhos do gavião que se faz metrô adormecido, lâmpadas esquecidas, meio assim como obra de arte: luminosidade que ninguém vê, fora a mão burocrática de chave que ainda, bem ali, naquele prédio que ronca trovões no para-raios, dorme o responsável por aqueles que acham alguma utilidade em se levantar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não, deixa lá o chinelinho, entrega o outro para a escada, que hora dessas, só desce, infinitamente, só desce capacetes de anjos decapitados, entre galhos inicialmente tímidos, que logo, escute o som gralhar, se tornam mata densa, irretocável: a descoberta de um continente, dois dedos no sexo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chinelinho alimento de bicharada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E meu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;entrar aqui em você é alimento ( noite arranhada, disco vinil),&lt;/div&gt;&lt;div&gt;para dois bichos que ao invés de fisiologia factual,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sabem das duas únicas coisas naturais:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fantasia e memória, assim se respira, assim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-3608411647950492771?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/3608411647950492771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=3608411647950492771' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/3608411647950492771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/3608411647950492771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/11/noite-da-tertlia.html' title='A Noite da Tertúlia.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/R0gim_8oYPI/AAAAAAAAAGY/mrnUjjnvomk/s72-c/Noite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-1009397802992175312</id><published>2007-08-19T12:20:00.001-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:10.051-03:00</updated><title type='text'>Os Adúlteros.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rshf7djG2sI/AAAAAAAAAFQ/t6S6FQR49Eg/s1600-h/cigarro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100432053145885378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rshf7djG2sI/AAAAAAAAAFQ/t6S6FQR49Eg/s400/cigarro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entra, senta, quer ouvir um som, tomar um café, ainda é cedo pra uma cerveja, beber agora te lembra a culpa de estar aqui ?&lt;br /&gt;Seguro você pelas pernas, quase cai, grita mesmo, levanto e te colo na parede, só entende o que acontece quando com a língua puxo de lado a calcinha e vou lambendo de boca inteira, rosto: com um dedo, você me ajuda.&lt;br /&gt;Cheiro e gosto de quem se preparou pra isso. Quero molhar até tirar restos de sabonete e intimidades de farmácia. Agarra meu cabelo onde nascem e minha nuca, tua unha, sangra. Xingo tua mãe, teu pai, teu marido e te jogo no sofá, levanto tua bunda e meto. Você goza em alguns segundos e me diz que pare, que quer conversar, que talvez posso descartar a imagem das responsabilidades, caso bata um papo. Bato sim, bato uma, três, várias vezes e você goza de novo quando puxo tua cabeleira.&lt;br /&gt;Saio correndo e esporro pela janela do apartamento. Lá embaixo, o ponto de táxi, a padaria, o sebo de livros.&lt;br /&gt;Pego duas cervejas. Bebo a minha e depois bebo a sua, antes que esquente: você abraça os joelhos e finge dormir.&lt;br /&gt;- Não é cedo para você estar bebendo ? Eu deveria mesmo estar aqui? E o tempo para pensar em todos prós e contras ?&lt;br /&gt;- Você está sentada em cima do maço de cigarros. Passa aqui, por favor.&lt;br /&gt;- Toma. Pega uma bem gelada pra mim. Tem uísque ?&lt;br /&gt;No banho, como você por trás. Lambe o azulejo, cerâmica insuflada. Temperatura de arrepio e descamação da pele.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Telefona e parece que no escritório as pessoas acreditam na história. Eu não tenho para quem telefonar. Faço a barba e você corre pra me abraçar.&lt;br /&gt;- Coloca um som bem legal ? Agitado. Quero dançar! Como estou feliz, amor...&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;O dia está ensolarado e nós de mãos dadas, você balança nossos braços e conta mil coisas sobre umas conquistas, um curso de alemão, e a tese de doutorado. E como sempre gostou de ler minhas coisas.&lt;br /&gt;- O que é sempre ?&lt;br /&gt;- Seu chato ! Me compra um pão de queijo!&lt;br /&gt;Rimos juntos e a criançada chuta bola no muro do cemitério municipal. Parece que nada pode andar para trás, imagino seus pés escorregando no suor da sandália e tenho outra ereção. Mas ali estão seus pés e eu não preciso imaginar porra alguma. Me ajoelho na calçada e beijo cada um dos seus dedos, acaricio as panturrilhas e elas são caules sagrados. A criançada ri. Eu rolo no chão e finjo uma convulsão. Você manda beijos para todos que passam. Ônibus buzina, a tia da banca de jornal bate palmas. E mais que tudo, preciso caçar um pão de queijo em algum lugar que te mereça.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Vamos viajar. Vamos comprar um gato. Vamos nadar no mar.&lt;br /&gt;Vamos correr no parque. Vamos cair com tudo no gramado. Vamos rolar ladeira.&lt;br /&gt;Te faço barriga, te faço um livro novo.&lt;br /&gt;Me faz um sorriso teu.&lt;br /&gt;E me diz onde compramos parênteses para colocar no tempo.&lt;br /&gt;Dentro da lanchonete está escuro. Você engole coca-cola. Eu engulo a seco.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está legal, amoreco ?&lt;br /&gt;- Vamos voltar pro apartamento.&lt;br /&gt;- Tarado !&lt;br /&gt;- Linda...desde a lanchonete. Já demos volta no quarteirão de cima, vimos as vitrines e comprei essa rosa...&lt;br /&gt;- Maravilhosa.&lt;br /&gt;- Tem um cara seguindo a gente.&lt;br /&gt;- Puta que o pariu. Não brinca.&lt;br /&gt;Você começa a olhar para trás. Belisco seu braço.&lt;br /&gt;- Faz o que eu mandar.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O andar está escuro. Apenas a luz vermelha do interruptor. O elevador vem contando os número na parede. E chega. O tipo: alto, blusão imitando couro e manca um pouco da perna direita. Antes que ele possa acender a luz, é nela que eu pulo, colocando meu peso contra o joelho. Um grito e caímos no chão. O elevador desce e tudo escurece. Alguém ouviu o merda berrando. Segura minha garganta e além dos dedos, tem algo frio. Uma lâmina. Chuto com força o joelho, estamos escorregando no piso liso. Ele sente a dor, mas não desiste de aproximar o canivete da minha cara. O motor de elevador treme, zumbe. Preciso soltar um dos braços pra fazer apenas uma coisa e tem que ser rápido. Ele corta uma tira da minha orelha antes que eu arrebente sua cabeça contra a porta de incêndio. Após três pancadas, ele pára de respirar. O elevador ficou parado três andares abaixo.&lt;br /&gt;Toco a campainha e você abre imediatamente. Ao contrário do que eu esperava, você não grita. Me ajuda a carregar o corpo.&lt;br /&gt;Limpa o sangue e os ossos lá fora, enquanto eu ajeito o sujeito no banheiro da empregada.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;- Meu marido sabe.&lt;br /&gt;- Ele desconfia. Só isso. O que ele tinha pra saber morreu com esse cara.&lt;br /&gt;- Não posso voltar. Ele me mata...&lt;br /&gt;- Você deve voltar. E chegar sorrindo. E trepar com ele.&lt;br /&gt;Parece que ela não pensou duas vezes antes de aceitar a idéia.&lt;br /&gt;- Vou. Mas e você. E o corpo desse filho-da-puta ?&lt;br /&gt;- Isso é comigo.&lt;br /&gt;- Jura ?&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;- Ai, meu Deus.&lt;br /&gt;- Vai amor, eu te ligo.&lt;br /&gt;- Você vai se livrar, né ?&lt;br /&gt;- Tenho alguns amigos. Espero até a noite. De madrugada não tem porteito. Tiramos ele daqui e levamos pro lixão. Fim de papo.&lt;br /&gt;- É bom eu ir rápido, cê não acha ?&lt;br /&gt;- Acho. Vai.&lt;br /&gt;- Te amo até o fim do mundo.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Vamos nos ver de novo ?&lt;br /&gt;- Com certeza.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Dou meia hora depois que ela saiu. Estou com o celular do morto ao meu lado. Na casa dela, eu sei bem, tem identificador de chamadas. Mato-grossenses cornos e com grana.&lt;br /&gt;A carteira de identidade: Macavú- Pernambuco.&lt;br /&gt;Isso me dá um sotaque.&lt;br /&gt;Poupo palavras para dizer que ela está limpa. Teve um almoço de negócios com o pessoal de um escritório, na praça de alimentação do shooping.&lt;br /&gt;"O som tá alto, Casimiro..."&lt;br /&gt;"Tô na rua."&lt;br /&gt;"Tem certeza de tudo ?"&lt;br /&gt;"Segui até o aereporto..."&lt;br /&gt;"Obrigado, Casimiro."&lt;br /&gt;"De nada, é meu serviço."&lt;br /&gt;"Você está estranho...não sente saudades de mim?"&lt;br /&gt;Fodeu.&lt;br /&gt;Lascou.&lt;br /&gt;"Sinto...claro, sinto demais sua falta..."&lt;br /&gt;"Você entende que não era ciúmes dela, não entende? É honra. Honra, meu cavalo. Você ainda é meu cavalo gostoso, Casimiro?"&lt;br /&gt;" Sempre."&lt;br /&gt;"Volta. Vamos passar o fim de semana na fazenda? Quero você me fodendo."&lt;br /&gt;"Quero comer mesmo esse rabo."&lt;br /&gt;"Assim que se fala...cavalo..."&lt;br /&gt;"Me espera na fazenda já? Me deu tesão arretado essa história toda."&lt;br /&gt;"Safado. Puto. Vou dispensar o pessoal do casarão."&lt;br /&gt;A passagem, a passagem....aqui.&lt;br /&gt;"Chego de noite."&lt;br /&gt;"Te espero de banho tomado, vem que teu urso tá querendo."&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Enquanto remexia nas roupas de Casimiro, encontrei tudo que precisava. Eu já tinha visitado aquela fazenda duas vezes. Foi na carteira que eu encontrei uma foto.&lt;br /&gt;Uma foto dela.&lt;br /&gt;E uma carta escrita em folha de caderno. Eu conhecia bem aquela letra.&lt;br /&gt;E aquele jeito bem puta de escrever.&lt;br /&gt;Ela dizia que o pau de Casimiro era o maior que já havia chupado.&lt;br /&gt;Que ela adorava quando ele esporrava na cara, nas tetas.&lt;br /&gt;Que fora o corno, só tinha ele.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Minha cabeça latejava enquanto eu arrumava uma mala pequena. Poucas coisas. Eu não tinha motivo pra demorar lá no Mato Grosso.&lt;br /&gt;Descobri que sou rápido para acertar algumas coisas.&lt;br /&gt;Pedi pra aeromoça um comprimido pra dor e uma cerveja.&lt;br /&gt;Dormi sorrindo, com uma sensação gostosa esquentando o peito.&lt;br /&gt;Algo como um sentido real pra vida.&lt;br /&gt;Ou a alegria do desprezo.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-1009397802992175312?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/1009397802992175312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=1009397802992175312' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1009397802992175312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1009397802992175312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/08/os-adlteros.html' title='Os Adúlteros.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rshf7djG2sI/AAAAAAAAAFQ/t6S6FQR49Eg/s72-c/cigarro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-2393951729389456122</id><published>2007-08-01T17:17:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:10.431-03:00</updated><title type='text'>O melhor casal do mundo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RrDqfz4_OiI/AAAAAAAAAEw/S-Uodc1aipY/s1600-h/casaltocando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093829010782108194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RrDqfz4_OiI/AAAAAAAAAEw/S-Uodc1aipY/s320/casaltocando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Quando os demiurgos cahuilla emergiram das trevas e quiseram dissipá-las, ambos começaram por extrair do próprio coração um cachimbo e um tabaco cuja fumaça expulsaria a escuridão reinante."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;("A oleira ciumenta",Claude Lévi-Strauss)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Antes que saia, você sabe que eu te amo, né ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Assim eu volto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não deixaria de ir por tão pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Posso fingir que a gente não entrou nessa apenas pela ironia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Simular uma negativa é dizer algum tipo de verdade que eu não consigo escutar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vou só trancar a porta, e telefonar pro síndico na praia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que a gente vai ficar fazendo aqui ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você sabe como funciona essa hora. Qualquer coisa que eu falar não será feita por pura birra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De ambos, que fique claro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Posso fumar aqui ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Está frio e eu não vou abrir a janela de madrugada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Obrigado, passe o isqueiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vem pegar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- "Vem pegar" sempre termina em sexo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você disse a palavra, a gente não vai fazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como as coisas ficaram tão complicadas ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você já imaginou a quantidade de conversas que estão inscritas dentro da gente ? Foi-se o tempo em que o decálogo resolvia tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu deixo de dizer o que quero para que você adivinhe, mas você se nega a adivinhar pra que eu me sinta menos óbvia, e isso melhora minha auto-estima, o que me dá coragem de dizer o que eu quero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E na hora que você toma coragem, eu decido ir embora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E apenas quando você gira as costas, gira a chave, abre a porta, abre o mundo, eu tenho coragem de dizer que eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Agora você me ama ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nem eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Amar tem um ranço que acaba matando o amor. Amar tem umas velas, umas bençãos, umas pizzas, uns projetos para as férias, umas enumerações cansativas, bem como o entardecer silencioso, que vai caindo sem que com isso tenha a força necessária pra desviar o curso da luz sobre as palavras na ponta da língua, mas elas não despencam nunca, elas nunca decidem por se espatifarem sobre o jardim, elas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não consegue ficar quieta ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não. E você ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Consigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então fique.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fico se eu quiser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu fico mil vezes mil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu fico mil vezes infinito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu fico infinito vezes infinito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que quer uma mulher ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Freud.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pense em alguma solução trágica para nós. Posso mesmo sair por essa porta e ir comprar uma arma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu gostaria muito, mas na hora que você virasse as costas, me assustasse com o prenúncio da ausência, abrisse a porta...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você diria que me ama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E você iria acreditar, afinal, nós dois sabemos muito bem como é encarar o mundo lá fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Taí. E se nós dois saíssemos? Fechamos tudo, arrumamos as malas, dividimos o dinheiro, e cada um vai pro seu lado, rodoviária, aeroporto, a motoneta a gente tira no par ou ímpar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Enquanto um arruma a mala...como seria a solidão do outro que espera, vários uísques com Miles Davis na sala ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Arrumamos ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O nosso armário não é tão grande.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nem mesmo o quarto, não caberia eu, você e o terror.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Concordamos em algo, afinal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Alguma coisa deve estar errada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, é isso mesmo. Lembra ? A gente sempre concorda com os pontos que não trazem solução alguma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É verdade. Agora mesmo. Nessa última concordância. Somos capazes de criar tratados, epopéias, sinfonias que versassem sobre os temas mais inúteis, como a tarde que vai caindo em silêncio, sem jogar alguma água sobre esse teu cigarro que se segue a outro e mais outro até que precisemos inventar de ir ao cinema, ver amigos, marcar uma reuniãozinha, encarar barzinho depois quem sabe pegar estrada para a praia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem sabe não. A gente sempre pega estrada para a praia. Compramos o apartamento lá para pegarmos inevitavelmente a maldita estrada para a praia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nem sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pronto. Taí. Você quer ir pra praia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não quero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Negar que quer ir é querer ir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você insiste tanto nessa que estou achando que quem quer ir pro barzinho e depois encarar a serra é você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E que tal se nós dois saíssemos pra juntos comprarmos a arma ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não entende nada de armas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem foi que disse ? Antes de te conhecer eu era muito crazy.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu entendo tudo de armas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu andava com uma turma super pirada, sem limites, a gente ouvia música, fazia orgia e todo fim de semana...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...Vocês iam para a praia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Algumas vezes a gente não ia. Você não sabe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desde quando a gente se vê lá no mar ? E aquela foto em preto e branco nossa, na estante dos vinis ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso não tem nada a ver, você não sabe se a gente se via mesmo todo fim de semana, é impossível fazer esse cálculo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O problema é que a sua turma era também a minha turma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como eles, os outros, se chamavam mesmo ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não vou dizer isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu digo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu te mato. A gente combinou. A gente disse aceito, aceito, amém, amém. Purificação do segredinho. Te mato !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mata nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porra, se mato...cala essa boca escrota, seu merda !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porque você acha que todos nossos filhos não vingaram ? Porque a caixa de gordura está entupida de tantos fetos ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pára ! Não tô ouvindo nha nha nhu nhu nha nha não tô ouvindo !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não paro. E você tá ouvindo sim !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você é doente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nós dois temos a cicatriz na barriga. Olha a sua, olha a sua, lá lá lá ! Eu vi ! Ninguém mais viu !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bobo ! Bobão !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Feia ! Coiseira !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Seu ...seu...mesa !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sua xixi de urubu !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vou chamar a mamãe, droga!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vou chamar o papai! E mais a vovó ! Eu vou, eu vou !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Voltou ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Voltei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você está bem ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acho que sim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não lembra de mais nada também ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nem uma gota de memória.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou leve pra caramba. O que é esse branco ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não faço idéia. Só sei que é bom. Vou lavar o carro pra gente pegar estrada. Vai fazer um fim de semana lindo, vi na internet. Barzinho antes ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Antes. Ah, e antes de você sair...quero dizer que te amo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desse jeito eu fico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fica nada... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-2393951729389456122?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/2393951729389456122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=2393951729389456122' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/2393951729389456122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/2393951729389456122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/08/o-melhor-casal-do-mundo.html' title='O melhor casal do mundo.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RrDqfz4_OiI/AAAAAAAAAEw/S-Uodc1aipY/s72-c/casaltocando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-1683200079506579088</id><published>2007-07-25T18:11:00.002-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:10.755-03:00</updated><title type='text'>Eu Pendendo Você: Caio em nós - ( ou Psico-Cigar )</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rqe9Ez4_OfI/AAAAAAAAAEY/-9TRL_gnRkc/s1600-h/psicocigarro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091245794111994354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rqe9Ez4_OfI/AAAAAAAAAEY/-9TRL_gnRkc/s400/psicocigarro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;(Foto: Paulo Castro )&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudades mentirinha de quando o barco( musgo na alma ? Só rindo...) pendia pra algum lado. Agora existe uma calmaria de miséria( os marinheiros pescam fantasias sob a forma de pedaços humanos plastificados), sobrando ao plural capitão pular no mar com a boca cheia de areia, espermartozóides e óvulos, nadar sem mastigar, sem deglutir, cantando uma canção apenas na mente. Mentirinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De forma que preciso aqui no navio de doadores e fornecedoras. Não precisam correr, já afundou, já chegamos no pé, agora é uma questão de querer ou não que a barcaça crie raízes e que com isso, constituamos em um futuro impreciso, algo que já se sabe falho: uma sociedade, alguma comunidade, férias com máquina fotográfica, horário para acordar, em que o breakbeast substitui o despertador de trabalho, convenhamos afinal: Proponho uma anti-Arca de Noé.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A fantasia é entendida pelo matema:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;$ &lt;&gt; a&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde $ é o sujeito barrado e "a" é o objeto perdido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sujeito barrado de que? Essa é fácil: pelo próprio princípio próprio que permite chamar alguém de "sujeito" e que entendamos do que se trata. Sem entender porra nenhuma, na verdade. Barrado pela linguagem. Que se permite o fato de um papo com café na padaria poder acontecer, permite também que a gente se saiba como limitado, nunca o sonho. Ou você acha que sonha apenas quando está dormindo, quando deixa de ser, por que ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que objeto perdido, cara pálida ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia você teve fome e deu que chorou. Pela primeira vez. E sua mãe te faz uma surpresona. Aparece com aquele tetão magnético. A coisa é tão boa que você pensa: Toda vez que eu chorar, vai aparecer algo assim, &lt;strong&gt;tão &lt;/strong&gt;bom ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E chora de novo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o que volta é o tetão. Só que você não quer ele. Você quer outra coisa: a surpresa, o gozo dessa novidade. Mas o mundo só te oferece tetão. Ou coisas que sejam substitutas de tetão( clássicos dos Rolling Stones, chocolate, coisas do tipo ). Mas nada mais que tenha tamanho impacto de surpresa satisfatória. O Objeto "a" é essa coisa que você não esperava e veio, e que depois que veio, nunca mais nada virá causar o mesmo. Lacan não disse, mas disso tudo, como podemos deduzir, decorre que após a sucção inicial, só nos resta o tédio e uns balões a cada aniversário. E presente de dia das crianças até sair da casa dos pais. Que pais ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem um pedaço de fogo na minha garganta. Bem cortado, dimensionado, medido. Ele não queima como poderia queimar, mas é tudo que tenho. É também o que me cala, ouvindo as pessoas, sem nada mais a acrescentar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem um pedaço de pessoas dentro da minha cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho medo de levar o fogo para cima e me tornar um assassino. Tenho pavor de trazer as pessoas para baixo e acabar engolindo o pouco de chama que me foi aventado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso que não sei o que dizer, por isso que também não te beijo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você entende ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É minha, de toda gente, natureza de perpétuo ovo de dragão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sujeito barrado, o sujeito que fala, escreve, pensa com imagens e palavras, está em constante relação com o tal objeto perdido. Essa relação que se chama fantasia. Mas olha só: a relação sugere o que ? Que uma coisa nunca vá se tornar outra, ou a equação some. A fantasia some. E se a fantasia não some é porque, novamente Stones, não existe satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca haverá mais. Só houve uma vez. Melhor seria se nunca tivesse ocorrido, então a palavra "esperança" não existiria, simples assim. Grande sacanagem aquela primeira mamada. Enorme trairagem da natureza. Mas se não tívessemos mamado, estaríamos mortos. Pois é. Aí que começo a rir até meus bagos virarem vaga-lumes: A vida viva é uma tremenda escrotidão. No dia em que inventarem a retirada desse câncer chamado fantasia, sou o zerinho na pesquisa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sobra outra questão: se há um relacionamento entre $ e "a", isso ocorre pois é possível transitar de $ até "a", o que podemos entender, mas também...de "a" até $.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Coceira em todo lugar eu já vi. Menos essa até agora, como me dar um nome depois de agora, sempre ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há duas semanas a parede do meu quarto começou a coçar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acordei com sede e não era líquido que matava, acordei suado e estava frio em todo canto, acordei ao lado de uma mulher que nunca conheci e ela disse "que foi, meu grande amor?". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comi a sede, queimei o suor e a pele, à mulher eu disse que a queria para todo sempre véu e amém, mas apenas se ela se submetesse a alguns meus caprichos particulares. Fugiu pela janela do apartamento, sem olhar para a frente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não era nada disso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vi a parede e ela coçava em mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Branca, o concreto aparecendo pela rachadura em forma de mapa-mundi por descobrir, era naquele rasgo que eu coçava-me outro. Prurido que não era dentro, que não era fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era no espaço entre eu e a parede. Branca e fixa, pois é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha avó falava antes de perder os dentes: "Comer e coçar é só começar".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prurido coisa boa: quanto mais eu enfiava as unhas na parede, mais a coisa ficava êxtase por fração de mínimo, de um bom ótimo além tanto tanto que vai pra lá da palavra e vive em um abismo entre meu umbigo e o primeiro átomo que deve existir logo após a parede, o primeiro pedaço de ar, a primeira instância da amputação do espaço que reconheço como meu, como eu, imagino. Que mundo explosão sem esforço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, eu tentei. Saí correndo, tomei o elevador, peguei a rua, saltos na corrida. Mas. Mas sei lá o quão longe, o bastante para que, fora da minha vista, dos meus dedos, da minha língua lambida nos inocentes cupins, paradoxo em cada olho chorando, eu sentisse a parede do apartamento me enlouquecendo de coceira lá nela e apenas nela em mim. Vomitei nos estrados das ruas e carros acamados de tanta movimentação, e minha última janta tinha o gosto que teria a palavra que falta aos amores todos antes do começo. Voltei deliciosamente, ou seja: em um misto de angústia e certeza de satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cavei o buracio na parede, no tempo em que estava livre de atender campainha, telefone, e-mails demandosos. Me encaxei nele, não sou pequeno, o tamanho fiz exato, sem o saber, no entanto. Nem aquele átomo exultante de sobra e falta. Não tenho mais como despencar para dentro ou tropeçar para fora. Estou preso. A bomba amarrada às minhas coxas vai explodir em três minutos. Com os dentes gemidos ares, trago os ponteiros do relógio anexado sempre ao três minutos. Toda vez que faltam apenas três segundos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A vida, saiba, precisa de um sentido para se viver". Como diria minha mãe, enterrando os dentes da avó na quente terra ao sol, lá do quintal confortável que não mais existe em nenhuma memória, nem jamais existiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Baudrillard vai fornecer a melhor interpretação dessa rota de fuga, do objeto "a" até o sujeito barrado. Não sei se Baudrillard sabe disso, mas eu sei. Quando ele diz que os objetos se vingam, finalmente de nós. Apenas acho que ele deixa algo atemporal como sendo contemporâneo. A vingança do objeto sempre existiu. Vejamos a lei da ação-reação, mas sem ingenuidade. Batemos em um objeto e ele devolve a pancada. Mas o que nos fez escolher aquele objeto para nosso soco ? Apenas a proximidade ? Não sabemos a razão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não saber é que algo escapa da nossa capacidade de significar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que escapa ? O que não pode ser dito, o que é a materialidade da linguagem. Lacan chama também o objeto "a" de "materialidade da linguagem", ou letra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso mesmo: achamos que escolhemos, mas quem nos escolhe, de uma forma misteriosa, ancestral, visceral na coisa, é o objeto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o objeto nos ataca ( $ &lt;-- a ), somos nós os objetos: somos o absurdo. O vácuo sem fim de um objeto besta atacando e sendo atacado por outros objetos ridículos para todo sempre, geração a geração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A análise calma da equação fantasiosa nos prova, assim: Não existe essa ficção chamada sujeito. Não existe eu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não existe você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ops...o barco está afundando em direção ao céu. Alguém me passe apenas o filtro molhado de um cigarro ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"Esta linguagem é pura. No meio está uma fogueira&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;e a eternidade das mãos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Esta linguagem é colocada e extrema e cobre, com suas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;lâmpadas, todas as coisas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;As coisas que são uma só no plural dos nomes&lt;strong&gt;".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;(Herberto Helder&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;° &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-1683200079506579088?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/1683200079506579088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=1683200079506579088' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1683200079506579088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1683200079506579088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/07/eu-pendendo-voc-caio-em-ns-ou-psico.html' title='Eu Pendendo Você: Caio em nós - ( ou Psico-Cigar )'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rqe9Ez4_OfI/AAAAAAAAAEY/-9TRL_gnRkc/s72-c/psicocigarro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-4117517164524584180</id><published>2007-07-16T21:06:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:10.911-03:00</updated><title type='text'>Listinha Pela Não Edificação.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RpwIkkUFFEI/AAAAAAAAAEQ/ZdLJ34VS3zs/s1600-h/paulomeme.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087951103338026050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RpwIkkUFFEI/AAAAAAAAAEQ/ZdLJ34VS3zs/s400/paulomeme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muito bem. Fiquei sabendo há pouco sobre umas listinhas que estão acontecendo por aí, ( aí = mundo dos insinuantes e petulantes blogs literários, entre os quais introduzo o meu com ou sem trocadilhos) um jogo de montar listas dos livros que mais colocaram fogo nas cabeças dos escritores. Cinco livros, cinco escritores por blog. Isso mesmo, a idéia é a mesma da corrente, quebrou cai um dente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui, nesse jogo, não sei o que acontece no caso de quebra. O escritor nunca mais vai conseguir publicar um livro? Pode ser. O que em um bom número de casos, seria uma benção dos céus. Mas como quem escreve está meio que pouco se fudendo pros céus, eu me vejo diante de uma grande indiferença quanto às regras: Quais os meus 5 livros prediletos, canônicos ( Sacaneei, Harold Bloom !) , de toda minha inútil vida ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O escritor, antes de mais nada, tem duas profissões no mínimo: a primeira delas é ser obrigatoriamente um leitor. Não existe escritor que se preze que não leia. E ler é verbo amplo, passeia pelos clássicos ( mesmo se for para se engessar um pouco, conter ímpetos) e pelos contemporâneos ( mesmo que seja para dar uma rebolada tediosa em algum boteco da Vila Madalena), e faz de tudo para transformar contemporâneos em clássicos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dessa forma, como eleger apenas cinco ? Método : jogando pra cima. Pode ser. Eu peguei alguns que penso contribuir para quem vem aqui. Livros essencias, que eu me sinto a ala vontè para resenhar, e cuja leitura tenha uma boa dose de prazer, mais que de obrigação. Nem todos aqui são escritores, nem todos são obrigados a ler o que nós somos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resenhar no jogo que apresento, por convite-maldição de JEAN CANESQUI (&lt;a href="http://aoficinadodiabo.blogspot.com/"&gt;http://aoficinadodiabo.blogspot.com&lt;/a&gt;), que por sua vez foi forçado por ALEXANDRE HEREDIA, significa brincar com os textos. Não estou escrevendo para Veja. Nem para a EntreLivros, que meus netos me perdoem pelaquela triste vez. Vou falar o que bem entendo sobre os cinco escolhidos a dedo com esmo. Do jeito que eu quiser. Com o tesão que me deram, nos aspectos que me gritaram em ressonância com meu espelho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gente se espelha. Autores, outras histórias, mitos, lendas, maneiras de se relacionar e de morrer. As grandes histórias já foram contadas e não são muitas, na verdade, menos que cinco. Bem menos. O resto é variação, simulacro, alegoria e alguma safadeza mais ou menos esperta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os meus 5 livros estão fotografados por mim, aí acima, sobre um cobertor. Hoje chove aqui e faz frio. É para esse ambiente de calor que quero trazer essas histórias( optei apenas por romances, já que não vi, nos outros dois caras, ensaio, poesia, filosofia, física quântica ou atlas geográfico...não sou eu que vou quebrar muitas regras de tão literata corrente), essas frases, essas letras e quem por ventura pintar aqui durante o tempo de permanência do atual post. Aconchego, paixão por esses autores. E pelos leitores que venham a se apaixonar também por eles. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim da minha lista ( chamada no jogo de Meme) invocarei o nome de 5 escritores que tenham blog, para continuarem o Big Brother Acadêmico Diletante. Confiram, sigam, acompanhem. Obviamente, vou privilegiar amigos. Quero cuidar bem dos meus livros: que tenham boa vizinhança é o mínimo pelo que posso lutar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ok. Vamos aos atores principais e seus atos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;____________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1) Um Copo de Cólera - Raduan Nassar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Raduan foi um grande escritor, apesar de ainda estar vivo. Uma personagem minha ganhou seu nome. Ele não é mais um escritor. Parou com tudo e virou Rimbaud bucólico. É o único autor brasileiro da minha lista, o que deve servir para mostrar o grau de meu otimismo ufânico. "O Copo" é seu livro mais fininho. Quase escolar de férias. Mas é um impacto sobre a maneira como até então foi descrita relação amorosa. Homem e Mulher. Uma chácara. Sozinhos por dias. Eles se amam, eles sentem tesão um no outro. E muita, mas muita raiva. A raiva que só o amor faz suportar para esquentar o ventre. Raduan descreve de forma a causar asma satírica no leitor. Falta ar, chia o peito e ainda endurece a pica. Teve o filme do mesmo nome, fez um certo furor: o casalzinho lá parece que trepa mesmo na frente da lente. Mas que nada, sai da minha frente que eu quero passar e ficar bem bêbado infinitas leituras com o copo de cólera. Ou seja, nunca mais me apaixonei do mesmo jeito. Quem viveu sabe e a delagacia da mulher também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;______________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2) Trópico de Capricórnio - Henry Miller.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falar de um livro de Henry Miller é falar de todos dele. O único autor em que eu perdoei a mesmice. Ele é o si mesmo de cada linha. Que porra de eu-lírico o cacete. Que meio história autobiográfica, se melhorando nos azeites. Ele não: fazia questão de se piorar. O que não pensem os incautos, fazia dele um imoral. O homem que se condena em público é o mais moralista de todos. Um dia, pra quem não entendeu, eu explico. Tanto faz se de Capricórnio, Câncer, Sexus, Plexus, Nexus, Primavera Negra, tudo a mesma merda maravilhosa. O escritor que não desiste de ser ele mesmo. E de ser escritor. De amar as mulheres. Magoar as mesmas. Subir aos céus com os amigos ( Miller, como disse Érica Jung, antes de um pornógrafo, é um místico). E trair, na próxima página, os mesmos amigos. Como, sendo tão inseto, o humano é ainda o maior barato que existe ? Miller prova. Eu tive problemas com a bebida na época em que o li. Eu achei que vivia entre Paris e Nova York. Eu mandei minha mulher mudar de nome. Eu mudei de nome. Eu recomendo essa danação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3) Almoço Nu - William Burroughs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitos erram sobre Burroghs e sobre a "Geração Beat". Foram autores muito diferentes entre si, com livros muito heterogêneos no mesmo autor. Mas talvez "Naked Lunch" seja o único imortal. E isso não é pouco. Raros livros escapam de uma tarja, de uma etiqueta, rótulo como vocês dizem. Burroughs escapou. E olha aqui, não há um escritor de hoje que não cobie em alguma muita coisa esse sacana. Mesmo que nunca tenha lido o mais infernal dos almoços. William, após matar a sua mulher acidentalmente ( ? - uma brincadeira [ ??? ] de Guillherme Tell com uma automática) escreveu isso aí. Drogas, barra pesada, homossexualismo, criação literária, espionagem, poesia, jazz, viagem para Tânger, surrealismo único, etc e mais alguns etcs. Como coube isso tudo em único livro e mesmo assim, manteve a pegada, se fez paradigma literário ? Pois é. Como diz a EmeTeVê, é por isso que "Almoço Nu" ocupa a nossa sei lá que posição. Para quem tá sem saco de ler, vale tanto quanto o filme baseado na obra, do David Cronemberg. Quem for esperto, injeta o livro e dá o bunda pro filme. Gozão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;______________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4) Viagem Ao Fim Da Noite - Louis Ferdinand Cèline.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O melhor escritor de língua francesa de todos os tempos e acabou. Fim de papo. Quem ? Proust ? Mallarmè ? Baudelaire ? Que nada. Cèline. E esse é o seu melhor livro. O que pegou que ninguém conhece o sujeito. Ueba, essa parte é boa. Ele foi o maior escritor anti-semita da história do nazismo. Sim, os próprios nazistas ficavam assustados com seus panfletos contra os judeus. Isso me soa engraçado. Os próprios nazistas. Se para você soa assustador, relax. No "Viagem" não há essa pregação. É literatura em sua máxima potência. Um homem que do nada ( mesmo, sem chances ao psicologismo) resolve virar soldado e ir pra guerra, nesse caso, a Primeira, sem acreditar em porra nenhuma. Não é um romance histórico, nem fudendo. É menos histórico que A Divina Comédia, só que Cèline escrevia bem melhor que o Dante. Corrosão, sobrevivência e colhões de aço. É com ele mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;______________________________ &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5) 120 Dias de Sodoma - Marquês de Sade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos acima são filhos desse livro. Aliás, todos nós, homens, mulheres, bestas, bancários, menopausadas, escrotos, psicanalistas, enfim, a corja humana toda é filha de Sade. Um livro que se passa em 120 dias. E pra que tanto ? "Ulisses" de James Joyce é apenas um dia e por isso mesmo é genial ! Tá, ok. Mas Joyce não seria capaz de enumerar, profetizar, literalmente mesmo esporrar, cagar, mijar, assassinar em cima de cada uma das todas taras humanas. Pensei em todas que já cometi, as que tenho vontade, as que tenho nojo, as que nunca pensei até então. Pois é. Estão todas lá. Quando o Marquês escreveu a história de nossos "heróis" libertinos, estava preso na então Bastilha. Na confusão revolucionaria e punitiva, achou que o livro tivesse sido perdido para sempre. E assim, todos os seus livros seguintes foram reflexos melancólicos de "120". Mas não se perderam. Foram bem escondidinhos. Livro mais maldito nunca houve e nunca haverá. Por isso sumiu. Na ascendência do modernismo europeu, uns doidos fizeram a coisa vir à tona. Ninguém mais sobre a Terra, mesmo que não leia, poderá ser salvo. Que bom. Mais divertido assim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_____&lt;/div&gt;&lt;div&gt;º&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso aí.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, vamos as nomes dos próximos no joguinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixe-me escolher...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;ESCOLHIDOS ( Favor segui-lôs, são ótimos para o fim proposto) :&lt;/div&gt;&lt;div&gt;--------------&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Grazzi Yatña : &lt;a href="http://grazziencontro.blogspot.com/"&gt;http://grazziencontro.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;__________&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Carol Custódio : &lt;a href="http://naselva.com/carol"&gt;http://naselva.com/carol&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;__________&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Carlos Bruni :&lt;a href="http://www.c.bruni.blog.uol.com.br/"&gt;http://www.c.bruni.blog.uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;__________&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bela Figueiredo : &lt;a href="http://acadelanalogica.blogspot.com/"&gt;http://acadelanalogica.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;__________&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ricardo Wagner : &lt;a href="http://prodigus.blogspot.com/"&gt;http://prodigus.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;___________&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-4117517164524584180?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/4117517164524584180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=4117517164524584180' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4117517164524584180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4117517164524584180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/07/listinha-pela-no-edificao.html' title='Listinha Pela Não Edificação.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RpwIkkUFFEI/AAAAAAAAAEQ/ZdLJ34VS3zs/s72-c/paulomeme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-7292257556988874385</id><published>2007-07-11T16:34:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:11.365-03:00</updated><title type='text'>Simone e o amor.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RpUxRDnSM7I/AAAAAAAAAEI/otxCac5okGQ/s1600-h/gesto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086025523282457522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RpUxRDnSM7I/AAAAAAAAAEI/otxCac5okGQ/s320/gesto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(foto: Paulo Castro )&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais que um ato, o gesto. Mais que o repouso, um abandono. Simone espera que eu conte sobre os "melhores anos" de sua mãe, aqueles em que interrompe a feitura do mais cotidiano dos diários, com a derradeira anotação: "Acho que amanhã vou conhecer o homem da minha vida". Nesses anos em que Simone estudara em Roma, com o mesmo tom de farsa que agora, no encontro, está ausente. Daqueles tempos em que sua mãe desaparecera, ao que tudo indica, por causa de "outro homem", que não seu pai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já adulta- e bonita, alta, delgada, feita de ângulos de captação do meu olhar( ponho e pus a culpa na imagem fora de mim, não cedendo à ânsia do suor, nas mãos e pés, sapato apertado que lateja, dedos sem anéis que garroteiam uns aos outros : devo parecer o que sou, antepassado), sentada diante de mim naquele restaurante em que almoçam todos os viajantes da estrada tumultuosa. Já grandinha - e tinha olhos e lábios, deste modo - para entender que certas escolhas acaloradas da vida é que definem as vírgulas de um sintético epitáfio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas desafia-me, Simone, a preencher com o que eu teria para contar, nada menos que o verbo lapidar. Tento segurar a pompa dentro do peito insuflado: veja isso, Simone, que palavra é essa, veja que adjetivo, diante da humanidade que você me obriga, lapidar. Quem sabe verbo, se eu pudesse requerer uma biografia da minha intimidade obscura. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Tem aí alguma fotografia daquela época?" - reinado de seu cigarro assoprado e disperso no ventilador de teto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Umas memórias, pretensões passadas, eu acho".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Conte o que lembra, mesmo que trema desse jeito."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Um cigarro...do teu?".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O diálogo é um vício ao qual nunca me entreguei. Mesmo a mãe de Simone ficava perplexa com a maneira com que eu resistia à sonoridade de significar alguma coisa, dessas de restaurantes e estradas ainda sem objetivo. Mas terá sido como a vida de Simone em Roma? Quantos amantes? De que forma desenvolvera esse ar de hostilidade na carne? Resisto, segurando na pompa, a fumaça cinzenta. E cruzando na altura de minha boca, erosão e secura, tensas, lacradas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém, sinto que se eu não disser nada, nada oferecer, um resto de significado cuspido pela garganta, ela pode mais que apenas fugir, Simone, fugir de mim:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Que milagre, as páginas amarelas, pensar que você me achou e que...".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Quero folhear agora as páginas amareladas".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei que gatilho foi disparado bem no frio da barriga, mas explodiu em gargalhada, dessas sem explicação nem causa, sem galho ou laço. Uma daquelas risadas tossidas, de modo que em lágrimas, Simone se desfaz em curvas fechadas, luminares, na minha frente. Que até me falte o ar, assim respiro aliviado em algum outro lugar interno, mas não suma, Simone. Até que vem a batida grave e repetida nas costas, o garçom me salva do que, com certeza, interpretou ser um engasgo fatal. Aponto as azeitonas empapadas em óleo, intocadas entre eu e ela, como se com isso, explicasse tudo, a geração do universo, das espécies, infâmia e traição. Azeitonas roxas. Que no entando, nada têm a dizer sobre a mãe do inquérito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vendo que estendo a mão por tempo demais, teatral indignação, o pires já nem mais ali na mesa, recolho-me em braços cruzados e coriza. Mais ainda, me abraço e enfio os dedos nas omoplatas que eu não me sabia tão curvas0. Se não estivesse com algo como febre, eu estaria muito sozinho com Simone. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Você está bem?".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Acho que não tenho nenhum atestado para me salvar dessa vez, sabe, a loucura, quem dera ser expatriado, colocado em caixa de papelão, nos arrebaldes da cidade, fechado e lacrado com fita grossa, até que perdesse - veja bem - não a esperança, mas o receio em ser encontrado. E se algum viajante exaltado de caos resolvesse ali enfiar sua faca, quem poderia me condenar se eu tivesse outro ataque de riso, como esse de agora mesmo ?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar do meu empenho, Simone não riu da piada. Saiu do seu abandono e gesto de ser angulosa, lisa, de uma irritação dissimulada em compassividade, apoiando os cotevelos na mesa, quase pronta a morder, ágil em não haver mais distância entre eu e sua seriedade bonita, assustadora, prenúncio de que entrava em embates dos quais saia apenas um para contar a história. Uma constatação confirmada da suspeita. E assombrosa. De todo modo, eu poderia lamber a sua testa nesse momento, enquanto ainda estávamos a dois, vivos. E finalmente, o restaurante na beira do nada voltou a fazer barulho de existir, mesmo o mundo, os carros e ônibus estacionados lá fora, a menina que chorava: leva tapa na cabeça mas não larga da mãozinha o molho confuso e magnético de coloridas fitas de Nossa Senhora Aparecida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu realmente quero saber da minha mãe. Não pense que foi fácil achar você".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela desejava mesmo entrar no mérito da dança. Que fôssemos. Eu, do meu lado, já não tinha lá muito o que temer, nem ao menos a piedade, amor à vida, como dizem os que andam nos acostamentos de mais além. Tirei os pés dos sapatos, sem reticências, no chão frio da vontade de avançar:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Simone. Ouça, Simone. Tudo que ela foi, é você. Idênticas aos meus olhos. Mesmos gestos, além da petulância desrespeitosa. E já que é tudo isso, me deixe então falar. Sobre o amor. O amor, Simone. E o susto que daí sempre decorre, Simone. E você, suponho que aceite. Uma nova e repetida aventura, de certo..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora não tem mais o que achar ou supor. Eu tentei lhe proteger, até obssessivamente, Simone. Minha Simone. Agora. Minha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;° &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-7292257556988874385?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/7292257556988874385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=7292257556988874385' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7292257556988874385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7292257556988874385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/07/simone-e-o-amor.html' title='Simone e o amor.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RpUxRDnSM7I/AAAAAAAAAEI/otxCac5okGQ/s72-c/gesto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-5153971380768865170</id><published>2007-07-04T13:53:00.001-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:11.511-03:00</updated><title type='text'>Pop Curtinhas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RovfzznSM5I/AAAAAAAAAD4/Oi5pXGxCCTU/s1600-h/popcurtas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083402685539038098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RovfzznSM5I/AAAAAAAAAD4/Oi5pXGxCCTU/s320/popcurtas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fui numa festa já faz um tempo, em que havia um nenem e muita gente louca.&lt;br /&gt;Os pais estavam pisando no teto, e eu na falta do que fazer, fui ver aquilo: os vinis.&lt;br /&gt;Esse povinho chapado sempre tem vinis.&lt;br /&gt;Agora resolveram que querem ter filhos e conta no banco.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Fico muito preocupado com o destino do rock and roll nacional.&lt;br /&gt;Claro que existe uma exceção: o rockinho gaúcho.&lt;br /&gt;Como tudo que vem lá do sul, a coisa é bem bacana.&lt;br /&gt;Tipos como Frank Jorge, Graforréia e principalmente o Júpiter Maçã.&lt;br /&gt;Aqui, todas as citações serão de demos do Júpiter.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;"Me faz sorrir...me faz gozar&lt;br /&gt;Eu vi a minha namorada saindo do banheiro com mais três caras&lt;br /&gt;mas sim, ela sabe o que faz"&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Outras festas, do tempo da faculdade, a gente tomava vinho e dançava as músicas mais óbvias.&lt;br /&gt;E esquecia que fazia a tal da faculdade.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;"Quando você der pra outro cara,&lt;br /&gt;Lembre-se que alguém se masturba&lt;br /&gt;Alguém do outro lado da cidade&lt;br /&gt;Se sente em sintonia e pensa em você&lt;br /&gt;Estou ligado na sua&lt;br /&gt;Essência interior"&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Eu tenho uma filha e comprei um mp4 para ela de aniversário.&lt;br /&gt;Nos aniversários dela, desde o nascimento,&lt;br /&gt;existe Fanta, Coca-Cola, Bolo de Chocolate e um de morango que é um arraso.&lt;br /&gt;Ela ouve rock and roll no mp4 e eu fico orgulhoso.&lt;br /&gt;Como bom pai, fuço no mp4 dela, pra ver se não há lixo.&lt;br /&gt;Ainda bem que não encontro nenhuma faixa do Cd. MTV ao vivo 5 bandas.&lt;br /&gt;Frenso, Hateen, For-Fun, NX-Zero e Moptop.&lt;br /&gt;É uma coleção do que há de pior.&lt;br /&gt;As rimas são feitas de gerúndios compulsivos.&lt;br /&gt;A última faixa, é "O Rock acabou?".&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Ah, músicas originais de Júpiter Maçã, pra acabarmos com as mistificações paulistas-baianas.&lt;br /&gt;Miss Lexotan 6 mg não é do Ira!&lt;br /&gt;É dele.&lt;br /&gt;E principalmente:&lt;br /&gt;"Lugar do Caralho" não é do Wander Wildner ( poderia ser), e nem fudendo que é do imbecil Raul Seixas, aquela trolha que usurpou a barba de Tostói.&lt;br /&gt;Tenho ambas as faixas originais aqui.&lt;br /&gt;Quizendo,&lt;br /&gt;é só pedir.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Pra quem quiser encarar umas de saber quem foi Tostói, não precisa encarar Guerra e Paz ou Anna Karenina. Seria o aconselhável, mas hoje é só de curtinhas pop.&lt;br /&gt;Comprem a edição "O diabo e outras histórias", da Cosac &amp;amp; Naif, a editora mais fodona do brasil brasileiro.&lt;br /&gt;O cara come uma camponesa, depois se casa com uma burguesinha meio frígida, mas não consegue esquecer a mina que ele traçava nos bosques e atrás dos casebres. Acaba metendo um balaço na cabeça. E tem final alternativo! Ele mete um balaço na camponesa safada !&lt;br /&gt;Esse é o tio Leão, Leão Tostói. Como se fosse hoje, comigo ou com você.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Tenho saudades de uma pá de coisa na vida, mais coisa que gente, mas do meu programa de rádio "Leite Condensado" na Unicamp, o peito aperta. Lá a gente bebia vinho e colocava e cantava músicas estranhas.&lt;br /&gt;- Alô, alô, garotas da moradia estudantil...aqui é a turma do Leite Condensado...nos tragam uma pizza e ganhem um esporro na boca, entre os dentes...&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;"Orgasmo Legal&lt;br /&gt;Orgasmo Legal&lt;br /&gt;é isso que ela me dá...&lt;br /&gt;Ela me dá orgasmos legais que deixam meus dias legais...&lt;br /&gt;Nuvens carregadas não me assustam não mais.&lt;br /&gt;Crises de mau humor não me incomodam&lt;br /&gt;Orgasmo Legal é o que ela me dá.&lt;br /&gt;Eu me dedico de coração pra dar a ela&lt;br /&gt;orgasmos e tesão !&lt;br /&gt;Por isso é horrível quando a gente discute,&lt;br /&gt;vai pra cama sem gozar!"&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;O rock tem que ter algo de bobagento, inteiro mequetrefe, pra ser bacana.&lt;br /&gt;E deve-se manter nesse limite entre a tosqueira simpática e sorridente ( dente cinza)&lt;br /&gt;e a estupidez de rimar gerúndios.&lt;br /&gt;Ou a chatice de rock cabeça.&lt;br /&gt;Rock cabeça é a anti-foda.&lt;br /&gt;Saca Morrisey, o pai dos emos ? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Me diz se não é música de gente que não fode ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tipos: Com algum defeito que não encara superar.&lt;br /&gt;Então.&lt;br /&gt;Música pop é pizza com catchup pra se comer assim mesmo, com cuspes e guitarrinha de fodelança sacana. Sala Especial. Saudades da Record 1980, totalmente profana e punhetária.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;"Uma bruxa tipo mariposa&lt;br /&gt;Minha melhor amiga morreu do meu lado,&lt;br /&gt;ao lado da minha cama,&lt;br /&gt;a bruxa mariposa..."&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;É como escrever em blog.&lt;br /&gt;Quem pensa em escrever verdadeira poesia aqui ?&lt;br /&gt;Sejamos sinceros.&lt;br /&gt;Isso aqui é consumo puro.&lt;br /&gt;Vem a putinha e diz: Paulo, você está fraco.&lt;br /&gt;Tá esperando o que, lacráia ?&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;O que significa J. deep e K. richards abraçados na capa da Rolling Stone ?&lt;br /&gt;Caralho, o que eu acabo de falar.&lt;br /&gt;Os dois são ótimos e gatos, as artroses de richards me excitam, Deep é tão profundo como o Conde de Rochester, e sexual como tal.&lt;br /&gt;Mas ganharam uma grana sadia bebendo, queimando e rindo nos Piratas do Caribe.&lt;br /&gt;Errados ? Rasos ? Capitalistas ?&lt;br /&gt;O filme é um barato.&lt;br /&gt;Chato é você.&lt;br /&gt;E vamos com mais Júpiter Maçã:&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;"Eu deveria me converter ao hinduísmo&lt;br /&gt;Comida vegetariana&lt;br /&gt;Mantras e Krishinas&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Queria cantar como o Beatle George:&lt;br /&gt;Aleluia Hare Krishana, Aleluia !"&lt;br /&gt;° &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois veio o babaca do Nando Reis e fez algo sério parecido com isso.&lt;br /&gt;Gravou a filha dele correndo no meio daqueles carecas do mal.&lt;br /&gt;Eu faria uso do Estatuto da Criança e do Adolescente.&lt;br /&gt;Aposto que ele não controla a desqualidade do que rola no mp4 da Zoé.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo do futuro das nossas crianças.&lt;br /&gt;Ou sérias, do tipo que casam com caras chatos, médicos assumidos, advogados, engenheiros, e não sabem rir de uma boa bobagem,&lt;br /&gt;Ou dementes emocionais, que choram quando sentem a culpada vontade de dar risada.&lt;br /&gt;A música emo é uma criação de laboratórios farmacêuticos.&lt;br /&gt;Indústria anti-depressiva.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Preciso andar com vocês...&lt;br /&gt;Tomar um sorvete com vocês...&lt;br /&gt;Preciso saber do Brasil...&lt;br /&gt;E da gente linda lá do Rio...&lt;br /&gt;Pois todo compositor contemporâneo&lt;br /&gt;Precisa conhecer molécula de urânio.&lt;br /&gt;Todo compositor contemporâneo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do programa do Leite Condensado, a gente tinha a banda de rock homônima.&lt;br /&gt;Na última música, sempre eu fazia um "perfomaço", me masturbando com uma lata de Moça.&lt;br /&gt;E daí aquilo voava no público e a diversão estava garantida.&lt;br /&gt;Nada mais patético, isso deve fazer você torcer o nariz, mas se como eu, tivesse vivido isso, hoje não ameaçaria ser assim tão pé no saco, meu chapa.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre filho, cujo pai nunca vomitou abraçado na privada do bar.&lt;br /&gt;Pobre esposa, cujo marido gosta de suas bochechas gordinhas bem perfumadas e machas. Se acha homem, mas usa pijama de botão marfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre sujeito que não acha isso tudo divertido, leve, suave como uma foda perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás: o melhor lançamento musical dos últimos tempos: A música daquela propaganda de carro: "Não tem cara de tiozão". Ver no meu perfil do Orkut. Depois vem o acústico do Lobão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A melhor e mais barata sobremesa do pedaço: o pastelzinho de Belém do Habibs. Tô brincando não. A parada é de massa folhada real e tal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E sempre, infinitamente ( antes da Marisa Monte ) , o rockinho gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos cools : A trilha sonora da série Nip Tuck. Aliás, só ali os médicos são gente divertida afudê. A vesão de "Fever" me traz polução diurna, noturna, sem contato manual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu só fodo com você&lt;br /&gt;Nessa fase atual da minha vida&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;E quando eu te visito pra&lt;br /&gt;Tomar um chá&lt;br /&gt;E a gente começa a falar&lt;br /&gt;Tudo fica claro na minha mente&lt;br /&gt;E a gente começa a trepar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-5153971380768865170?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/5153971380768865170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=5153971380768865170' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5153971380768865170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5153971380768865170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/07/pop-curtinhas.html' title='Pop Curtinhas.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RovfzznSM5I/AAAAAAAAAD4/Oi5pXGxCCTU/s72-c/popcurtas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-4883229413023354608</id><published>2007-07-01T15:21:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:11.912-03:00</updated><title type='text'>Fragmentos Sem Direito à Indenização.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RogBhTnSMyI/AAAAAAAAADA/2yhmHdKzbaQ/s1600-h/Fragmentos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082313851199959842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RogBhTnSMyI/AAAAAAAAADA/2yhmHdKzbaQ/s320/Fragmentos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Folhando a "Veja São Paulo", vejo um elegante chef de cusine com algo parecido a um lança-chamas na mão. A imagem chama minha atenção e vou procurar o nome do sujeito e o restaurante. A linguagem escrita tem dessas coisas, e por isso, devemos sempre ler com toda atenção aos textos mais medíocres, eles que guardam os sintomas da nossa decadência.&lt;br /&gt;O nome do cara era Douglas. E o sobrenome, tinha três sílabas separadas. Der Van Ley. Parece algo chique, como o nome do diretor cult Gus Van Sant. Mas se você atendar à ordem das sílabas, verifica-se a lógica:&lt;br /&gt;1ª) Van&lt;br /&gt;2ª) Der&lt;br /&gt;3ª) Ley.&lt;br /&gt;Ou que dá a sonoridade: Wanderlei. Douglas Wanderlei. O sujeito fez isso com o próprio nome, por ser chef de cusine maçarico na mão. Será coincidência que o nome do bistrô seja "Recife".&lt;br /&gt;Todo texto deve ser submetido a uma implicação preconceituosa, ou seremos ingênuos como os seres mais puros do sistema mental conhecido, os autistas.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;No meu último texto encontrei algumas resistências. É só ler nos comentários. Certo que algumas não foram comentadas abertamente, mas suspiradas pelos cantos esperançosos do universo, frustrados: O Paulo voltou a escrever putaria, ai meu Deus, ele não se converteu ainda?&lt;br /&gt;De um lado, a moça que foi e voltou algumas vezes e disse que não iria mais colocar mortadela no meu sanduíche. A tal da Val dita. Ela comparou meu texto com uma punheta, como se isso fosse algo negativo. Oras, todo texto que se preza é uma punheta. Sem a ilusão de que é uma "transa entre escritor e leitor". O leitor é um bicho parasitário, ele se apropria do texto para o próprio gozinho. Sei por ler, escrever e seguir a evolução sexual dos olhos. Os livros são os substitutos fora do banheiro das revistas de sacanagem, um fetiche como qualquer outro. Não fosse assim, as mocinhas não teriam berrado de tesão ao redor do castelo de Rilke. Nem a confusão entre narrador, eu-lírico, próprio escriba, seus desejos, opiniões e estética causaria tanta rusga entre os casais minimamente intelectualizados. Se para o Flaubert, Madame Bovary c'est moi, para Val dita, Madame Bovary é uma puta cheia de pompa e metida à besta, exibicionista da beleza construída com engenho. Quem mandou ser tão interessante, quem mandou ter os pães abertos a receber as fatias de pastrame ? A vulgaridade vem sob a forma de uma mortadela negada, ou um prato do "Recife", vindo diretamente das mãos do chef Wan Der Ley.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Outro mandou eu, antes de falar ou escrever bobagens, pegar no meu pau e chupar. Pois bem. Esse outro ou outra é alguém anônimo. Não vou gastar aqui meu pequeno e monoprodutor pau para questionar a coragem e a covardia de quem comenta de maneira anônima. Outros menos capazes fazem isso por mim. São mais pauzudos. Dito isso, existem apenas duas possibilidades, ou não tenho uma costela, como o Adão ou Marylin Manson, ou tenho um caralho gigantesco. Com nenhuma dessas coisas é verdade, muito pelo contrárias, não existe nada em fundamento na crítica, o que faz com que ela tenha o mesmo valor de um rap raivoso. Nulidade. Isso sim que é mortadela. Eu agradeço e guardo para os dias de necessidade.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Em um mundo de "O Segredo" e "A menina que roubava livros" ( prende, porra!), achei "Frutos da Terra", o melhor livro de André Gide por 17,00 reais.&lt;br /&gt;Não há do que reclamar em uma época medíocre como a nossa. Mesmo o prazer da busca é maior, a tonalidade de "raro" ganha seu delicioso aspecto burguês, o mesmo que justifica as tardes passadas no shopping center. O "achado" é o único prazer do intelectual. Prazer idiota, narcisista, clubinho de vernissages não disputadas. Que a mediocridade impere. Meu bolso agradece.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Em "Frutos da Terra", Gide faz seus heróis mergulharem em encontros, sabores, vinhos, bosques, fodas, e poemas, com a única intenção de trazer nobreza à volúpia, papel maior da literatura, calando assim as bocas mais beatas que um dia ousaram pedir um livro de Natal, e com isso, ousaram emitir opiniões sobre as coisas. Ou seja, as Val Ditas da vida. Gide descreve os prazeres da sodomia de forma mais "espiritual" que todo um hinário litúrgico. Essa é a perversão que a arte domina, faz gargalhar e cospe com elegância no bueiro dos batismos no Tédio. Por 17,00 reais. Um prato do Van Der Ley custa R$ 210,00. No Recife, São Paulo. Ainda prefiro outro nome bonito, Win Wanders. No Paris, Texas.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Se grande parte da literatura foi criada por homens, caso tivêssemos a capacidade de chupar nosso próprio pau, a punheta oroboro, o sagrado matrimônio com que mais amamos, a configuração da arte hoje seria outra. Madame Bovary estaria entediada não por um casamento morno, mas por uma luxúria cansativa, por um tratamemento crônico com o coquetel anti-HIV.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;O grande risco das alianças é que você limita em muito seus potenciais objetos de riso e infâmia.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Mesmo que você limite sua vida ao mundo internético, ainda assim, tem como julgar seu valor intrínsico. Fiquei muito feliz em estudar a listagem das pessoas que me bloquearam no Orkut e no MSN. Um estudo ético-estético dessa trupe triplicou minha auto-estima. Tente você também. Claro que por sua conta e risco.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Procurei o Douglas Van Der Ley no Orkut. Não achei. Gente chique não se mistura, ou só aparece em foto sorrindo de nada, para nada, sem nada. Algo como o "salve simpatia" a priori, que, pensam os marotos, guarda toda a sedução e gatice. Sou, antes de tudo, um bronco.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Preciso ver se a Val Dita me bloqueou. Torço que sim.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Ainda da "Veja São Paulo": capa: esposa do Serra. Ela é bailarina, psicóloga e...ONGUEIRA. Isso mesmo. Ongueira. De Ong. Depois atazanam os punheteiros, classe bem mais legítima, producente e cultural. Ouvi falar pela primeira vez da primeira-dama do estado através do departamento de Psiquiatria da Unicamp. O Serra queria que sua esposa virasse, do nada, docente da faculdade. Ok, pode ser, o que ela tem a oferecer? Bem...ela é especialista em ensinar ballet para pacientes psicóticos.&lt;br /&gt;Daí o govarnador não ter dado plena razão aos baderneiros inúteis da USP é algo incompreensível.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Será que o "Recife" tem serviço de Delivery ? Vou perguntar ao Motoboy que comentou meu último texto. Anonimamente.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;O grande problema em se fazer alianças é que você amplia em muito seus motivos para preguiça e tédio.&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;E como diz minha amiga Carol "red fox" Custódio: "Porra, Que Chique!"&lt;br /&gt;°&lt;br /&gt;Uma semana cheia dessa porra para vocês.&lt;br /&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-4883229413023354608?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/4883229413023354608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=4883229413023354608' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4883229413023354608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/4883229413023354608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/07/fragmentos-sem-direito-indenizao.html' title='Fragmentos Sem Direito à Indenização.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RogBhTnSMyI/AAAAAAAAADA/2yhmHdKzbaQ/s72-c/Fragmentos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-7159372800938700863</id><published>2007-06-24T14:39:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:12.309-03:00</updated><title type='text'>O ódio é uma virtude.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rn6srLnyEWI/AAAAAAAAACI/mRo4tJnwhZ0/s1600-h/cowboy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079687287574499682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rn6srLnyEWI/AAAAAAAAACI/mRo4tJnwhZ0/s400/cowboy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;" no espelho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;não vejo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;meu guarda-costas"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;( &lt;em&gt;marcos prado)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Coloco minha língua de serpente bifurcada pra fora,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;ela pega no enxofre&lt;/p&gt;&lt;p&gt;sua família, seus ideais, suas virtudes e tudo isso é apenas o que segrega o clítoris oblongo,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;da sua coisinha resguardada, que gosto bom, o sonho, melhor-à-me o real,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;na festa do dia das mães, eu estou te olhando e sei bem e você sabe bem, quando lambo o sorvete,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e em apenas uma única linguada, todo corante, acidulante, verdejante, pingam na cabeça daquela criança negra imbecil judaica pequena homossexual, ou apenas corretamente familiar,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;que é um verdadeiro muro de bosta entre meu caralho e sua cona.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não tenho mais saco nem idade pras meias-palavras. Salva-vidas idem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Você disse que não tem medo, que eu sou o medo, então prove isso e estarei esperando com o mastro duro entre as mãos de calo e manicômio, sem dar explicações para esse mordomo-fantasma que sempre passa as notícias da sua vulgaridade amorosa para mamãe-papai-marido-consciência...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...afinal, o que é uma trepada perto da crise de moral ?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Você que não pensa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas se eu colher flores e escolher bombons da ilusória árvore de cacau amarradinho e disser que vamos fazer amor,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;você relaxa;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;eu não relaxo,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;eu ganho minha ninharia por hora, você me diz que não tenho tempo, ( então pague minhas férias de te foder ),&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e eu completo: não tenho tempo a perder.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se houver algo diferente do orgasmo e poesia,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;no que você me oferece,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;eu apenas meto uma bala na minha cabeça cabelo, sua cabeça espelho &lt;/p&gt;&lt;p&gt;e hoje, saiba, estou exausto,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e estar exausto, no meu contexto,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;é o mesmo que estar pronto para explodir tudo, TUDO,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;sua família, tua bondade de aceitar um ex-drogado no seio tetinha da sua buceta,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;na bondade de seu sorrido e seu pouca-coisa com CIC fora do SERASA:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Pode respirar por um tempo, Condenado, que eu deixo, a Lei deixa, a Psiquiatria( não uso nada, parei, não uso nada, padre, até quando suportar os olhares caixão, compaixão dos vizinhos e mesmo as relutâncias de quem diz me amar?) deixa...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como não antever que isso uma hora vai cansar&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e que um tipo petulante e criminoso como eu,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;vai mesmo, sem dúvida, sem aviso prévio,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;puxar o gatilho bem onde seu ovário &lt;/p&gt;&lt;p&gt;está cheio de durex's, e neles,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;as fotos dos seus momentos mais fingidamente felizes, monumentos de mulherzinha certa ?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Explodo teu útero com a minha porra gosma engula Alacatraz,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;( CHUPA-ME)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e nosso filho será apenas a&lt;/p&gt;&lt;p&gt;porta,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;a Porta Capeta,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;do Inferno:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;sabosoro isso, Kid.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Goze como não goza desde que nasceu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sim, eu te explico a semântica de Sade, dos 12o dias de Sodoma,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;para isso, apenas me obedeça,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Me obedeça a ti, Kid:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Fique de quatro e abra essa bunda linda chanel 5 pra mim,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;morda uma rosa espinhuda ( poemas fáceis do seu terceiro colegial...),&lt;/p&gt;&lt;p&gt;que agora eu vou entrar, mucosa, fodona,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;invite me:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;eternidade-sussuro ( " E agora, como vou lidar com a imbecilidade de minha-ninho vida?")&lt;/p&gt;&lt;p&gt;seu desespero suicida("Quero apenas isso para o resto da minha-ilha vida, eu me mataria pra viver assim, nesse quarto de hotel, chiaro-escuro, nesse frigobar, nesse autorama lá embaixo, mais de dez andares, formigas babacas de super-carangos, você sempre aposta alto na altura, nesse formigueiro em que meus antepassados e gente de respeito congelador coração e pica molenga vivem ?")&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estamos fudidos, baby.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Coleque uma moeda. Tire tua roupa de baixo, minha cueca,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pra você pode ser uma coca light ECOLOGIA, ixe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pra mim: escolha outra garrafa d'ataúde de vinho pinguço :::::::&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gozemos antes que a polícia menestrel-votos-quase-freira ( hipocrisia de vagina ourives delícia na boca minha) apareça, curso de noivos, você bem sabe a baba.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ai, que tesão ! Amarro a uretra na tua chupada literatura da glande.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;°&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[ Para a Val e quem mais não gostar: PERDOA-ME POR TUA FRIGIDEZ ]&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-7159372800938700863?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/7159372800938700863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=7159372800938700863' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7159372800938700863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7159372800938700863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/06/o-dio-uma-virtude.html' title='O ódio é uma virtude.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rn6srLnyEWI/AAAAAAAAACI/mRo4tJnwhZ0/s72-c/cowboy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-5048197898829292811</id><published>2007-06-12T18:13:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:12.557-03:00</updated><title type='text'>Literatura de Gente Média.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rm8Mv7nyEUI/AAAAAAAAAB4/ZlNr3GicppY/s1600-h/nightcity.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075289322667774274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rm8Mv7nyEUI/AAAAAAAAAB4/ZlNr3GicppY/s400/nightcity.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;     Todo ninguém já escreveu tudo, cada vez mais difícil passar a fome, mata o homem e come, dizia minha avó, todo mundo já escreveu nada, a única pista de caça ao sabor dos dentes é a gula por essas manchas de baton deixadas nos postes, uma coreografia estática ou um mapa animado, a molecada queimando fumo na praça. Eu atrás dos fiapos de meia 100% qualquer coisa, mistura de tudo, a molecada tomando água mineral, o lençól freático contaminado, comungam hormônios-ectasy , as meninas que vão chegando, e que tem medo do amor, não usam meias, nem batons, apenas feridas espalhadas nos rostos, suas mães boiam mortas afogadas dentro de fundo mais oceano subsolo do lençol freático. O que não causa certa radicalide em buscar as próprias raízes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     O cheiro fica na minha roupa, o odor forte daquele cânhamo doce demais, a fé na lepra, a confiança da contaminação das agulhas, só não jorro tripas pois mesmo isso, todos tudos já escreveram, venderam livros, fizeram doutorado. E&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     Escrever virou pequeno vício de all star, vodka e as torpezas que caracterizam as revistas de fofoca, é um mundo criminoso o das letras, os livros, os blogs, as bíblias sacanas, incluindo aí os mórmons do fetichismo alternativo , e gente que acha que...não é essa a questão, afinal, mas onde foram parar as manchas de batom ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     Sempre que me arrisco, vem a vida, sempre que me guardo, vem a escrita, mas que escrita, que vida se trata nesse tropeçar sem ter bebido, sem estar desesperado, não quero te amar nem que seja um pouco, nada disso, não moro em uma quitinete, não passo ao pão e vinho, meu sapato não está furado, não sou voyeur, apenas regularmente curioso, tropeço pedras e arrebites por pura descompustura corporal, falta de jeito, atrapalhação, o que não me cora a face, vaidade não pra tanto, não é ainda madrugada, não passo fome, meus poemas não sofrem de sangue com gilete, meus amigos não são escritores, nem ao menos meus inimigos, e se tenho uns ou outros, é pela vida morna com lucros adicionais, não contrai tuberculose, dívidas de jogo, epilepsia russa, pelo pau nenhum bicho mortal.Nem sempre gosto de literatura marginal, tenho jeans rasgadas, das quais me arrependo dia ou outro, as pessoas me dão "bom dia", nem sempre me acham um bruto ou otário, as mulheres não me passam mais a perna do que eu passo nelas, nunca casei, nunca abracei os tornozelos ( ??) no banheiro por causa de solidão fingida, e assim sendo, acredito nas boas e más intenções das revistas semanais, bem como não vejo charme em tomar pingado de padaria, a não ser que queira muito o cigarro, essa maneira paralela de ver as coisas ouvindo rock inglês se o escritor tem até 25, de ver a molecada fumenta e sentir-se o papai luciferiano ouvindo jazz, se o anti-demiurgo sôfrego passou dos 30, e assim sendo até não ter a mínima curiosidade de andar pela rua seguindo manchas de batom, fiapos de meias, papel amassadinho de chocolate Bis. Gente bestiária que tiram a tesão quase católica de dementar em paz, reclusos em Cidades Grandes e Urbanóides, sem muita idéia das coisas que Ítalo Calvino fez Marco Polo falar: à quisa de aconselhamento, se for para fazer da metrólole, personagem, que ao menos, como fez o italiano boa-praça e sorridente, sem suicidecos( autores pitadinha de limão na cachaça[ tequila disfaçada] têm cara feia e a vaga noção clubber GLS do que pode ser um fim de noite, justificável apenas se uma mulher nua refletir a lua, vista do banheiro, enquanto rasteja o narrador oniausente), como Calvino teve a finura de ressaltar, que sejam Invisíveis, tais Cidades...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     A caixa de Bis morre numa valeta, a mão da mãe da puta menina moleca pega e quer levar pra suas parceiras em histeria, lá dos lençóis freáticos que acumulam papéis. ( Minha maldição de cansaço literário deve vir daquela feita em que me limpei com várias páginas de "Plexus", não por condenar Miller, gosto dele um razoável tanto, mas por necessidade naquela praia deserta, aliás, bem pertinho de Paraty...). Piso a tempo na mão galhosa da velha que já deve ter comprado muito fanzine na década de 80, cabelo oxigenado, gel lantejolado, e há de recordar os tempos áureos das gafieiras no Madame Satã. A literatura de bolso ( um oferecimento LP &amp; M editores ) me dá uma arma no bolso, algo como uma automática nazistóide está de bom tamanho, um sobretudo está em mim, roubei na alguma sessão de cine cult Unibanco, e assim, anasalado já que procurei por esse bocejo proseado:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     - Velha, viu passar a moça de eternos batons ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;     Ela goteja coisas meladas na garganta frenosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     - Viu, porra ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     ( A "porra" é oferecimento do pobre Paulo César Pereio, que mal consegue dar uma entrevista sem estar chapado...não é possível que eu me identifique heroicamente para com quem sinto compaixão...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     - Ah, foi pra lá ! Brains ! Brains ! ( um ofereciemento "A Noite dos Mortos Vivos", todo escritor desse naipe curte cultura pop trash hip hop hype e a mistura disso tudo em incompetência sintática...).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     E joga o dedo em direção à rodoviária, saída leste, o dedo vai mesmo voando( um ofereciemento das piadas que tais autores gostam de piadar(neologismo lhes são caros) nos bares da Vila Madalena, adaptando musiquetas do Lulu Santos para fazer rir as moças de franjas emplastadas, algum lesbianismo cabeça e tattos, com curso MBA em Photoshop Aplicado ao Orkut, além de se divertirem nos últimos meses lá na baguncinha frenética e woodstoqueana da USP...) :&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     - "Já não tenho dedos pra contar de quantos barrancos despenquei, de quantas pedras me atiraram ou quantas atirei" !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     - Ahahahah ( ou a variação: kkkkkkk, entre outras, como smiles e emotions), cara, você é muito ótimo e mesmo feio, simbora pra praça com a molecada, chame o bar inteiro, vamos achar uma maneira torpe de você construir à partir de mim mesma uma personagem que chupa câmeras digitais e caralhos emancipados por editoras alternativas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     Subo a entrada íngreme leste e apenas estou vestido sem mais nada de especial, calça de pano bege, camiseta branca - limpa - barba feita adequadamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá está o ônibus jogando fumaça como todo ônibus joga, sem com isso, criar nenhum clima que me faça lágrimas, ou pior, citações. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Subo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Frases.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Curtas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estilo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Folêgo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Curto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá está ela ao fundo, retocando o batom, amassando a meia, que enfia no cinzeiro redefinido em sua utilidade, não pela arte, mas por uma boa e velha lei de convivência entre as pessoas. Sem rebeldia na voz - nem fina nem grossa, muito menos rouca de charros e ressacas desidratadas- me pede:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tem um Bis ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tenho fome também. Acho que podemos ligar pro disque-pizza, se você não se importar que esse frete nos leve para minha casa. Já disse: é ampla. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não. Nem te conheço, sei que vamos ficar juntos no final, mas antes de tudo, fico sem chocolate ou os quatro queijos, a que mais gosto, antes de tudo, antes que todos escrevam sobre a delícia da santa mediocridade, eu te digo cara, mounsier, como quiser, sinto que precisamos começar de onde os livros deveriam começar, bem como os filmes, mesmo os curtas de sexo, miséria e loucura, ou seja, do início. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acho mais que bom.Que tal um lanche da tarde amanhã? No centro ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O lugar é bacana ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, é limpo e as garçonetes sorriem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É isso mesmo. Acho mais que ótimo. Você odeia Olavo Bilac, cara, sir ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não. Ele pode ser útil. Como pode ser inútil. Todos são assim. Eu e você, inclusos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Feitíssimo, meu amigo, meu amante, futuro maridinho sem pratos quebrados de chilique estético.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Posso mandar o motorista fazer o que deve ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ô motô, leve eu menos ela, cada um pra sua casa. Amanhã acordo cedo e tenho que trabalhar, algo meio besta, meio legal, enfim, alguém precisa se preocupar com as contas e sorrir quando sobram alguns trocados pra ajudar alguém ou beber uma cervejinha. Toca a barca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Feito, chefia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aceleramos, obedecendo o limite de velocidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim, fecho os olhos, encosto e dou minha mão à dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com a outra, passa batom, sinto cheiro cereja, sem borrar desesperinhos, como uma boa mulher gente grande.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos nos dar bem e será divertido, sem pesar pro fígado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez escrevamos juntos. Ainda não somos ninguém e já deixamos todos sendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-5048197898829292811?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/5048197898829292811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=5048197898829292811' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5048197898829292811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/5048197898829292811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/06/literatura-de-gente-mdia.html' title='Literatura de Gente Média.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rm8Mv7nyEUI/AAAAAAAAAB4/ZlNr3GicppY/s72-c/nightcity.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-7459168145553285777</id><published>2007-05-31T19:36:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:12.868-03:00</updated><title type='text'>Publicidade e Mar Quente Ltda.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rl9VmPMQx-I/AAAAAAAAABo/TneSqdEa-AI/s1600-h/consumismo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070865820843821026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rl9VmPMQx-I/AAAAAAAAABo/TneSqdEa-AI/s400/consumismo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;     Chutando latas, assobiando, perdi o hábito, rasguei-me a seda e curti o arrepio na pele, um erotismo que o vento traz, chutando choros, botando a boca no mundo e chupando até a goela, beijando o pescoço das galinhas da vovó, assim vou indo, cantando alto tudo que for venéreo, todos os fios de cabelo que a tesoura das ruas me condena, amputação das sobracelhas, enforcamento do meu espelho, até não ser mais eu e os sete anos mergulhados no sangue sacrificial da não-plenitude.&lt;br /&gt;     Meninas e garotos horrendos em suas belezinhas em que a brilhantina vulgar escorre de seus possantes carros, o óleo diesel misturado com a Coca-Cola e piscam tanto uns para os outros que ficam tão cegos quanto o tétano.&lt;br /&gt;Andando, chupando serpentes, chutando garotas e meninos, com todo poder do esquecimento.&lt;br /&gt;     Palpites enrustidos afundando na lama em que piso de coturno pré-militar. Sabe como ?      Assistindo TV e pensando em outra coisa, fazendo outras coisas e sonhando com a Bem-Amada, a saber, minha televisçao, essa bissexual que faz algo quando saio, tenho certeza, tia, com o liquidificador e ainda pego a orgia com o agente principal de todas as paranóias modernas, afetivas, inseguras da própria umidade : o Personal-Computer deitado na rede, bem no meio, entre a mulher e o homem.&lt;br /&gt;     Andando e chupando acordos para sobreviver nesse mundo e saiba, saí pra compar cigarro e rum pro meu lindo hardware gostosão e latino.&lt;br /&gt;     A lama redondilha menor, a brilhantina redondilha média e os versos brancos sendo os principais para falar disso tudo, sem no entanto explicar como cicatrizam as feridas dos anjos amputados de suas asas, tendo que comparecer à vergonha de não poder cantar alegre, ouvir música alta, ou praticar um justo assalto, um karmico sequestro, um divino erro de cálculo renal, esse que enaltece pela dor a existência da bocarra sonhadora da uretra.&lt;br /&gt;     Chupando ciber-cérebros de todos os mártires, chutando cada James Bond com seus martines, os Wolverines apaixonados, os marines que votam alegremente no sr. Lula, no sr. Bush e se esquecem dos mil tiros ao alto, em nome de alguém como Paulo Francis ou os intestinos de D. Pedro, the first one, the best, the new york times of apocalipse, o cólon, o reto, servindo como cachecol para a Lady Punk, Lady Trash, a deusa grega da juventude viciada em serial killer e séries como Friends: Hebe Camargo.&lt;br /&gt;     Andando pop, andando B'52's , andando Carlos Gomes tocado pelo DJ Mau-Mau ( é sério, procurem saber, o fim está próximo, negada), chupando a cidade pela sua ponta de linguiça toda passada nesse hoje de vencimento fatal, filhinho, não coma os iogurtes e os yacults quando a tampinha metálica fica gordinha.&lt;br /&gt;     Mamãe, não coma mais nada quando a barriguinha do Nada ficar gordinha, flácida e começar a citar, vixe Maria, vixe Tim Maia, vixe-vice José de Alencar com Ceci e Peri ( sério o lance do Carlos Gomes, afro-genéticos !), vixe, citar Sartre, Freud, Prozac e outros mestres da contemporaneidade Alzheimer, aquele patogista necrófilo e fumante de Halls queimando com poeira cósmica em plantões médicos, aquilo que mostra sangue natural, mais natural que o sangue natural, ao menos a safra do vinho eleito pelo banco Safra, é menos salafrario que o sangue do pobre anjo que foi depenado na noite do Natal.&lt;br /&gt;     Andando e beijando os pescoços dos Perus Sadia, já que hoje em dia são os únicos perus confiáveis para se colocar dentro de si. Melhor gripe aviária que gripe viada, dizem as beatas versão Beta, em fase de teste religioso.&lt;br /&gt;     Chupando e andando anacondas e outros falos na faliciosidade da meia-entrada na quarta-feira, sim, como não, só a mocinha de bigodes Magritte me pagando pra assistir a filmografia de seus sonhinhos de valsa, salva e merengue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Sim, amado Wander Wildner, eu também quero uma festa punk e "nicotina, nicotina, entra no meu pulmão(...) sem ela eu não vivo, pelo amor de Deus me passa um crivo !!!",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;++++++     Wander, como andando&lt;br /&gt;chupando&lt;br /&gt;beijando&lt;br /&gt;e tudo mais assim,&lt;br /&gt;ainda vem o tísico querendo nos tirar a pouca-delícia permitida do cigarro Derby ultra-killer, long-side B?     ++++++&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----     Longa é a vida, curta é a arte.&lt;br /&gt;Esse é o problema do ser humaninho.     -----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[@] Curta o curta ante que ele desapareça na mediocridade que lhe é própria. [@]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( E, pretinhos de alma branquinha com flúor: é sério sobre o Carlos Gomes, meu conterrâneo, meu igual em admiração lassiva pelo Rubem Fonseca, com o devido nojo Lourousse ao outro, o Alves )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-7459168145553285777?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/7459168145553285777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=7459168145553285777' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7459168145553285777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7459168145553285777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/05/publicidade-e-mar-quente-ltda.html' title='Publicidade e Mar Quente Ltda.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rl9VmPMQx-I/AAAAAAAAABo/TneSqdEa-AI/s72-c/consumismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-1560296526022523378</id><published>2007-05-27T16:57:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:12.998-03:00</updated><title type='text'>Boca à fuça Anti-Merlosiana.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RlnypVlUtVI/AAAAAAAAABY/JJkmYTAa8V8/s1600-h/bocarra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069349647564453202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RlnypVlUtVI/AAAAAAAAABY/JJkmYTAa8V8/s400/bocarra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ternurinha padrão típica de acasalamentos e quatro paredes, quando todos te olham e dizem, rapaz isso não é mais idade nem fuça pra escrever sobre a verdade.&lt;br /&gt;Como não tenho uma cidade de praia, já disse algures ( algures, puta palavra legal), sento na beira da privada em chão e fico tocando a descarga. Não se preocupem, já não tenho idade nem treco pra vomitar.&lt;br /&gt;Ligo o som o mais alto possível, respeitando a televisão no quarto ao lado, a piada que acorda todo mundo mas é boa, e minha música é ruim pra dedéu, mas ligo assim mesmo, dizem, que para fazer uma pequena revolução, até as 22:00 pois fiz as pazes com a vizinhança supra sumo sacerdotal.&lt;br /&gt;Como é isso que dizem também: estar com o saco na lua ?&lt;br /&gt;O meu pesa, quem me dera se voasse, se fossem bolas de Dumbo, se alguma emoção balão mágico pudesse dar a exata esperança dos erros ainda que podem ser cometidos numa boa.&lt;br /&gt;Mas nem idade nem fuça, treco, diz mais que o espelho ( riso diabo no corpo ), o cobrador desse busão que é a vida. São vários cobradores, um a cada dia, todos clones de cobradores de clones de dias, tão iguais em si de mim, que quando começo a puxar papo tipo deles, manequins peladinhas de shopping center, me assusto tamanho tamanho enorme tudo desse domingo que parece eterno e o busão faz uma curva, ô, ô, se segura rapá, mas não é nada não, é bossa nova com guitarra, só angústia , pega o cobertor, cobre a cabeça, enfia algodão baby perfuminho rosa bebê, azul bebê, arco-íris baby Genet, nas orelhas.&lt;br /&gt;A cobrança aumenta na medida dos acúmulos de pisadas na bola, bobo de quem deu vexame, tem que comprar a revista "Você S.A." e aprender lá as manhas do atual Eclesiaste. As orelhas gatunas já se levantam se eu não consigo no hoje de sempre busão e curva, sorrir para detalhes como o desatino dos sapatos. A opção pela burrice é um perigo, meu amigo. Quando a ira volta, vem como bolha de peixe monstro, zoião alumiado, dentes de bocarra caverna de carvão empapado, esfregando tudo na cara, colocando bombas pelos lados crucificados da individualidade terrorista, deixando você num deserto árido depois que a coisa fede num impulso de grito, berro, porrada, deixando você armado bem presinho dentro da caixa torácica. Revoluçõenzinhas mela cueca. Já sem idade e sem fuça, treco para topar apoio aos estudantes da USP, saudosos de um maio de 68, numerários encadernados de quem nunca colocou os pés na França, mas possui óculos de tartaruga e explicam tudo segundo adornos adornais e walter benjamins buarques de hollanda com backinho anárquico e estúpido debaixo das árvores do campus. Campinas mesma coisa. Sim, eu-lírico está de férias. Sem idade nem fuça para desgrudar todos os duréx dos trecos que outras pessoas grudaram no salão de festas, nem mais o tédio inventa algo que me divirta, que mané festa, moi chandon ? Festinha avenida paulista ? Festinha torre do castelo ? Festinha Copacabana ? Se ainda eu encontrasse um helicóptero caridoso, bom samaritano de umas figas ao caldo para a sorte do pé de cabra, bem maior se cofre citybank que me sustente a sorte de ócio, ouro de hanna barbera my friends, that's all, bem mais isso que a perna super texana do pernalonga sacanão.&lt;br /&gt;Enumero as cidades em que já pisei com alma, alegria e tudo isso. Que chances tive em Miami, em Nova York ( que maravilhosa janela do hotel chicoloso: um beco escuro de tarô inteiro adivinhatório do meu gozo: negão e negona, esfrega e chupa, meladinho globalizado da safadeza que faz valer a pena...), Buenos Aires( olá, cemitério meu), e até mesmo Poços de Caldas, com suas frutas óbvias e um lugar mal-assombrado que servia de pretexto heróico ao desvirginamento das acatadouras mocinhas poçolépidas e fogosas. Era um hotel. Sempre um hotel. Ainda fujo do buzão e abro pousada autista, deixa de onda sanitária, numa praia deserta - caiçara nos pentelhos da chatice - e monto lá uma vastidão de dois quartos. Me sentirei, faz tempo, bem esperto, sem fazer mal pra ninguém, o que tem sido o importante, sem idade, sem fuça pra outra coisa, trego de ser feliz total nem pensar, vou poder morar em cabana bacana pau e bananeira, sem pagar um tostão a diária meia entrada. Mas para isso teria que aprender algo sobre sushis e sashimis, não me dou bem com o elemento fogo, basta o meu no azar das dobras, o que me obrigaria a uma segunda-feira soberba de aplicação na vara, a de pescar já que do cofre lá dentro, não tive o viés de ganhar o peixe. E quem disse que eu vou sair dessa paradez? E ainda tem o calmante tarja judozão que me rouba os sonhos obrigatórios...&lt;br /&gt;Mas que enrascada, meu chapa.&lt;br /&gt;Pois é.&lt;br /&gt;Passar o tempo.&lt;br /&gt;Até quando?&lt;br /&gt;Até amanhã, caceta.&lt;br /&gt;Mas e quando chegar o amanhã do teu amanhã, vai assim dar uma morrida sem nada de muito alegre depois&lt;br /&gt;dessa&lt;br /&gt;idade&lt;br /&gt;dessa&lt;br /&gt;fuça&lt;br /&gt;desse&lt;br /&gt;troço de ser impertinente ?&lt;br /&gt;Essa é a questão, padre. Essa é a confissão, tia Benta. Essa é a lambança do meu sexo indormente, Socráticos cobradores do buzão em bons termos, apertos de mão, combinações e claro que, revoluções mela-cuecas de satisfação dutifri.&lt;br /&gt;Ah, tem sempre alguém que paga o pato: vou jogar as roupas de baixo de cima da janela do oitavo andar, dó que não dou, isso sim que é baderna, gentinha universitária, povinho ramela de comédia entorpecente no restinho do espírito que me sobra, nem vem que esmurro , ficar pelado em pleno inverno e beijar a madame Pneumonia na boca, com linguão e espelho no teto, até o pneumococo, filhinho meio down, meio emo, ficar com medo de ser contaminado por mim e não o avesso disso, dissos-eu que voam para o ar, que hão de grudar nas caras de cada cobrador do busão cósmico, gente que pisou na bola com a discrição da descrevicionice maquiavélica, retomo, "Você S.A", bem como "Arte da Guerra", e que agora só paga o shozinho de me ver - a troco de alimento semanal e visita íntima - esfregando minhas próprias bolas junto com o parmesão praquele almoção à italiana. Mama na minha, tiazona.&lt;br /&gt;Pelado e fumando um cigarro, busão em chamas, ataraxia de quatro pra mim. Uma cuspida e chulapa !&lt;br /&gt;- Demorô, bicho.&lt;br /&gt;- Também achei, cumpadi, chama duas, chama três que tô pagando.&lt;br /&gt;Agora, dona Calma, se bandeia pra lá, lava as partes e me prepara um bom quinhão de alegria e abandono de ti, não olhe para trás, orfética em mofo, que sou impuras fúrias. Quem for cabeça entende, quem não for, que entre também na festa, qualquer vinho menos aquela geléia do tal merlot riograndense do sul.&lt;br /&gt;Super-peladão cruzando babejante o céu cinzento de todas as cidades, de todas as saudades não vividas.&lt;br /&gt;É isso aí.&lt;br /&gt;Chama mais que tô pagando pra ver quem me toma a idade, a fuça, o troço.&lt;br /&gt;°&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-1560296526022523378?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/1560296526022523378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=1560296526022523378' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1560296526022523378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1560296526022523378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/05/boca-fua-anti-merlosiana.html' title='Boca à fuça Anti-Merlosiana.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RlnypVlUtVI/AAAAAAAAABY/JJkmYTAa8V8/s72-c/bocarra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-6294204324156064804</id><published>2007-05-22T13:03:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:13.212-03:00</updated><title type='text'>O Lago Secreto.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RlMeuVlUtUI/AAAAAAAAABQ/HC228MY_mDs/s1600-h/Jardim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067427787138446658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RlMeuVlUtUI/AAAAAAAAABQ/HC228MY_mDs/s320/Jardim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando lembro dos jardins da infância, constato, não é o menino, mas as flores e matagais que possuem algo de diabólico, incurável no cedo da idade, no alvorecer dos músculos: temos tardiamente a consciência do mal; o saudosismo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caminho com Elle pelas alamedas floridas em todas as épocas do ano. Embarcamos no porto há dois meses e só chegamos no dia de hoje. O dia é sol, com espumante, o mar ao longe, atrás da cascata que a mesa de metal, rendada, impõe aos nossos, meus( não divido todas as sensações com Elle, a nossa combinação sobre planos de um amor duradouro), olhos, enfim, o navio e, soterrado nele, um pouco da lógica, se vai em fragmentos simbólicos. Foram dias felizes sobre as águas. Ao menos para Elle, que nunca sabendo da semântica portuguesa sobre seu nome, sentia-se sorrisos. Em mim, sonhos proibidos, os meninos quando eu era apenas menino, as brincadeiras. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Querida, bebamos para esquecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E ela, inocente, "in vino veritas" :&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- E também para lembrar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que te perturba é o vício da hermenêutica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela me disse isso na tarde em que nos conhecemos em Viena. E durante a noite que se seguiu ao museu, em meu hotel, combinamos a viagem. E o algo de segredo entre nós. Mantimentos de matáforas que asseguravam, de um lado a paixão, de outro, a distância do olhar, típica unicamente dos fantasmas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O afeto é uma assombração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi isso que respondi, sem cobrar que ela entendesse.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Minha mãe cortava os caules antes que os botões se abrissem. Ela via algo de indecente não não pétalas, mas na queda das mesmas sobre o gramado. Mulher bonita, de uma ruiva coisa que perturbava e excitava todos os meninos, eu o patrãozinho, os outros, joguetes dos humores climáticos, dos desejos que eu impunha em nossos destinos de veraneio. A cada novo ciclo de solstício, meu pai mudava todos os empregados. De seus ombros largos- Elle ficara impressioada diante das fotos- uma cabeça protestatante. Sim, fazer o bem, mas com limites. Se os limites paternos seguiam os fluxos naturais, a moralidade das chuvas antecipadas em seus estudos físicos, a minha expansão vinha dos brotos decepados, que um a um, eu colocava na boca, que um a um, dividia nas bocas dos outros meninos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Elle disse que pagaria qualquer quantia para dormir em meu quarto, agora apenas mais um quarto, na pousada, o prédio principal, em que durante o check-in, ela me disse que pagaria qualquer quantia por deitar no simulacro atual da minha cama. Como satélites, erguiam-se bangalôs, preferidos pelos turistas comuns, joviais paredes, janelas para a brisa. Meu quarto, com sua ausência de banheiro, era um dos mais baratos, informou o gerente. Elle pareceu frustrada. Para alegrá-la, fomos colher flores, o que, diga-se de passagem, era proibido. Novamente aberta aos sorrisos, Elle me abraçou e disse algo sobre Rimbaud e a gratuidade das cores que a Natureza oferece em sacrifício para o gozo estético. Eu assenti e me senti calmo. A nossa cama, nunca seria &lt;em&gt;a &lt;/em&gt;minha cama. Traças da memória. Com o pedido, Elle achou ter atingido algum segredo meu. Simulei um suor de extremidades, sem que ela visse, absorta por uma sequóia. Cuspi nas mãos e as esfreguei. Para confirmar o quão distante Elle estava dos meus medos, perguntei:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Quer ainda hoje visitar o lago?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, querido. Deve ser cansativo. Vamos reservar um dia para isso. Um dia inteiro!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ou ela continuava inocente, ou já descobrira que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu e os meninos no lago. Folhas boiavam e se entrechocavam. Eu e os meninos boiávamos. E tudo mais. Um jogava, então, jorros de água no outro, até que tudo jorrasse com uma violência de sons que fazia com que os pássaros revoassem, sinfônicos. E quando tudo se calava, os olhos fechavam, tudo jorrava e lábios mordidos. Em silêncio de nunca confessar. Voltávamos por caminhos diferentes. Eu, para a casa sobre o morro. Eles, para seus afazeres precoces. E no próximo verão eles não mais existiriam, qualquer remorso devolvido para as ilhas, de pequenos barcos que os levavam, trechos de suspiros. Segredos como paixões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O jantar era adequado, pato e uvas. Elle e eu falávamos de caça, e logo sobre as ternuras da carne bem caçada, esperteza do atirador: quando mais perverso fosse, bem escondido, estrategista, melhor seria o sabor. Um sabor de infância mole. Molho de uvas melhores que o vinho, notamos também isso. O que nos espantou: não sabia de antigas ou recentes uvas por aqui. O vinho, o mesmo vinho, poderia ser conseguido em qualquer quanto do planeta, em uma espera máxima de doze horas, segundo nossos cálculos. Mas a uva não. Ressecada, sem umidade, sem sexo. Elle que disse: "Sem sexo". Só conhecendo-a para saber que isso não era desejo em si, mas um avanço de suas peças sobre o tabuleiro: meu corpo nu, meu corpo ainda despelificado. Voltavam por vezes os meninos daquele verão ou outro. Eu fingia tomar minha trilha e quando tinham desaparecido, deitava na terra - úmida - que cerceava a lagoa. E ficava em paz e alguma dor que alienava minha carne de mim mesmo, a satisfação plena antes do primeiro e fundador tombo adulto. Unhas e arranhões que as calças escondiam, mas nunca uma ferida de repulsa. Não, não naqueles tempos. Entrando pelo pórtico, o abraço da mãe, o sorriso compreensivo, empurrado adiante dos ombros, de meu pai. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na nossa primeira noite, após o jantar, eu e Elle nada fizemos além de fumar, conversar e sentir falta de música. Se ela soubesse minha alma. Não por vergonha, mas pelo jogo que a trouxe aqui. Elucidar-me na raiz de um jardim que lhe agradava o passeio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dorminos abraçados e luzes de pesqueiros uniam estrelas e mar. Cortina com vento, algum lugar atrás disso e da pequena floresta, o lago. Tomei o resto do vinho que já pegara no sono, sobre o criado-mudo ao lado de Elle. No dia seguinte iríamos lá. Eu sei que ela exigiria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nós dois mergulados até a altura do peito, Elle alta mesmo descalça. Jejum do café.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela me beijou a boca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu a tirei de mim. Fiquei de costas para seus lábios, para seus dedos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela me abraçou, Elle.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Então é apenas isso, querido ? Tais lembranças...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Apenas é tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Revoada de asas, melodia mais requintada, na atualidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Elle me abraçou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fechei os olhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seu hálito na raiz de meus cabelos já começando a clarear.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Seu bobo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Sim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Seu lindo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Me...me abrace mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que todos os verões sejam com você, querida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que nenhuma embarcação te leve,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;não desse momento,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;nunca desse instante...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-6294204324156064804?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/6294204324156064804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=6294204324156064804' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/6294204324156064804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/6294204324156064804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/05/o-lago-secreto.html' title='O Lago Secreto.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RlMeuVlUtUI/AAAAAAAAABQ/HC228MY_mDs/s72-c/Jardim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-9190916632740764108</id><published>2007-05-17T20:06:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:13.417-03:00</updated><title type='text'>O Livro Único: das mãos estranhas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rkzy4llUtSI/AAAAAAAAABA/T5zAQzYXRJI/s1600-h/LIVRO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065690734860219682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rkzy4llUtSI/AAAAAAAAABA/T5zAQzYXRJI/s400/LIVRO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho em minhas mãos a edição rara de &lt;strong&gt;DelVechio &amp; Morales&lt;/strong&gt; achada hoje acidentalmente em um sebo no centro da cidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acordei com uma motivação espetacular, algo, algo iguamente raro, como a edição de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Costumes do Bom Homem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, me movia para o meio das gentes. E eu conhecia bem esse sentimento, tal qual Borges, cujo corpo servia de anteparo para as obras "certas", o meu servia de membrana volátil às obras explicitamente erradas. Como uma forma deliciosa de maldição, mesmo quando me posicionava adequadamente com as formas de um tempo, vinha a euforia pela letra maldita, algo incontrolável, que desse mundo me despregava as normas, as vertentes absolutas de uma certeza;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diante disso, agora trato do não-raro, perdia tudo, dinheiro, sanidade, família, tudo em nome de argumentos, paisagens, provas que me jogavam na montanha-russa do entendimento: não havia como voltar atrás. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pelo bem dos outros, após quase uma dezena de achados bibliográficos infernais, tantos filhos que me cuspiram na cara e mulheres com facas e direitos femininos, me fiz sozinho em um apartamento quarto-banheio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No início havia uma sala. Mas ela virou quarto ampliado, parede ao chão, de mal-cheiro aos pedreiros com lavandas e desodorantes eucaliptóides. Agora meu quarto era biblioteca, muito mais que cama. Entre um e outro livro destruidor, eu acumulava tratados de virtudes, religiões, todos os momentos de sabedoria e ditados construtivos da farmacopéia ética popular. Me alimentava, igualmente, das Confissões sublinhadas e Cidades Divinas circuladas de Santo Agostinho. Tomás de Aquino, divinizava o perigo de Aristóteles: afirmava-me existir um "ser", mas o moralizava adequadamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tudo isso mais os atos. Quase que apostólicos. Das esmolas ao dizimo, da gratuidade bondosa até compromissos com retiros e todas aquelas fazendas naturebas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas de tempos em tempos, ali se via, um exemplar raro, o sangue ferver, a mudança escatológica na vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu quarto &amp; banheiro se tornavam meu protetor manicômio. Com a idade, aprendemos a amar manicômios, prisões e conventos. E digo isso não apenas para citar Goffman, que poucos devem saber de quem se tratra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Percebam o que lhes acontece aos 30.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diminuimos de tamanho, ano a ano, e por proteção contra tal decadência física, desejamos contenção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela geralmente é bem-vinda entre os seres.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas eu e minha maldição dos livros errados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Inegável paixão, encontro destinado, uma doença assexualmente não transmissível, ou seja, a solidão risonha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o que há de errado com os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Costumes, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;del Vechio &amp;amp; Morales ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A começar: nenhum estudioso até hoje, nenhuma academia até agora - se bem que foram tambpem raros os a se debruçar sobre o Tratado - conseguiam datar a obra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Reza a lenda de almanaque culto: Dois assassinatos envolvendo a disputa pela melhor data - no meu entender, diabolicamente aleatória, eu que nada tenho com os bancos de ensino e lousas arrepiantes - eram narrados, mortes de professores que se meteram a identificar não um ano exato, longe disso diante de dois autores, ou apenas um de nome erradamente cunhado em italiano e outro, espanhol, mas um século em que tal livro poderia ser, não encaixado, &lt;em&gt;mas acalmado&lt;/em&gt;...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nenhuma referência quanto à maneira de ver Deus, ou em alguns capítulos temos deuses, o que piora a situação não só histórica, mas protetora de sanidade: na obra, temos toda uma genealogia de divindades nunca antes relatas em nenhuma tradição. E terríveis. Sem paralelismo, desculpa que a Religião Comparada, ou o estruturalismo totêmico, forjam no intuito de acalmar as almas. Quem já ouviu falar de um deus que nasceu do arroto molhado e embriagado de uma deusa-mãe que se prostituia no alto do Esgoto, nome dado ao Éden ? Mas por outro lado, se tudo é ficção em tal campo, tudo também é verdade, se assim tocar e peturbar o homem. Todo papo sobre o mito que leva gentalha hoje a orgasmos peripatéticos, Paris e danbrosismos cinematográficos estão aí que não me deixam mentir. E assim sendo, creio no que se move dentro de mim, ou seja, toda mulher universar tem o seu lado puta e dessa puta que somos descententes loucos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que assim seja. Estaria resolvido. Mas em outro capítulo, os dois, ou o um escritor ( serão mais ? uma organização secreta ? se o for, agora, hoje, abajour intenso, onde procuro "meus irmãos" iniciados ?), afirma haver apenas um Deus verdadeiro, o Perene, o que deve ser exaltado. Mas memso aí, na contradição, não se acalma o intelecto. O Deus único é resultado da fusão de todos os outros, em algo que é &lt;em&gt;chamado &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Grande Orgia &lt;em&gt;Ontológica...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ou seja, nenhum movimento histórico, apenas a ressaca, sim, repito, a ressaca que deixa com que o lado terrível do Deus judaico-cristão, do Buda, de todos &lt;em&gt;esses &lt;/em&gt;caras seja a suprema verdade. Se todos os deuses estavam construindo os costumes do bom homem, em determinado momento se cansaram, se fundiuram, uniram forças...e isso nasceu do tédio, do fim-de-festa univarsal. O Deus da soma, o Único, é mal humorado. Está com enxaqueca. Ele é um lago escuro, tanto que possui nomes proibidos, apelidos que não suporta ser chamado por qualquer um, enfim, um sujeito mimado, chefe de algum espediente de almoxerifado, a saber, a minha existência aqui nesse mundo e a de todos nós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A linguagem do livro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pode ser de algum canto de taberna, o Renascimento. Ou o barroco. Ou satírico de Apuleio. Ou então, mesmo então, um evangelho, uma profecia antes do Cordeiro. E como tudo isso ? Só há duas explicações e nenhuma delas me causa conforto, me impede de cometer atos irreparáveis contra mim mesmo ou ou outros: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a) O texto é uma compilação de vários textos malditos pela História da humanidade. Atrás dessa corruptela autoral, do binômio estranho, existem cem, mil homens que se uniram no intuito de provocarem em mim a paranóia com provas, ou seja, a intuição desejosa da catástrofe. Não é uma bomba. É um sebo humilde, envergonhado, anão diante dos edifícios luzentes, chamtivas pratas de incontáveis andares e portas, através das quais, uma maioria de homens com a minha idade ganha dinheiro e paga a mensalidade do clube e da ginástica dançante, ou sei lá o que, de suas filhas colegiais que escondem a calcinha na bolsa. Se não posso encontrar meus irmãos de anti-fé, onde encontrar meus assassinos. E o que piora tudo isso? Saber que se alguém se interessa em tudo isso no cosmo, esse alguém sou eu. Ou seja: Eu devo continuar o livro, e nunca publicá-lo, esconder em alguma livraria, em algum armário, até que a próxima vítima, nos próximos séculos, encontre. Mas eu não posso estar certo. É uma terrível arma que me foi destinada. Contra isso, tenho apenas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;b) O texto é de apenas um( no máximo dois) autores. Isso faria com que eu relaxasse. Nada tenho a continuar. Está já tudo escrito. Basta queimar - sempre a melhor saída - a obra, os autores. Buscar em todo mundo as edições remanescentes e dar-lhes fim. ( Quando foi a primeira vez que ouvi falar disso tudo ? Algo envolvendo um meu avô, ou tio, uma palavra dita no ouvido e uma mágica que não se parecia com ilusionismo. Ou sonho. ). Novamente, o livro me empunha um trabalho sem fim. Países. Desconfianças geográficas. Risco de amores que já não espero para mim, já não acho...seguro. E ainda não terminou. Se temos apenas Vechio &amp; Morales e acaba aí a autoria, como esses dois conseguiram tamanha...atemporalidade? Tenho aqui no quaro-(sim, biblioteca)-banheiro, um sem número dos chamados escrotamente "autores-pós-modernos". Pois sim, na audácia da escrita não superam essa luceferiana edição que aqui treme nas minhas palmas. O que dizer das cento e trinta páginas, após o advendo da epístola &lt;strong&gt;"Uma Carta Para os Enganadores Surrupientos&lt;/strong&gt;", lotadas apenas com a sequência do alfabeto ( não, na edição não consta editora, nem tradutor, apenas as páginas amareladas contrastando com a perfeição gráfica das letras em Garamund) , de "a" até o "z", seguida de nomes hebraicos que, se traduzidos e decentemente codificados em números, temos as mais terríveis maneiras de insultar médicos, advogados, esposas, maridos, débeis-mentais, homossexuais, negros...e então, a volta, a grande volta, até mesmo e principalmente os judeus. E assim, recomeça novamente o alfabeto, todo, inteiro, em diversos tamanhos. Não tem para ninguém de hoje, para nínguem do sondável meio literário do amanhã. Assim, que tipo de ser humano foi/foram Vechio ( juro que não falta um "c") &amp;amp; Morales ? O que pensar de Júlio Verne, ou do verme Nostradamus ? O que pensar de tudo que aprendi, das categorias espaço-temporais ? Da minha militância política, da minha primeira paixão com chicletes desleixados e assim, quase beatnicks ? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E quem tem coragem de queimar ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apenas homens muito bons e cheios dos costumes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é, por maldição intuitiva e euforia, meu caso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Durmo, leio, vomito, acordo. Durmo. Palavrões hebraicos. Deuses com corrimento uretral. Anjos lambendo a micose - chamada de mundos e universos - do Pai. Vomito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre (a) e (b), deliro uma febre que chama "c".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre tantas letras, deliro uma e outra, um suor que se chama "escolha qualquer uma ao acaso".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;" O homem de bom costume deve ser um bom homem sem o costume de certezas e opções"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;( pg. 482 ).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"(...) dessa forma, o sexo feminino é o balde em que o homem se descobre como a roupa suja do êxtase erótico(...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(pg. 49, repete na 789 e na 834)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Os namoricos devem servir ao deus Xacopy-là, ou seja, os namoricos servem para emancipar o livre seguimento das corrupções essenciais humanas".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Durmo, acordo. Acordo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dia de sol gritante. O travesseiro joguei pela janela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A edição serve-me como tal à cabeça e pescoço latejando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Manhã.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De tarde, vejo quinze vasos com macaquinhos pulando vivamente, onde só havia um vaso. O sanitário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tantas letras e imagens. Promessas do infundado. Algo que surge.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim, pois é isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Respiro aliviado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E assim, respiro no plano até a noite:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lista telefônica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abro em qualquer página, coisa que sei fazer como rato que sou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Qualquer letra. Gratuidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguns sobrenomes, nomes, endereços e mesmo números de telefones demonstram, para o neófito da Obra, uma letigimização da fraqueza. Do apelo:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Srta. Munchal ? Tenho uma entrega. Que me confirme o endereço, por obséquio. A mando de quem? Deixe-me ver. Apenas assim, na contra-capa, caneta esferográfica. "De um admirador da sua sagacidade espiritual". Faz sentido? Não quero cometer erros, senhorita. Que bom! Para quando então, o motoboy ? Já é tarde? Oras, de forma alguma um trabalho, e se o for, é o meu mesmo, Srta Munchal! Sim, claro que posso chamar de "simplismente Regina". Ficamos aqui na agência muito felizes com pessoas felizes. Elas são a satisfação do nosso desejo, Regina. Então, fica assim: hoje mesmo. Claro, só o tempinho de eu chamar o moço das entregas. Não, de forma alguma precisa esperar no portão! Faça um chá. Beba um vinho. Não é todo dia que um admirador espiritual aparece nesse mundo de matéria, né ? Boa-noite, Regina ! Meu nome? Por Deus, apenas um teu servo! E nada de gorjeta para o motorista, ele bem já recebe! Fique com os anjos. Adeus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Me sinto como um habitante dos prédios altos fazedores de dinheiro suspeito. É bem fácil. Me sinto nos dias de hoje. Vou até as Páginas Amarelas. M, M. "Motoristas". Não, antes, "motoboys, serviço de".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Anoto o devido prometido na contra-capa e anuncio algo mais: "Para Regina, a sucessora de uma maldição".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um dia ela entende.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nem que seja ao lado do deus Yuter-Rom-La.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-9190916632740764108?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/9190916632740764108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=9190916632740764108' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/9190916632740764108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/9190916632740764108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/05/o-livro-nico-das-mos-estranhas.html' title='O Livro Único: das mãos estranhas.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rkzy4llUtSI/AAAAAAAAABA/T5zAQzYXRJI/s72-c/LIVRO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-2302708062053881850</id><published>2007-05-16T11:32:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:13.662-03:00</updated><title type='text'>Para Além do Príncipio do Amor.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RksWQFlUtRI/AAAAAAAAAA4/rjUKSeMn0m0/s1600-h/terror.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065166671540696338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RksWQFlUtRI/AAAAAAAAAA4/rjUKSeMn0m0/s400/terror.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele cortou a língua, cobriu-se, toda a pele antes exposta, pelo couro negro, preso atrás do crânio com cadeado inoxidável, que jogou a chave pela janela do carro, lá bem no lá longe do deserto, após perder dinheiro em Vegas, esposa em Paris, filhos em um hospital público, sem técnicas sobre apendicite ou infecção de amígdalas. Ele decepou as orelhas, a dor não trouxe o charme cult de se identificar com Van Gogh ou qualquer sujeito que se torne gênio às custas da dor. Onde ficou o tímpano e o nervo, encheu de mel e foi passear alegremente nas florestas adiante da casa, lá bem lá onde as abelhas fazem seus favos e fomes.&lt;br /&gt;Por fim, ele executou o que faltava:&lt;br /&gt;Tomando dois chumaços de algodão, mergulho-os em ácido, o mais corrosivo que se vendia nas lojas de equipamentos de ascese, e dessa forma agindo, colocou fim às narinas, fervendo um grito no último cheiro atroz, no entanto, satisfeito.&lt;br /&gt;Sabendo que os olhos seriam a derradeira ação de seu projeto filosófico, antes leu poemas, viu uma moça bonita nua e amarrada na cama a contragosto, apreciou o desastre de si mesmo no espelho. Com uma colher de prata, tracejada de lindas linhas barrocas, do rococó espanhol, arrancou os globos e comeu a última imagem que reservou para esse momento, algo especial, o final da sua vida nos sentidos: a parede branca e mofada da sua casa, uma parede como outra qualquer, a evitar as saudades. Com a bengala apoiada sobre a mesa em que antes escrevia, pintava, fazia sexo, se orientou até a cama, soltou a moça, que saiu berrando horrorizada, mas isso ele já não mais poderia ouvir, nem ver, nem se emocionar.&lt;br /&gt;No dedo anelar da mão esquerda, sobre a cobertura das camadas protetoras de couro, brilhava a aliança. Se ele quisesse nos mostrar o que estava gravado em sua face interna, saberíamos seu nome completo, iniciado pela letra alfa, finalizando com o ômega.&lt;br /&gt;Jogou a bengala para o canto e estava finalmente livre da maldição de se orientar, de saber onde estava e para onde gostaria de ir. Agora todo lugar era qualquer lugar e toda coisa poderia servir de alimento, ratos, doces, fezes, flores.&lt;br /&gt;Quando eu o encontrei deitado no tapete da sala, ele fedia, dormia e sorria. Li a sua história, bem amarrada na cintura, sem pedir nada ao final, sem contar que podia estar roubando, matando, mas estava pedindo. Ele não pedia. Existia gratuitamente ali, dobrado sobre si, a sonda saindo de um pequeno orifício onde deveria estar seu pau, outro buraco na bunda, insetos, seus ovos e larvas por ali.&lt;br /&gt;Não sei como foi o que se seguiu.&lt;br /&gt;Mas o abracei e vomitei sobre ele. Um vômito que deveria, descobri depois, ser chamado de julgamento moral. O nojo não estava mais com ele, mas em mim. Ele já não sabia em que estado se encontrava, poucos ou quase nenhuns estímulos deveriam chegar até ele.&lt;br /&gt;Eu o alimentei durante semanas com o que tinha de melhor em casa. É o que faz um solitário diante do sofrimento maior que o dele mesmo. Então, no nosso segundo aniversário de meses juntos, eu descobri, meditando como o sorriso constante dele me ensinou, que ele não sofria. Eu sim.&lt;br /&gt;Passei a alimentá-lo com toda a matéria mais repugnante. Coisas que saiam de  mim. Que eu pedia aos amigos que coletassem de suas famílias, de seus filhos que passavam mal após o camarão com catupiry. Ele comia, devorava, na mesma beatitude que meus olhos – e todos os sentidos – perceberam desde o primeiro dia. Eu limpava sua sonda e seu buraco.&lt;br /&gt;Eu estava, na falta de palavra melhor, fascinado por ele, apaixonado. Sim, a gente também fazia sexo. Ou eu apenas fazia sexo com ele, suspeito. Caso ele desconfiasse, em algum lugar daquela mente santificada e muda, não deveria se importar. Quando a gente ama, não quer saber de mais nada nem ninguém. Parei de ir ao cinema todas as quartas-feiras, todos os dias. Evitava as visitas. Não mais pedia para os amigos produzirem alimento para ele. Eu mesmo tomava os remédios que liberavam a produção. Tinha ciúmes dos excrementos alheios. Com o meu sim, feliz e assobiando, fazia sopas e mousses, não fazia diferença para ele, mas para mim sim. Nossa paixão pode até não notar as pequenas delicadezas que fazemos, pode não senti-las, como maridos desatentos, esposas que passam o dia no escritório e freqüentam happy-hours com os colegas e o chefe, mas isso não diminui, em nós, seres humanos, portanto dignos dos nobres sentimentos, o querer agradar nosso objeto de desejo.&lt;br /&gt;E não é que com amor tudo fica mais gostoso? Desenvolvi um apetite tão refinado quando o que impus a ele. Jantares românticos e urina dentro das garrafas de vinho, água de poça oleosa, tudo que todos, os que não amam, julgam de maneira extremamente equivocada.&lt;br /&gt;Também mandei fazer uma aliança para mim. Com o meu nome, eu passei a me orgulhar dele, como nunca antes, como a solidão nunca permitiu, e escolhi meus símbolos, o OM antes e o yin/yang depois. Um pedinte esfarrapado foi nosso padre, chapado pela bebida mais cara que eu pude pagar. Afinal, era um papel e tanto, consagrar o matrimônio. Na festa, meu amor deve ter notado algo, emitiu atrás da máscara negra algo que parecia choro, vindo do mais fundo lá do lá mais fundo dele. Com certeza estava alegre. Merecia comemoração.&lt;br /&gt;No jantar tivemos uma tremenda comunhão: padre-pedinte ao molho de uísque, com champignons, pedaços ao forno, desossado. No Natal as pessoas embebedam pobres perus. Todo Natal morre um peru em cada casa. Inocentes bichinhos. O nosso padre deve ter feito muitas coisas erradas até aquele dia de nossas vidas e se eu o deixasse escapar, outras tantas faria. Não era inocente como eu, meu querido e os perus. Santificado foi pela arte da gastronomia. Estava uma delícia. Supimpa.&lt;br /&gt;E ainda emocionado, meu amor chorou por mais cinco dias seguidos. Ele, o adorável. Ele, que eu penetrava a cada quinze minutos, paixão como essa nunca se viu. Telefone cortado. Energia elétrica interrompida. Para quê tudo isso?&lt;br /&gt;O amor é telepata. O amor produz sua própria luz.&lt;br /&gt;E chorou por mais um mês. Os buracos em suas órbitas vazias gemiam contrações musculares violentas.&lt;br /&gt;Todo grande amor, esse digno de versos e canções, é meio trágico. Romeu e Julieta.&lt;br /&gt;Tristão e Isolda.&lt;br /&gt;Oscar Wilde.&lt;br /&gt;O Jovem Werther.&lt;br /&gt;Coloco-o sentado diante de mim. Eu estou sentado diante dele, o querido, a minha vida. Ele geme como um trovão sublime. Emoção demais. Outros achariam piegas. Nunca se apaixonaram, pobres diabos. Então era isso. Dei o primeiro tiro na testa dele. E dou agora o segundo tiro na minha boca. Espero sentir um pouco o sabor, o cheiro, a cor, a textura, o som da bala arrebentando dentro de mim. Coisas grandes devem terminar de forma grandiosa.&lt;br /&gt;Gatilho quente. Que o mundo saiba: fui feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-2302708062053881850?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/2302708062053881850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=2302708062053881850' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/2302708062053881850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/2302708062053881850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/05/para-alm-do-prncipio-do-amor.html' title='Para Além do Príncipio do Amor.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RksWQFlUtRI/AAAAAAAAAA4/rjUKSeMn0m0/s72-c/terror.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-7187315694180128830</id><published>2007-05-11T11:20:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:13.839-03:00</updated><title type='text'>Dueto Dentro De Si.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RkSDTGFnMPI/AAAAAAAAAAk/Kzeqji1jPmc/s1600-h/eupiano2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063316245146185970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RkSDTGFnMPI/AAAAAAAAAAk/Kzeqji1jPmc/s400/eupiano2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O jazzista ouvia lá debaixo a menina jogando handball. Estava, ao acordar no despertador de som violento, sem idéia alguma. Depois, sentado ao piano, topete e calda, instrumento cor pêssego, todo o sistema sonoro exposto, sem tampa, sem oculto ou mistério: o esqueleto da música.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A menina jogava sozinha, no entanto de alegria que fazia risos, como cócegas no ar que circulava o vento, sublime vaporosidade urbana, e ia batendo em tudo, metais, portões, tomadas públicas. O jazzista nunca teve uma só aula de piano formal, moral, o jazzista já fez muitas besteiras e besteiras foram feitas com ele, de um tanto, que já não sentia desejo de culpar ninguém, nem a si mesmo, o que, em matéria de arte, traz um imenso vazio criativo. Ele sempre vira a criação como ressentimento. Não como a menina que vai jogando bola, embolando, atravessando a manhã, atravessando risinhos e dentes puros. Cada cigarro que ele fuma, cada luz que passa no teto, adivinha as cores dos carros lá das ruas por esse tipo de cinema...ele começou a carreira tocando em filmes mudos, para espectadores que amarravam seus cavalos e motocicletas e naves espaciais lá fora, dependendo do que mostrava a tela e anseios desesperados, assim ele imaginava os anônimos, que ao final da sessão aplaudiam e gritavam, "menino, que bom que você não está &lt;em&gt;apenas lá fora, jogando uma maldita e irritante bola&lt;/em&gt;". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não que fosse isso que gritavam, na verdade, na maior parte das vezes, era isso que ouvia dentro de si, buscando vaidade naqueles olhos murchos, sangrando fumaça na época em que iniciaram as Grandes Depressões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E agora, para cada vez que a bola da menina batia em uma superfície diferente, ele buscava o correspondente daquilo nas teclas. E quando ela ria, ria do quinto andar também ele, de modo que sendo o riso uma constante, se fez a melodia acertada, com barítono e algo, talvez algo como contralto e fadas, allegro sem dúvida, já que o ritmo se estabelecera muito antes: a &lt;em&gt;beat&lt;/em&gt; alegre de um coração, que cansado de tudo, abandonou o tudo até então. E se fez novo, sadio, assim sendo, nada de maldita tinha a bola da maturidade que ainda dança e ginga, nada de condenável a deliciosa perda de tempo, nada de orgulhoso o existir enquanto artista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando ele a viu pela janela do quinto andar, horas antes, após lavar o rosto, toalha apoiada contra o pescoço longo, idade para filha, muito possivelmente neta e melhor parar por aí nas rugas( ainda muito queria avançar com a alegria do handball, simples assim mesmo), obtivera a batida, a ressonânicia sonora, tradução em tempos tonais do afeto despertado, ainda mais por saber que a única comunicação possível com ela, a única que desejava, por ser em si já completa e divina, era o som, a bola, o piano pêssego em calda, ditando frases versáteis de salmos inéditos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Assim foi a brincadeira que invadiu a tarde, que ninguém veio incomodar com as leis do almoço, banho, escola, ou com o tempo para fechar o próximo disco, ensaiar o show, treinar os dedos. Ela, sem dúvida também o ouvia como parte de si, o que ficava claro na maneira intuitiva ( &amp; gargalhadas sempre ) com que buscava alternar os sons, no entanto, sem saltar de um agudo para um deveras grave subitamente, parceria estabelecida, todo amor vai calmo, em crescendo, ou sereno adormecer- com sonho e sol -, a bondade da menina maestro, então, e ele a seguia sob sua maneira adulta de ser ainda mais infantil que ela, apenas um átomo feliz e levitante, no meio da sala, do mundo, e a menina poderia se chamar tão somente: Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A bola. O riso. O piano. O riso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o jazzista,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A menina, juntos &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;já não se continham e gritavam, tecla, parede, pancada, escolha,&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;gargantas floridas,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;até que todos, sem dúvida todos, no universo( esse do tamanho de dois seres humanos mergulhados em linguagem própria, como confeito, beijo de saudades, retorno para casa...), todas as bocas e almas até então mudas, filmes por ressucitar, assim ouviram, até dentro das naves espaciais, inclusive a gravidade que se fez maçã, mesmo o mais distante peregrino sobre o lombo de um burrico, no deserto além-da-vida[-triste],&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;assim, todos continuaram ouvindo até hoje, até mesmo aqui, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;até mesmo quando eu volto a ser&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;tão somente,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;simplismente,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;básico inclusive,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;°&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-7187315694180128830?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/7187315694180128830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=7187315694180128830' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7187315694180128830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/7187315694180128830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/05/dueto-dentro-de-si.html' title='Dueto Dentro De Si.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RkSDTGFnMPI/AAAAAAAAAAk/Kzeqji1jPmc/s72-c/eupiano2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-1144808560365050314</id><published>2007-05-09T11:59:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:14.039-03:00</updated><title type='text'>Inverno Dos Ternos Rasgados.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RkHliWFnMOI/AAAAAAAAAAc/j9olHQOrx60/s1600-h/azul.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062579834348581090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RkHliWFnMOI/AAAAAAAAAAc/j9olHQOrx60/s400/azul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia que começa em madrugada subitamente fria, quando dividido entre o desconforto do arrepio e a delícia dos aconchegos - únicos garantidos - você fica no dilema que nos caracteriza, algo de angústia feliz, tipicamente kiekegardeana, o saber-se infinito e finito ao mesmo tempo, mas acima de tudo, o que não entenderam os românticos, é &lt;em&gt;saber-se&lt;/em&gt;, abrindo com isso todo um espaço de prazeres, mesmo aqueles relacionados com a febre, escalda-pés e não tem coisa melhor, o espirro forte, sem vergonha, mucoso, que arremessa a doença longe em matéria que deixa de lhe fazer parte(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)e mancha a parede branca, promessa de outra ilusão, com o que seria demarcação ( giz ao redor do crime contra a etiqueta) do nojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito sobre a vida, essas mudanças súbitas no tempo, anoitecer como promessa, já fui marinheiro, mas ainda assim, é apenas a marca de um encontro amoroso com as leis do acaso natural. Quando o inesperado mais lotado de esperança chega, criança que teme a grande caixa fechada sobre a árvore de Natal, ou acertam MUITO ou erraram DESGRAÇADAMENTE, não se espera mais, é o momento de jogar coisas pra fora do armário, cobertores, meias, alguns livros que só combinam com o frio, e mais que isso, alguns afetos que só combinam com os corpos plurais, talvez monstruosos, pertencentes ao bestiário dos carinhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que venham sobre mim ! Montinho !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eles vêm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolher o que será de almoço, algo quente, algo de fumaça e melhor ainda, o céu da boca aguardando Masoch, a queimadura santa e divina do macarrão com brócolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa corre, exatamente pra mim assim é perfeita, sobre tudo e sobre nada, em conclusões-sobremesa de filosofia preguiçosa, por isso mesmo, assumida em seu papel de inutilidade, ainda mais verdadeira que as acaloradas discussões de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a tarde, a vagabundice das roupas sobre todas as coisas, a bagunça mais efetiva na calma que a organização anancástica, dos senhores e senhoras de lavabo eucaliptol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a noite, quem sabe madrugada, talvez a sorte, revés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de amanhã com sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( E saibam, falo também de relógios e seus ponteiros quase vivos, sombreando jardins...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;°&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-1144808560365050314?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/1144808560365050314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=1144808560365050314' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1144808560365050314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/1144808560365050314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/05/inverno-dos-ternos-rasgados.html' title='Inverno Dos Ternos Rasgados.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/RkHliWFnMOI/AAAAAAAAAAc/j9olHQOrx60/s72-c/azul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5392776055670361001.post-203529561847152950</id><published>2007-05-06T20:03:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T08:59:14.231-03:00</updated><title type='text'>Abandonos Aconchegantes.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rj5nQmFnMNI/AAAAAAAAAAU/sujBpezU-Rc/s1600-h/desconfigurado1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061596566010671314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rj5nQmFnMNI/AAAAAAAAAAU/sujBpezU-Rc/s320/desconfigurado1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sei quanto tempo de história queimo, quantos livros finalizados, ou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pior, crepitantes começos, falas, até mesmo vestígios, todos soluções da vontade,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;tornada letra, que agora não sei quanto disso tudo, e mesmo uma parte minha corporal,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;queima no fogo que acendo entre mim e o feto que vejo no espelho, algo rastejante, algo lamacento, muito já idoso, velhaco que assume a prisão....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;...e assim, frustração lidada,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;aceita do guia noturno,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;um vaso de enguias de pétalas-línguas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;luminosas, ao meio-dia,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Relógio, tão pouco vento que alicie esperanças em restos de oxigênio, que o dito cujo fogo, brasa, lava, muco de mim varra tudo, memórias de uma Inquisição saudosa. Me torno tradicionalista no vulgo que, cansado, assumo. Correm lebres e leopardos, muitos temas, fotos, quartos de sexo, colchões sem contas de mar ou búzios ( sorte ? revés ?), &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada mais quero significar para mim, já que tão múltiplo significo aos outros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao menos a mim, darei descanso, e da cozinha dos sonhos, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mais coisa alguma hei de trazer que incomode...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Palavras caras crepitam sob o ardor da consciência leve.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como saber?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se leve é o ar que respiro dentro - e tão somente dentro -&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;do peito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que queimem tantas Romas desnecessárias,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;tantos cadáveres épicos ( a que mais se destinariam, essas vítimas tela-pequena ?),&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;crueldade, se for, não me importo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o Acaso, com poder astuto, se bem querer me trará quereres passados reanimados,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;até mesmo em outras faces, corpos, entradas e mucosas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não prova, com seu irmão e facínora,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o Tempo sobre esse desfalcado terreno ( de presas e preciosidades),&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;chamado amor ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que então queime, qual esquecimento,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que então queime, como bala recém disparada no peito do &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;anônimo inimigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que a cada dia , um estilo chegue antes do sol,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ou não chegue tão breve, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;uma gratuidade adquirida apenas por já não achar graça&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Naquilo que sempre&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;( por demais)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fizeram crer&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Graça havia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;°&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5392776055670361001-203529561847152950?l=vazamentosdevapores.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/feeds/203529561847152950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5392776055670361001&amp;postID=203529561847152950' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/203529561847152950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5392776055670361001/posts/default/203529561847152950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vazamentosdevapores.blogspot.com/2007/05/teste.html' title='Abandonos Aconchegantes.'/><author><name>Paulo Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GqOjmDDMLqc/Rj5nQmFnMNI/AAAAAAAAAAU/sujBpezU-Rc/s72-c/desconfigurado1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry></feed>
